sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

JORGE DE LIMA, POETA ESQUECIDO

Por MÁRIO CELSO RIOS *

Não há a menor dúvida de que existe, na literatura brasileira, um "caso" Jorge de Lima. Tendo sido, na opinião de muitos críticos e poetas do Brasil e de outras partes do mundo (incluindo o autor destas linhas), aquele que mais longe foi em nossa terra na feitura do verso e no uso da poesia como expressão de um povo e de uma nação, é de se espantar seja ele posto de lado  permanentemente de lado  pela presente comunidade literária do País. Em vida, teria sido normal, por ser católico praticante e ortodoxo, colocá-lo sob suspeita. (...) Como pode nosso maior poeta ser colocado, por gerações posteriores, em nível tão baixo? Como pode ser tão esquecido? Como pôde ter sido candidato à Academia Brasileira de Letras cinco vezes e não ter sido eleito? (...)
                                             Antonio Olinto: O Caso Jorge de Lima, in Tribuna da Imprensa (RJ), edição de 26/06/2007
Jorge (Mateus) de Lima (1893-1953)

Injustamente, Jorge de Lima anda esquecido, mas venerado por especialistas e leitores mais bem informados como é o meu caso. Ana Maria Paulino, uma das maiores estudiosas do poeta, atribui o fato ao epíteto de "poeta cristão" de que foi tachado e a qualidade de "poesia religiosa" conferida a seus versos, o que teria afastado deles o leitor dos anos 60. Segundo Paulino, o leitor estaria mais interessado em obras cujo tema abordasse o momento político-social vivido pelo país. 

Nascido em União dos Palmares (AL) e falecido no Rio de Janeiro, filho de um senhor de engenho. Descendendo de uma antiga linhagem rural do Nordeste, sua infância de engenho, na plantação paterna de cana de açúcar, explica sua inclinação à terra natal e a simpatia para com a raça negra. Lançou-se escritor, menino ainda, com um soneto parnasiano: "O Acendedor de Lampiões" (1907). Ainda da fase parnasiana cito "XIV Alexandrinos" (1914). 
 
Em 1911, iniciou o curso de Medicina em Salvador, tendo concluído no Rio de Janeiro em 1915. Ainda em 1915, retornou a Maceió para exercer a Medicina. Em 1919 elegeu-se Deputado Estadual pelo PRAL-Partido Republicano de Alagoas. Em 1930, transferiu-se para o Rio de Janeiro por desavenças políticas, e ali na Capital exerceu a clínica médica e foi professor de Literatura Brasileira na Universidade do Brasil. O seu consultório na Cinelândia tornou-se famoso como centro de reunião de intelectuais e amigos. Após a queda do Estado Novo, militou na política, elegendo-se vereador no antigo Distrito Federal, pela UDN. De 1937 a 1945, teve sua candidatura à Academia Brasileira de Letras recusada por seis (sic) vezes. Em 1952, é fundada a Sociedade Carioca de Escritores (SOCE), da qual foi o primeiro presidente provisório.
 
Em 1925 aderiu ao Modernismo, mas pertence à chamada "geração de 30", segunda geração de modernistas. Época de seus belos poemas regionais (negros). "Essa Negra Fulô" (1928) lhe trouxe êxito estupendo, nacional e mundial, tendo a artista argentina Berta Singerman uma intérprete incomparável. 
 
A partir de 1930, dedica-se à militância católica. Em feliz associação com Murilo Mendes, escreveu um livro de poemas religiosos: Tempo e Eternidade (1935). Essa mesma tendência revelou-se em A Túnica Inconsútil (1938), espécie de profissão de fé do eu-lírico que se coloca no mundo regido pela lei divina, composta por por 73 poemas de forma livre (dentre os quais se destaca o poema "O grande desastre aéreo de ontem", dedicado a Cândido Portinari: "Vejo sangue no ar... Chove sangue sobre as nuvens de Deus. E há poetas míopes que pensam que é o arrebol.") e Anunciação e Encontro de Mira-Coeli (1950), com sua linguagem místico-religiosa. 
 
Fase negra: É de 1947 o livro Poemas Negros, cujo tema é a realidade africana no Brasil e a vida na regiões Norte e Nordeste do país. 
 
Mas há de ser na fase hermética/(neo)classizante com o Livro dos Sonetos (1949) e Invenção de Orfeu (1952) que a excelsa inspiração do poeta alcançará seu ponto culminante e seu lugar definitivo, graças ao domínio técnico do verso, o poder onírico, a originalidade e o sopro épico bebido nas fontes da grande tradição da arte ocidental. Em Invenção de Orfeu (retorno à epopeia, embora utilize heterogeneidade de formas como soneto, sextilha, quadra, oitava, terça; rima, bem como gênero híbrido: épico X lírico. Conforme E. R. Curtius: O poeta épico navega em um grande navio no amplo mar; o poeta lírico em um barquinho pelo rio, Jorge de Lima revisita Camões, construindo uma épica camoniana subjetivada. Segundo João Gaspar Simões, é o caso de uma epopeia interior: o primeiro poema de brasilidade interior. 
 
Destacou-se Jorge de Lima em diversas áreas de sua exemplar atuação: médica, política, literária (extraordinária contribuição poética, crítico-histórica e novelística) e artística (como pintor e escultor, fazia fotomontagens). 
 
José Santiago Naud assim definiu o poeta alagoano: "Jorge de Lima é como um painel. Total. Registro das nossas raízes, linguagem criada ou herdada, mito e mistério, a complexidade do universo referida pelo local. Assim como Drummond estabeleceu o código do dizer poético em brasileiro, Jorge de Lima abriu peculiaridades ao universal." 
 
A AVE 
 
Por Jorge de Lima (in A Túnica Inconsútil)

Ninguém sabia donde viera a estranha ave. 
Talvez o último ciclone a arrebatasse 
de incógnita ilha ou de algum golfo 
ou nascesse das algas gigantescas do mar; 
ou caísse de uma outra atmosfera, 
ou de outro mundo ou de outro mistério. 
Velhos homens do mar nunca a haviam visto nos gelos 
nem nenhum andarilho a encontrara jamais: 
era antropomorfa como um anjo e silenciosa 
como qualquer poeta. 
Primeiro pairou na grande cúpula do templo
mas o pontífice tangeu-a de lá como se tange um 
[demônio doente. 
E na mesma noite pousou no cimo do farol; 
e o faroleiro tangeu-a: ela podia atrapalhar as naus. 
Ninguém lhe ofereceu um pedaço de pão 
ou um gesto suave onde se dependurasse. 
E alguém disse: “essa ave é uma ave má das que devoram 
[o gado.
E outro: “essa ave deve ser um demônio faminto”. 
E quando as suas asas pairavam espalmadas dando 
[sombra às crianças cansadas, 
até a mães jogavam pedras na misteriosa ave perseguida 
[e inquieta. 
Talvez houvesse fugido de qualquer pico silencioso entre 
[as nuvens 
ou perdesse a companheira abatida de seta. 
A ave era antropomorfa como um anjo 
e solitária como qualquer poeta. 
E parecia querer o convívio dos homens 
que a enxotavam como se enxota um demônio doente. 
Quando a enchente periódica afogou os trigais, alguém 
[disse: 
A ave trouxe a enchente. 
Quando a seca anual assolou os rebanhos, alguém disse: 
A ave comeu os cordeiros 
E todas as fontes lhe negando água, 
a ave desabou sobre o mundo como um Sansão sem vida. 
Então um simples pescador apanhou o cadáver macio e 
[falou: 
Achei o corpo de uma grande ave mansa. 
E alguém recordou que a ave levava ovos aos anacoretas. 
Um mendigo falou que a ave o abrigara muitas vezes do 
[frio. 
E um nu: a ave cedeu as penas para meu gibão. 
E o chefe do povo: era o rei das aves, que 
[desconhecemos. 
E o filho mais moço do chefe que era sozinho e manso: 
Dá-me as penas para eu escrever a minha vida 
tão igual à da ave em quem me vejo 
mais do me vejo em ti, meu pai. 
 
Mário Celso Rios (1954-2020) na ABL-Academia Barbacenense de Letras, presidindo a posse do gerente deste blog como membro da AMEF-Academia Mantiqueira de Estudos Filosóficos em 16/05/2019

 
Antes de meu comentário sobre o poema, digo a você que no ano de 1993, fui visitar na Filadélfia o Museu dedicado a Edgar Allan Poe. Lá havia traduções de THE RAVEN em vários idiomas. Para minha frustração, nada em português! Lembrei-me dar tradução de Machado de Assis e da de Fernando Pessoa. Aí, enviei uma carta a Zilda de Castro e pedi a ela para me enviar uma cópia da versão machadiana a partir da obra completa que havia no Colégio Estadual Soares Ferreira e que lera nos meus tempos do curso científico. Recebi posteriormente um agradecimento expresso do governo americano pelo meu gesto em prol da literatura. (...) 
 
Releio o poema A Ave de Jorge de Lima e me recordo de Hesíodo (Teogonia e Trabalhos e Dias) e de sua recriação de Prometeu Acorrentado em que o preço das vida por ter acesso ao fogo do saber é ter seu fígado devorado pela águia, ave emblemática como a de Jorge de Lima. Também me vem à mente Raduan Nassar e de sua primorosa Lavoura Arcaica em que as questões vida-morte, solidão-convivência, obediência-libertação, diálogo-incompreensão nos remetem a esse lapidado texto jorgiano. A AVE de Lima brilha e voa alto por trazer sutis referências à essência  "de onde vim? quem sou? qual meu papel no mundo? temos alguém além de nosso egocentrismo na convivência? somos anacoretas e misantropos? na pena de uma ave existe a iridescência de todo o ser? ou a pena em que me expresso é tão-somente sinal do meu inconformismo diante da minha irremediável finitude?"
 
Na mitologia ocidental a culpa original é trabalhada como arquétipo visceral ou como possibilidade catártica. Enquanto Poe cria um "nunca mais" em estado de eclipse, o poema de Jorge de Lima é uma tese em aberto. Isso é uma das nuances que o torna maestral.
 
O gerente do blog em companhia de Mário Celso Rios, em Santos Dumont, em 30/11/2013.
 
* Pesquisador, advogado, professor, incentivador cultural, pertenceu a várias entidades de valorização das causas intelectuais, foi membro da Academia Barbacenense de Letras, tendo sido seu presidente de 1993 a 2020, e participou ativamente de todas as edições do Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo. Durante vários anos foi professor da Escola Estadual Professor Soares Ferreira e também professor da Faculdade de Direito em Barbacena.


II. BIBLIOGRAFIA

BELÉM, Euler de França: Poeta brasileiro quase ganhou Nobel de Literatura, Jornal Opção 50 Anos, edição de 17/07/2019
 
OLINTO, Antonio: O Caso Jorge de Lima, in Tribuna da Imprensa (RJ), edição de 26/06/2007
 
PAULINO, Ana Maria: Jorge de Lima, São Paulo: Edusp, 1995 (Coleção Artistas Brasileiros, 1)
 
 

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

MAIO

Por LIMA BARRETO *

Transcrevemos a crônica referenciada publicada pela  Gazeta da Tarde, Rio, edição de 04 de maio de 1911.
 
Estamos em maio, o mês das flores, o mês sagrado pela poesia. Não é sem emoção que o vejo entrar. Há em minha alma um renovamento; as ambições desabrocham de novo e, de novo, me chegam revoadas de sonhos. Nasci sob o seu signo, a treze, e creio que em sexta-feira; e, por isso, também à emoção que o mês sagrado me traz, se misturam recordações da minha meninice. 
 
Agora mesmo estou a lembrar-me que, em 1888, dias antes da data áurea, meu pai chegou em casa e disse-me: a lei da abolição vai passar no dia de teus anos. E de fato passou; e nós fomos esperar a assinatura no Largo do Paço.
 
Na minha lembrança desses acontecimentos, o edifício do antigo paço, hoje repartição dos Telégrafos, fica muito alto, um sky-scraper ¹; e lá de uma das janelas eu vejo um homem que acena para o povo. 
 
Não me recordo bem se ele falou e não sou capaz de afirmar se era mesmo o grande Patrocínio.
 
Havia uma imensa multidão ansiosa, com o olhar preso às janelas do velho casarão. Afinal a lei foi assinada e, num segundo, todos aqueles milhares de pessoas o souberam. A princesa veio à janela. Foi uma ovação: palmas, acenos com lenço, vivas...
 
Fazia sol e o dia estava claro. Jamais, na minha vida, vi tanta alegria. Era geral, era total; e os dias que se seguiram, dias de folganças e satisfação, deram-me uma visão da vida inteiramente de festa e harmonia.
 
Houve missa campal no Campo de São Cristóvão. Eu fui também com meu pai; mas pouco me recordo dela, a não ser lembrar-me que, ao assisti-la, me vinha aos olhos a "Primeira Missa", de Vítor Meireles. Era como se o Brasil tivesse sido descoberto outra vez... Houve o barulho de bandas de música, de bombas e girandolas ², indispensável aos nossos regozijos; e houve também préstitos ³ cívicos. Anjos despedaçando grilhões, alegorias toscas passaram lentamente pelas ruas. Construíram-se estrados para bailes populares; houve desfile de batalhões escolares e eu me lembro que vi a princesa imperial , na porta da atual Prefeitura, cercada de filhos, assistindo àquela fieira de numerosos soldados desfiar devagar. Devia ser de tarde, ao anoitecer.
 
“Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da escravatura no Brasil”. Antonio Luiz Ferreira, 17/05/1888. Crédito: Brasiliana Fotográfica
 
Corte da imagem

Ela me parecia loura, muito loura, maternal, com um olhar doce e apiedado. Nunca mais a vi e o imperador nunca vi, mas me lembro dos seus carros, aqueles enormes carros dourados, puxados por quatro cavalos, com cocheiros montados e um criado à traseira. 
 
Eu tinha então sete anos e o cativeiro não me impressionava. Não lhe imaginava o horror; não conhecia a sua injustiça. Eu me recordo, nunca conheci uma pessoa escrava. Criado no Rio de Janeiro, na cidade, onde já os escravos rareavam, faltava-me o conhecimento direto da vexatória instituição, para lhe sentir bem os aspectos hediondos. 
 
Era bom saber se a alegria que trouxe à cidade a lei da abolição foi geral pelo país. Havia de ser, porque já tinha entrado na consciência de todos a injustiça originária da escravidão. 
 
Quando fui para o colégio, um colégio público, à Rua do Resende, a alegria entre a criançada era grande. Nós não sabíamos o alcance da lei, mas a alegria ambiente nos tinha tomado. 
 
A professora, Dona Teresa Pimentel do Amaral, uma senhora muito inteligente, a quem muito deve o meu espírito, creio que nos explicou a significação da coisa; mas com aquele feitio mental de criança, só uma coisa me ficou: livre! livre! 
 
Julgava que podíamos fazer tudo que quiséssemos; que dali em diante não havia mais limitação aos propósitos da nossa fantasia. 
 
Parece que essa convicção era geral na meninada, porquanto um colega meu, depois de um castigo, me disse: "Vou dizer a papai que não quero voltar mais ao colégio. Não somos todos livres?" 
 
Mas como ainda estamos longe de ser livres! Como ainda nos enleamos nas teias dos preceitos, das regras e das leis! 
 
Dos jornais e folhetos distribuídos por aquela ocasião, eu me lembro de um pequeno jornal, publicado pelos tipógrafos da Casa Lombaerts. Estava bem impresso, tinha umas vinhetas elzevirianas , pequenos artigos e sonetos. Desses, dois eram dedicados a José do Patrocínio e o outro à princesa. Eu me lembro, foi a minha primeira emoção poética a leitura dele. Intitulava-se "Princesa e Mãe" e ainda tenho de memória um dos versos:
Houve um tempo, senhora, há muito já passado...

 

Fotografia da Princesa Isabel e de seu filho Pedro de Alcântara, ainda bebê. Crédito: Brasiliana Fotográfica.

São boas essas recordações; elas têm um perfume de saudade e fazem com que sintamos a eternidade do tempo. 
 
Oh! O tempo! O inflexível tempo, que como o Amor, é também irmão da Morte, vai ceifando aspirações, tirando presunções, trazendo desalentos, e só nos deixa na alma essa saudade do passado às vezes composta de coisas fúteis, cujo relembrar, porém, traz sempre prazer.
 
Quanta ambição ele não mata! Primeiro são os sonhos de posição: com os dias e as horas e, a pouco e pouco, a gente vai descendo de ministro a amanuense; depois são os do Amor — oh! como se desce nesses! Os de saber, de erudição, vão caindo até ficarem reduzidos ao bondoso Larousse. Viagens... Oh! As viagens! Ficamos a fazê-las nos nossos pobres quartos, com auxílio do Baedecker e outros livros complacentes. 
 
Obras, satisfações, glórias, tudo se esvai e se esbate. Pelos trinta anos, a gente que se julgava Shakespeare, está crente que não passa de um "Mal das Vinhas" qualquer; tenazmente, porém, ficamos a viver, esperando, esperando ... o que? O imprevisto, o que pode acontecer amanhã ou depois. Esperando os milagres do tempo e olhando o céu vazio de Deus ou Deuses, mas sempre olhando para ele, como o filósofo Guyau
 
Esperando, quem sabe se a sorte grande ou um tesouro oculto no quintal? 
 
E maio volta... Há pelo ar blandícias e afagos; as coisas ligeiras têm mais poesia; os pássaros como que cantam melhor; o verde das encostas é mais macio; um forte flux  de vida percorre e anima tudo... 
 
O mês augusto e sagrado pela poesia e pela arte, jungido eternamente à marcha da Terra, volta; e os galhos da nossa alma que tinham sido amputados — os sonhos enchem-se de brotos muito verdes, de um claro e macio verde de pelúcia, reverdecem mais uma vez, para de novo perderem as folhas, secarem, antes mesmo de chegar tórrido dezembro. 
 
E assim se faz a vida, com desalentos e esperanças com recordações e saudades, com tolices e coisas sensatas com baixezas e grandezas, à espera da morte, da doce morte, padroeira dos aflitos e desesperados...
 
 
II. GLOSSÁRIO por Francisco José dos Santos Braga

¹ A palavra “skyscraper” tem origem no inglês e, em tradução livre, significa “arranha-céu”. O termo é utilizado para descrever prédios enormes, que se destacam em sua grandiosidade, alteram a paisagem e parecem, de fato, tocar as nuvens. O termo começou a ser usado na década de 1880, pouco depois da construção dos primeiros edifícios, nos Estados Unidos. O desenvolvimento deles resultou da convergência de diversos fatores tecnológicos e sociais.

² Cata-ventos. Em pirotecnia, corresponde a uma roda ou travessão onde são colocados fogos de artifício para serem lançados ou estourarem em sequência. Termo originário da Itália. No Brasil, é mais comum aparecer como “girândola”. 

³ Grupo de pessoas caminhando em fila como em cortejos, procissões ou marchas.

Filha de Dom Pedro II, tornou-se herdeira presuntiva ao trono por morte prematura de seus dois irmãos. Serviu como regente do império em três ocasiões diferentes, sendo a última delas aquela em que assinou a Lei Áurea em 13 de maio de 1888, na qual declarou extinta a escravidão em todo o território do Império do Brasil por meio da assinatura da Lei Áurea. Por tal feito, foi cognominada "A Redentora", embora de fato tenha sido a gota d'água para a queda da monarquia, já que desagradou a fazendeiros de café donos de escravos, que mantinham grandes poderes econômicos, sociais e políticos, apesar de a vasta maioria do povo brasileiro apoiar a continuação do sistema imperial e não ter nenhuma atração pelo republicanismo. 

Elsevier ou Elzevir é uma empresa editorial holandesa especializada em conteúdo científico, técnico e médico.

Também conhecido por oídio, é um gênero de fungo microscópico parasito das videiras, que cobre folhas e frutos de uma camada esbranquiçada.

Jean-Marie Guyau (1854-1888) foi um poeta e filósofo francês. Como filósofo, influenciou Nietzsche, Henri Bergson e Piotr Kropotkin. 
A sua esposa, Barbe Marguerite André, sob o pseudônimo de Pierre Ulric, publicou romances curtos destinados ao público infanto-juvenil.

Fluxo contínuo. Modernamente, o Flux AI usa um sistema inteligente que combina diferentes técnicas de Inteligência Artificial para criar imagens. Ele pode entender tanto textos quanto imagens como ponto de partida, transformando essas informações em novas imagens de alta qualidade.
 
 
III. BIBLIOGRAFIA

CARVALHO, José Murilo de: MACHADO DE ASSIS VAI À MISSA, in Blog de São João del-Rei, postado em 24/08/2023.