terça-feira, 23 de junho de 2015

DJALMA TARCÍSIO DE ASSIS, PALADINO DA CULTURA E DO TURISMO EM SÃO JOÃO DEL-REI


Por Francisco José dos Santos Braga *

Djalma Tarcísio de Assis (☆ São João del-Rei, 14/01/1910 ✞ 21/08/1993)



I.  INTRODUÇÃO


Há tempos nutria o desejo de alinhavar algumas linhas sobre o saudoso Djalma Tarcísio de Assis, a quem chamei "paladino da cultura e do turismo em São João del-Rei", o que de fato ele foi. Conversando sobre os seus grandes feitos em prol desta cidade com o redator do Jornal de Minas e da Revista Em Voga, confrade Nêudon Bosco Barbosa, este me incentivou a escrever quanto antes, porque a próxima edição de sua revista estava no forno e concordou em que algo precisava ser escrito para suprir essa lacuna na crônica de nossa terra, pois muito pouca coisa foi escrita até agora sobre esse defensor estrênuo da história e das tradições são-joanenses. Portanto, é com alegria que lhes entrego essas minhas anotações sobre a vida e a obra de Djalma Assis.



II.  VIDA E OBRA DE DJALMA TARCÍSIO DE ASSIS



Djalma Tarcísio de Assis era filho de José de Assis Sobrinho e de Isaura Augusta de Assis, esta, neta do entalhador, cinzelador, escultor, pintor e ourives Joaquim Francisco de Assis Pereira (24/02/1813-15/10/1893) e de sua mulher Maria Vicência do Carmo. O patriarca Joaquim Francisco de Assis Pereira, de quem Djalma muito se orgulhava e de quem era bisneto, deixou obras delicadas e primorosas nas igrejas de São Gonçalo, Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora do Carmo, Catedral Basílica e Senhor Bom Jesus de Matosinhos. ¹

Djalma nasceu em 14/01/1910 em São João del-Rei, onde também se casou e faleceu em 21/08/1993. Foi casado com Cecília Ferreira de Assis, tendo deixado os seguintes filhos: Maria Cecília, Maria Carmen, Maria Auxiliadora, Maria Dolores, Maria Teresa, José Otávio, Djalma Tarcísio, Domingos Sávio, Luiz Afonso e Maria Inês.

Surpreende o fato de que Djalma Assis não tenha tido uma formação acadêmica esmerada — fez o curso primário no Grupo Escolar João dos Santos e apenas começou o curso ginasial no Colégio Santo Antônio —, o que o torna mais merecedor de nossa homenagem, tendo em vista suas ingentes realizações, como se verá a seguir, fruto de seu ânimo destemido e progressista. Segundo informação da família, Djalma foi acometido por várias recidivas de pneumonia quando era aluno externo do Ginásio Santo Antônio, o que o impediu de continuar a frequentar o curso ginasial no renomado educandário.

De acordo com sua primeira filha Maria Cecília, seu pai trabalhou muito tempo como sacristão e ornamentador de altares e andores na Paróquia de São João Bosco, da Diocese de São João del-Rei. Ali também fundou a Congregação Mariana "São Tarcísio" e a Irmandade do Santíssimo Sacramento.

Residiu durante cerca de 20 anos na Avenida Leite de Castro, na casa ao lado da residência do Cônego Tortoriello (onde hoje funcionam um posto de gasolina, um grande estacionamento e, nos fundos, o Supermercado Salles). Mais tarde, morou numa casa que foi demolida para construção do Hotel Ponte Real e, finalmente, no térreo do casarão do Dr. Mário Monteiro.

Tinha especial vocação para trabalhar, como leigo, a favor da Igreja: assim, vamos encontrá-lo na função de festeiro na Novena de São Judas Tadeu (de 1977 em diante), na igreja de São Gonçalo. Sua habilidade de enfeitar andores e altares de todas as igrejas é lembrada com saudade. Inesquecível também era a sua habilidade em organizar festas juninas no Largo Tamandaré (Praça Severiano de Rezende) e nos bairros da cidade, o que realizou durante anos.  Também digno de registro foi o seu pioneirismo na confecção de tapetes de rua com areia, serragem, sementes e pétalas durante a Semana Santa.

Por outro lado, tinha também predileção por atuar em eventos sociais, merecendo destaque os inesquecíveis bailes de debutantes e de Glamour Girl e concursos de miss, quando cooperava com o casal Cenyra Sebastiana Rodrigues Rocha e Raimundo Rodrigues Rocha ("Mundico"), bem como com Celeste Maria Banho.

Djalma fundou também o "Clube de Castores" no Lions Clube de São João del-Rei. Reconhecidamente, no Brasil, o Clube de Castores foi o primeiro clube de serviços juvenis e a primeira organização de serviços voltados à juventude no mundo, funcionando desde 1963 e atuando à imagem e semelhança do Lions no apoio à comunidade com trabalhos sociais. Djalma mostrou com essa iniciativa sua visão da responsabilidade social que cabia às crianças melhor dotadas financeiramente e sua capacidade de antever as dificuldades econômicas que aumentariam nas décadas seguintes.

Djalma Assis criou os Guardas Mirins para orientação dos turistas que visitavam a cidade e ele próprio preparava os alunos.

Além disso, foi o grande parceiro dos dirigentes de escolas de samba e de blocos no Carnaval de rua são-joanense, incentivando e promovendo a sua participação. Passado o Carnaval, Djalma seguia para o Rio de Janeiro com o objetivo de conseguir gratuitamente alegorias, adornos e fantasias que foram usados lá, para trazê-los a São João del-Rei para seu aproveitamento no próximo Carnaval.

Também mantinha excelente parceria com os comerciantes locais, que o apoiavam em todas as suas iniciativas sob a forma de patrocínio cultural. Por exemplo, para publicar anualmente o seu Calendário Turístico, contava com o apoio dos comerciantes locais. Na imagem abaixo, vemos a 3ª edição, datada de 1969, em que Djalma Assis se intitulou Cavaleiro-Comendador da Ordem dos Templários, contando com a supervisão do historiador Fábio Nelson Guimarães.

Capa do 3º Calendário Turístico de Djalma Assis
Contracapa do 3º Calendário Turístico de Djalma Assis





































Também desenvolveu uma enorme capacidade de atuar como responsável por relações públicas dos Executivos municipais, recepcionando prefeitos, governadores e até Presidentes da República em visita a São João del-Rei. Dada essa sua aptidão, nada mais natural do que ser cortejado pelos prefeitos são-joanenses para ocupar cargo condizente com suas qualidades na Administração Municipal. Convidado a ocupar a posição de Diretor de Turismo e Recreação (atualmente, Secretário de Cultura, Turismo e Esporte), ao longo de várias administrações municipais, Djalma ofereceu seus préstimos para a concretização dos objetivos de sua Pasta, independente de partido político e do ocupante da cadeira do Executivo Municipal. O seu ingresso naquela função se deu na Administração Nelson José Lombardi (31/01/1963-12/09/1966), o qual foi substituído por Fábio Nelson Guimarães (12/09/1966-24/09/1966) e pelo interventor federal, Gen. Antônio Carlos Mourão Ratton (24/09/1966-31/01/1967); em seguida, colaborou com a Administração Dr. Milton de Rezende Viegas (31/01/1967-31/01/1971) e a Administração Mário Lombardi, até que foi eleito Lourival Gonçalves de Andrade ("Zé Menino"), quando então Djalma se retirou da arena política.

Na Internet, localizei ainda notícias sobre o X Congresso Brasileiro de Geografia no Rio de Janeiro, realizado de 7 a 16 de setembro de 1943. ² Ali estiveram presentes alguns são-joanenses, especialmente Pe. Almir de Resende Aquino, Altivo de Lemos Sette Camara, Astrogildo Assis, Dr. Augusto das Chagas Viegas, Bento Ernesto Júnior e outros. É curioso destacar ali outra presença ilustre: Eduardo Canabrava Barreiros (que na década de 70 viria a São João del-Rei a convite da Vereadora Alba Lombardi para desenvolver trabalhos de cartografia e escrever um livro baseado nos resultados obtidos, o que resultou na obra "Vilas Del-Rei e a Cidadania de Tiradentes"). 

Da autoria do meu biografado, localizei ainda "Procissão do Entêrro de 1825", artigo publicado no jornal A COMUNIDADE, Ano III, março de 1970, p. 8. Oportunamente prometo publicá-lo neste Blog.

Por último mas não menos importante, Djalma tinha compromisso com o avanço social e a melhoria das condições da comunidade são-joanense, tendo participado ativamente dos principais movimentos em prol da cultura. Além de ser um dos sócios fundadores do C.A.C.-Centro Artístico e Cultural no dia 8 de março de 1959, também o foi quando da criação e instalação do Instituto Histórico e Geográfico em 1º de março de 1970.

Interessa agora conhecer a sua atuação à frente da Diretoria de Turismo e Recreação. O que vou apresentar abaixo, referente a três edições de um Festival de Música dirigido por Djalma Assis, corresponde ao curto período em que esteve à frente do Executivo municipal o interventor federal Gen. Antônio Carlos Mourão Ratton,  e aos dois primeiros anos da Administração Dr. Milton de Rezende Viegas.


III.  DJALMA ASSIS, FIGURA CENTRAL DE UM MOVIMENTO CULTURAL, FOCADO NA MÚSICA


[CINTRA, 1982, 485] noticia que em 19/11/1966 ocorria o começo de um movimento cultural, focado na Música cujo centro catalisador era o dia de Santa Cecília, padroeira dos músicos, comemorado no dia 22 de novembro. 

Pela sua importância, vou transcrever todo o texto referente ao grande movimento musical, iniciado em São João del-Rei, no dia 19 de novembro de 1966, tal como Cintra  o descreve:

"Inicia-se o I Festival de Música de S. João del-Rei, organizado pelo Serviço de Recreação e Turismo da Prefeitura Municipal, dirigido por Djalma Tarcísio de Assis. 
Resumo das festividades:
1º dia: Missa de Requiem, na Igreja do Rosário, com a participação da Orq. Lira S. Joanense; homenagem póstuma aos músicos sanjoanenses e ao Pe. José Maria Xavier, com a cooperação da Banda Teodoro de Faria; no Municipal: coral da Escola Preparatória de Cadetes de Barbacena.
Dia 20: exibição dos alunos do Conservatório Estadual de Música; desfile de bandas; missa festiva na Catedral, com o concurso da Orq. Ribeiro Bastos; exibição da Banda Lira Ceciliana de Prados.
Dia 21: números artísticos pelos alunos do Conservatório de Música.
Dia 22: Missa nas Mercês, com a atuação da Orq. Lira S. Joanense; na Basílica do Pilar, missa com a Orq. Ribeiro Bastos; no Municipal: Concerto da Sinfônica local, sob a regência de Pedro de Souza, tendo como solistas Domingos Cirilo Assunção e Benigno Parreira.
Dia 23: retreta pela Banda Teodoro de Faria; Concerto Musical pela Banda do Batalhão de Guardas da ex-Guanabara.
Dia 24: Coral de Clérigos Salesianos e dos Pequenos Cantores do Colégio S. João.
Dia 25: Concerto pela Orquestra Sinfônica da Polícia Mineira de Belo Horizonte.
Dia 26-11-1966: no Municipal — a opereta Princesa das Czardas, pelo elenco teatral da Sociedade  de Concertos Sinfônicos de S. João del-Rei."





Em 1967, [CINTRA, 1982, 484 e 489] registrou a continuação do grande movimento cultural também no mês de novembro, só que o início data do dia 18:
"Inicia-se o II Festival de Música de S. João del-Rei. Presta-se a homenagem aos músicos sanjoanenses — Culto da Saudade, com a cooperação das Bandas Teodoro de Faria e do Batalhão Tiradentes; à noite, no Teatro Municipal, apresenta-se o Coral da Universidade Federal de Juiz de Fora.
No dia 19 foram celebradas missas solenes nas Igrejas de S. Francisco e das Mercês, abrilhantadas, respectivamente, pelas Orquestras Ribeiro Bastos e Lira Sanjoanense. O tempo chuvoso prejudicou a vinda de várias bandas de música de cidades vizinhas. Foi muito ovacionada pelo povo sanjoanense a Sociedade Musical "Carlos Gomes", de Santos Dumont; no Teatro Municipal, obteve aplausos o Ballet Musical, do Teatro Francisco Nunes de Belo Horizonte, sob a direção do Prof. Carlos Leite.
No dia 20, no Municipal exibição da Lira Ceciliana (Banda e Coral), de Prados, sob a regência do Prof. Adhemar Campos Filho.
No dia 21: no palco do Conservatório Estadual de Música, programa dos alunos do Conservatório, sob a direção do maestro Prof. Sílvio de Araújo Padilha.
No dia 22: concerto sinfônico-coral da Banda do 1º Batalhão de Guardas do 1º Exército, da cidade do Rio de Janeiro, tendo como Regente o Ten. Benoni Rodrigues Nascimento. Na 2ª parte do programa, contou-se com a cooperação artística da pianista sanjoanense Mercês Bini Couto e do Coral da Sinfônica de S. João del-Rei.
No dia 23: realiza-se no Teatro Municipal concerto pela Orquestra Sinfônica da Polícia Mineira de Belo Horizonte.
No dia 24: concerto pela Associação de Canto Coral, do Rio de Janeiro, sob a direção da Maestrina Cléofe Person de Mattos.
No dia 25: espetáculo folclórico do Colégio Clemente de Faria (Grupo Aruanda), de Belo Horizonte, com apresentação de folclore de Minas, do Rio Grande do Sul, do Líbano e da Hungria.
O festival encerrou-se no dia 26-11-1967 com um concerto de gala da Sociedade de Concertos Sinfônicos de S. João del-Rei, regido pelo Maestro Dr. Pedro de Souza. Organizou o Festival o Diretor da Secretaria de Turismo e Recreação da Prefeitura — Djalma Tarcísio de Assis, sob a orientação do Prefeito Dr. Milton Viegas."

Em adição a essas informações, tenho em mãos um programa mostrando que na mesma noite de 22/11/1967, a consagrada pianista são-joanense Mercês Bini Couto abrilhantou o II Festival solando o Concerto de Grieg, com acompanhamento da Banda do 1º Batalhão de Guardas do 1º Exército, da cidade do Rio de Janeiro, na 1ª parte do programa.





Em 1968 [CINTRA, 1982, 398-399] registra nesses termos a 3ª edição do Festival de Música, pelo terceiro ano consecutivo, que teve lugar a partir do dia 21 de setembro:

"Inicia-se o III Festival de Música de S. João del-Rei, realizando-se na Praça Embaixador Gastão da Cunha a Homenagem aos Músicos — Preito da Saudade, atuando o coral regido pela Maestrina Maria Stella Neves Vale. Participaram dos festejos iniciais as Bandas de Música Municipal, do Batalhão Tiradentes e Teodoro de Faria. À noite, no Teatro Municipal, levou-se à cena a opereta de Sidney Jones — A Gueixa, pelo Coro e Orquestra Sinfônica de Belo Horizonte, sob a regência do Ten. João Cavalcante e direção teatral do Prof. Walter Ribeiro Cardoso.
Daremos o resumo do programa executado nos dias subsequentes:
Dia 22: missa solene na Catedral Basílica de N. Sra. do Pilar, com a participação das orquestras locais Lira Sanjoanense e Ribeiro Bastos; no Teatro Municipal exibição da Orquestra Sinfônica Mineira, sob a regência do Maestro João Cavalcante, com atuação dos Solistas Maria Carmem Camarano, Mércia Arenari Braga, Antônio Moura e Sallete Maria da Silva Bini; apresentação do Madrigal Renascentista de Belo Horizonte, sob a regência do Maestro Carlos Eduardo Prates.
Dia 23: audição a cargo do Conservatório de Música "Padre José Maria Xavier", tendo como Regentes Maria Stella Neves Vale (coral) e Geraldo Barbosa Souza (orquestra).
Dia 24: Concerto pela Orquestra Sinfônica da Força Pública Mineira, de Belo Horizonte, sob a regência do Ten. Edson de Brito Nery.
Dia 25: Participação da Lira Ceciliana de Prados, sob a regência de Adhemar Campos Filho.
Dia 26: Concerto público, na escadaria do teatro, da Banda Teodoro de Faria, regida pelo Maestro Mário Zeferino; às 20:30 h., no Teatro Municipal, recital com programação erudita de Ars Nova Coral, da Universidade Federal de MG (BH), sob a regência do Maestro Carlos Alberto Pinto da Fonseca.
Dia 27: Concerto Público da Banda Municipal na escadaria do Municipal; concerto sinfônico-coral pela Banda de Música do 1º Batalhão de Guardas da Cid. do Rio de Janeiro, sob a regência do Ten. Benoni Rodrigues Nascimento; cooperando no espetáculo (2ª parte) um coral da pianista sanjoanense Mercês Bini Couto e as Solistas Janice Mendonça de Almeida e Terezinha Maria de Barros Gonçalves.
Dia 28: na escadaria do Teatro, concerto público da Banda da Força Pública da Cid. do Rio de Janeiro, regida pelo Cap. Arnaldo Campos Júnior; no Colégio Santo Antônio, o bailado da ópera O Guarani com a participação de 50 figurantes do Ballet do Teatro Francisco Nunes de Belo Horizonte, sob a direção do Prof. Carlos Leite, com acompanhamento da Banda do 1º Batalhão do 1º Exército, dirigida pelo Ten. Benoni Rodrigues do Nascimento.
Dia 29: às 14:30 hs, inicia-se o desfile alegórico com carros, alegorias, com participação de fanfarras, bandas e fantasias. Desfilaram as bandas seguintes: Teodoro de Faria, Batalhão Tiradentes, Batalhão de Guardas (RJ), da Força Pública (BH), Escola de Cadetes do Ar (Barbacena), Polícia Mineira (Lavras), N. Sra. de Nazaré (Nazareno), Corporação Musical Ari Barroso (Congonhas do Campo), Corporação Caricata de Lafaiete, Fanfarras e Escoteiros (Lafaiete), fanfarras e alunos dos estabelecimentos de ensino seguintes: Colégio Tiradentes, Colégio Estadual, Escola Padre Sacramento, e Colégio Santo Antônio. Houve às 18:30 hs, concerto público da banda da Escola Preparatória de Cadetes do Ar de Barbacena, defronte do Teatro Municipal; às 20:30 hs, no Municipal, concerto e coral da Sociedade de Concertos Sinfônicos de S. João del-Rei, sob a regência do Maestro Pedro de Souza.
O êxito do festival deve-se ao conterrâneo Djalma Tarcísio de Assis, que como Diretor da Secretaria de Turismo e Recreação de S. João del-Rei soube captar total apoio do Prefeito Municipal Dr. Milton de Rezende Viegas."

Em adição a essas informações, tenho em mãos o programa mostrando que na noite de  27/09/1968 houve a participação magistral de Mercês Bini Couto no III Festival da Música de São João del-Rei. Brindou os são-joanenses com o Concerto de Varsóvia, acompanhada pela Banda do 1º Batalhão de Guardas do 1º Exército, na 1ª parte do programa.


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Na 30ª edição do jornal A COMUNIDADE, órgão da Prefeitura Municipal de São João del-Rei, Ano IV, nº 30, p. 16, são elencadas as realizações do Departamento de Turismo e Recreação da Prefeitura, durante os quatro anos da Administração Milton de Resende Viegas. Ali se pode ler ²:

"No período da administração do atual Prefeito, de fevereiro de 1967 até a presente data, o Departamento de Turismo colaborou nas seguintes realizações:

1967
Promoção Oficial do Carnaval de 67 — organização, divulgação e direção.
Cooperação nas solenidades da Semana Santa.
Comemoração da Semana da Inconfidência — 14 a 21 de abril 67.
Difusão de noticiário da cidade em vários jornais do Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
Promoção dos 4ºs Festejos Juninos.
Colaboração das Festas da Padroeira e de inauguração do Monumento de N. Sª do Pilar.
Colaboração na montagem e organização das solenidades de sagração de Dom Lucas Moreira Neves.
Promoção da Semana do Pobre com farta distribuição de víveres e utilidades.
Promoção da 1ª Semana do Trânsito com a orientação do Departamento de Trânsito Estadual.
Promoção das comemoração da data simbólica do nascimento de Tiradentes — 16 de agôsto.
Participação nas festas da Semana da Pátria — 7 de setembro.
Organização do 2º Festival de Música erudita.
Cooperação nas festas da Semana da Criança.
Participação nos festejos de 19 de novembro — Dia da Bandeira.
Participação e colaboração em várias festividades escolares com o serviço de som e amplificador.
Iluminação decorativa da cidade nos festejos natalinos.
Instalação de "Setas Indicativas de Prédios Públicos e Igrejas".

1968

Instalação do Museu Tomé Portes Del-Rei, transferido do C.A.C. para a Prefeitura por um convênio.
Colaboração para a instalação e organização da — TURDELREI — Turismo São João del-Rei S/A.
Promoção do Carnaval de 68.
Cooperação nas festividades da Semana Santa e sua divulgação. Solenidades cívicas da Semana da Inconfidência.
Promoção dos Festejos Juninos de 1968.
Participação nas Festas cívicas de 7 de Setembro.
Promoção do 3º Festival de Música.
Comemoração do Dia da Criança — 12 de outubro.
Participação no dia 19 de novembro — Dia da Bandeira.
Iluminação natalina.
2ª Semana Educativa do Trânsito com a colaboração da equipe técnica do D.E.T. chegiada pelo Inspetor João Batista Pimentel.

1969

Promoção do Carnaval de 1969.
Colaboração nas solenidades da Semana Santa.
Promoções da Semana da Inconfidência — TIRADENTES.
Organização das solenidades comemorativas do sesquicentenário de morte de Bárbara Eliodora, onde o Departamento obteve colaboração eficiente da Delegacia de Ensino, do Regimento Tiradentes e de tôda a Comunidade.
Festejos Juninos.
Semana da Pátria — 7 de Setembro.
3ª Semana Educativa do Trânsito, com a cooperação do DETRAN - MG.
Organização dos festejos em comemoração do sesquicentenário de nascimento do Padre José Maria Xavier.
Comemorações de 19 de novembro — Dia da Bandeira.
Iluminação natalina.

1970

Cooperou para maior brilhantismo das comemorações do cinquentenário do Batalhão Tiradentes — 23 de janeiro.
Promoção do Carnaval de 70.
Colaboração das Festas da Semana da Inconfidência — 21 de abril.
Organização das solenidades do 151º aniversário da morte de Bárbara Eliodora.
Promoções das comemoração do 50º aniversário de morte de Severiano de Resende.
Cobertura e colaboração na realização da 1ª Ginkana Automobilística.
Idem dos Jogos da Primavera.
Cooperação com o Museu do Banco do Brasil com empréstimo de peças.
Participação nas solenidades cívicas de 7 de setembro e 19 de novembro.
4ª Semana Educativa do Trânsito.
Organização do programa da Semana da Cidade — Inauguração do Teatro Municipal e da nova Biblioteca Caetano de Almeida.
Em preparativos para instalação do Museu do Departamento na Casa de Bárbara Eliodora — recém-restaurada. 
Colaboração das solenidades do centenário do Pe. José Severiano de Resende.
É de ressaltar que em tôdas as promoções como: Carnaval, Semana Santa, Festejos Juninos e Festival da Música, o Departamento fêz confeccionar grandes quantidades de cartazes e impressos para divulgação em todo o território nacional."


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No 2º semestre de 1970, o Prefeito Milton de Rezende Viegas, através do jornal A COMUNIDADE, decidiu homenagear os servidores públicos municipais que mais se destacaram no cumprimento de suas atribuições e na colaboração na difícil obra administrativa do Executivo, verdadeiros "operários-padrão", com breves dados biográficos e funcionais, cabendo lembrar aqui  resumidamente os seguintes:
- Prof. José Pedro Leite de Carvalho (Diretor do Departamento de Educação e Cultura)
- Maria Emília Coelho da Cunha (Secretária da Administração da Prefeitura)
- Lauro Novaes (Oficial de Gabinete)
- Dr. Carlos de Velasco (Departamento de Obras)
- Doroci Santiago de Oliveira (Departamento de Contabilidade)
- Djalma Tarcísio de Assis (Departamento de Turismo e Recreação)
- Maria Áurea da Silva, "Zuzu" (Biblioteca Batista Caetano de Almeida)
- Dr. José Alberto Simões Coelho (Consultoria Jurídica)
- Geralda Silva Alves (Almoxarifado)
- Emílio Viegas (Fiscalização)
- Antônio de Assis Viegas (Departamento de Fazenda)
- Júlio dos Santos (fiscal-geral de Obras)
- Alceu Rodrigues de Faria (tesoureiro)
- Alcebíades da Paixão Dias, "Bide" (encarregado de Serviços Gerais).

O ex-funcionário da Prefeitura e Prof. Antônio Andrade Braga informou-me que Djalma Assis lhe pediu para oficiar a todos os Secretários estaduais de Cultura solicitando o envio de uma bandeira de cada Estado da Federação à Prefeitura Municipal de São João del-Rei com o objetivo de se criar uma Galeria de Bandeiras dos Estados brasileiros. Relatou-me, outrossim, que todos os Secretários estaduais enviaram a bandeira de seu Estado, o que possibilitou a criação da referida Galeria na Prefeitura Municipal de São João del-Rei.

Djalma Assis sobre um palanque no Carnaval. 
Lê-se na faixa: Ontem Brasil para frente, hoje Brasil na frente

























No Carnaval de 2015, merecida homenagem prestou o Bloco Sem Compromisso, de Roberto Carvalho, ao cidadão Djalma Assis. Sobre essa lembrança assim se expressou Jota Dangelo, com elegante e inexcedível propriedade, em sua coluna na Gazeta de São João del-Rei de 7 de fevereiro de 2015:  tendo sido  
"o primeiro secretário de Turismo da cidade, revolucionou a maneira de se fazer oficialmente o Carnaval de rua em São João del-Rei. Djalma não era, propriamente, um produtor cultural. Comerciante, seguindo a tradição familiar, era dotado de extrema sensibilidade, atento à cultura são-joanense, interessado pela história e patrimônio de sua terra. Tinha entusiasmo e visão, além do indispensável apoio do prefeito, Nelson Lombardi, que o nomeara, em fins de 1964, para a Secretaria de Turismo criada naquele ano. Na sua permanência à frente da Secretaria de Turismo, Djalma Assis, entre 1965 a 1973, desenvolveu notável atividade, lançando as bases que permitiram a ascensão do Carnaval são-joanense. Cidadão de idoneidade comprovada e irretorquível caráter, conduziu-se com lisura exemplar no exercício do cargo que ocupou. Homenagem justíssima." 
Estandarte mostrando Djalma Assis, 
homenageado pelo Bloco Sem Compromisso,
no Carnaval de 2015

Ala do Bloco Sem Compromisso homenageando Djalma Assis, o 1º Secretário de Turismo de São João del-Rei












































IV.  NOTAS EXPLICATIVAS




¹  Cf. ASSIS, D.T.: "Joaquim Francisco de Assis Pereira", Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São João del-Rei, nº 1, 1973, p. 60-63.

²   Cf. in http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/gravata/brtacervo.php?cid=28190 . Acesso em 20 de junho de 2015.

³   A COMUNIDADE, Ano IV, nº 30, janeiro de 1971, p. 16

⁴  Por sua importância, vou reproduzir aqui o Programa das solenidades do Dia da Cidade e das comemorações dos 250 anos da Emancipação Política do Estado de Minas Gerais— 1720-1970, anunciado pelo Departamento de Turismo e Recreação da Prefeitura:
DIA 7 DE DEZEMBRO
Às 20 horas — reabertura do Teatro Municipal, após as novas reformas.
— Espetáculo de gala, com a apresentação da Opereta em 3 atos — A VIÚVA ALEGRE — de Franz Lehar, pela Sociedade de Concertos Sinfônicos de São João del-Rei.
DIA 8 DE DEZEMBRO
Dia da Cidade e comemorativo dos 250 anos de
Emancipação Política do Estado de Minas Gerais
Às 6 horas — Alvorada pelas Bandas do Batalhão Tiradentes, da Prefeitura e Teodoro de Faria.
Às 8 horas — Missa Festiva, na Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar.
Às 9 horas — Hasteamento dos Pavilhões do Brasil, de Minas e da Cidade, no mastro da Avenida Rui Barbosa.
Às 10 horas — Sessão Solene, extraordinária, do Instituto Histórico e Geográfico de São João del-Rei, comemorativo dos eventos, no Salão Nobre da Prefeitura.
Às 20 horas — Retreta pela Banda Municipal na Avenida Rui Barbosa.
DIA 9 DE DEZEMBRO
Às 20 horas — TUNIS CONTA ZUMBI, em Festival de Gala no Teatro Municipal.
DIA 11 DE DEZEMBRO
Às 20 horas — Concêrto pela Banda do Batalhão de Guardas do 1º Exército da Guanabara, no Teatro Municipal.
— Homenagem da Cidade ao Glorioso 1º do 11º R.I. Batalhão Tiradentes na pessoa do seu Comandante Cel. Helber Penha Valle, oficiais e praças.
DIA 13 DE DEZEMBRO
Às 10 horas — Passeata das Bandas de Música do 1º do 11º R.I., Municipal e Teodoro de Faria, pelas ruas centrais da Cidade.
Às 20 horas — Concêrto de Piano com acompanhamento da Orquestra da Sociedade de Concertos Sinfônicos de São João del-Rei.
DIA 20 DE DEZEMBRO
Às 16 horas — Abertura da Casa de Bárbara Eliodora, recém-restaurada pela Prefeitura Municipal — instalação do Museu da Cidade e do Departamento de Turismo e Recreação da Prefeitura.
— Inauguração do Prédio da Biblioteca Municipal Batista Caetano de Almeida.
— A bênção dos prédios será oficiada por S. Exª Revmª D. Delfim Ribeiro Guedes, DD. Bispo Diocesano.

Fonte: A COMUNIDADE, Ano IV, nº 30, janeiro de 1971, p. 19.



V.  BIBLIOGRAFIA



ASSIS, D.T.: "O que é São João del-Rei - 3º CALENDÁRIO TURÍSTICO", São João del-Rei: Tipografia e Papelaria Assunção, 1969, s/p.

— "Joaquim Francisco de Assis Pereira", Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São João del-Rei, nº 1, 1973, 105 p. .

— "Procissão de Entêrro de 1825", jornal A COMUNIDADE, Ano III, março de 1970.

CINTRA, S.O.: EFEMÉRIDES DE SÃO JOÃO DEL-REI, 2 vol., 2ª edição, 1982, 622 p.

Prefeitura Municipal de São João del-Rei: A COMUNIDADE, periódico mensal que circulou entre 1968 e 1971, num total de 30 edições.


VI.  AGRADECIMENTOS


Gostaria aqui de consignar meus agradecimentos às irmãs Maria Cecília Assis Resgalla, Maria Inês Ferreira Assis e ao Prof. Antônio Andrade Braga por terem facilitado meu trabalho de pesquisa com sugestões valiosas. Agradeço também à minha esposa Rute Pardini por ter registrado em imagens, neste post, as participações de Djalma Assis no cenário são-joanense.

Apresenta-se-me aqui a oportunidade de fazer um agradecimento formal ao Maestro Aluízio José Viegas, no momento em que revejo o programa do dia 24/11/1967, conforme registrado por Cintra, durante o II Festival de Música de São João del-Rei, verbis: "No dia 24/11/1967: concerto pela Associação de Canto Coral, do Rio de Janeiro, sob a direção da Maestrina Cléofe Person de Mattos." Gostaria de fazer um comentário sobre essa efeméride. Rememoro com saudade aquela noite em que o Maestro Aluízio se aproximou de mim na plateia do Teatro Municipal de São João del-Rei e me confidenciou que a grande Maestrina carioca, musicóloga, maior pesquisadora da obra do compositor brasileiro José Maurício Nunes Garcia e criadora da Associação de Canto Coral queria fazer a doação de dois manuais de música para algum jovem compositor do município são-joanense e pediu-lhe a indicação de um nome.  Ele informou-me então que instantaneamente havia me indicado para ser agraciado com aquela dádiva. Ao final da apresentação, voltou e levou-me até a grande regente coral, a quem me apresentou. A grande regente me acolheu com grande simpatia num abraço fraternal. Fez-me então o presente de dois manuais, utilíssimos para todo compositor: Curso de Contraponto (ed. 1933), autografado pelo autor, e Manual de Fuga (ed. 1935), ambos do insigne Prof. José Paulo da Silva. Nunca me esqueço das incentivadoras palavras que a Maestrina me dirigiu na ocasião, deixando em minha alma a impressão marcante de que valia a pena investir na Música e jamais esmorecer na busca do ideal musical, não importando quais fossem as vicissitudes da sorte  que enfrentaria nos anos seguintes. Todas as dificuldades deviam por mim ser suportadas em prol da Música. Não há palavras para descrever a enorme alegria de que fui tomado naquela noite.


 

* O autor tem Bacharelado em Letras (Faculdade Dom Bosco de Filosofia, Ciências e Letras, atual UFSJ) e Composição Musical (UnB), bem como Mestrado em Administração (EAESP-FGV). Participa ativamente como membro de diversas instituições de cultura no País e no exterior, cabendo destacar as seguintes: Académie Internationale de Lutèce (Paris), Familia Sancti Hieronymi (Clearwater, Flórida), SBME-Sociedade Brasileira de Música Eletroacústica (2º Tesoureiro), CBG-Colégio Brasileiro de Genealogia (Rio de Janeiro), Academia de Letras e Instituto Histórico e Geográfico de São João del-Rei-MG, Instituto Histórico e Geográfico de Campanha-MG, Academia Valenciana de Letras e Instituto Cultural Visconde do Rio Preto de Valença-RJ, Academia Divinopolitana de Letras, Instituto Histórico e Geográfico do DF, Academia Taguatinguense de Letras, Academia Barbacenense de Letras e Academia Formiguense de Letras. Possui ainda o Blog do Braga (www.bragamusician.blogspot.com.br) e é um dos colaboradores e gerente do Blog de São João del-Rei. Escreve artigos e ensaios para revistas, sites, portais e periódicos.

15 comentários:

Dr. Rogério Medeiros Garcia de Lima (desembargador, palestrante, conferencista e escritor) disse...

CONHECI O SR. DJALMA, GRANDE FIGURA!
ABS.

André Guilherme Dornelles Dangelo disse...

Prezado Braga, nossos comprimentos por mais uma biografia, de mais uma personalidade, cada vez mais raras na nossa terra, que hoje, infelizmente do meu ponto de vista, carece de mais pessoas como Djalma Assis, que apaixonadas por SJDR, sempre estiveram, principalmente dispostas a trabalhar em prol da cidade nos seus mais váriados aspectos culturais, buscando sempre valorizar a cidade.

abs

André Dangelo

Prof. José Maurício de Carvalho (professor universitário, promotor dos Colóquios de Filosofia "Antero de Quental", escritor e membro da Academia de Letras de São João del-Rei) disse...

Obrigado, uma figura importante da cidade que víamos com frequencia. Ficou para a história. Mauricio

Daniel Bauer disse...

Você é fera, meu amigo!! Um grande intelectual!!!

Anônimo disse...

Braga você é minucioso nos seus artigos, coisa rara hoje em dia. Parabéns meu caro. Éric Ponty

Éric Tirado Viegas (Ponty) (poeta, tradutor, escritor e membro da Academia de Letras de São João del-Rei) disse...

Caro F. Braga
parabéns pelo minuncioso artigo. Quando poder me faça uma vista em http://opaudeumadezenao.blogspot.com.br/
com apreço de seu
Éric Ponty

Prof. João Oliveira (professor de música no Conservatório Pe. José Maria Xavier e escritor) disse...

Grato, mestre Braga! Parabéns e tudo de bom sempre!

Ray Pinheiro disse...

Agradeço ao amigo Pianista , Poeta , Escritor , Economista , São-joanense e muito mais , Dr. Francisco Jose dos Santos Braga por esta homenagem ao Sr. Djalma Assis , eterno Secretário de Turismo de nossa querida São João Del Rei MG.Tive com ele grandes papos quando fundamos o Bloco Carnavalesco Unidos de Chagas Dória em Matozinhos , onde tudo começou , lembrando que infelizmente o povo brasileiro não tem memoria , obrigado amigo por estar resguardando sempre nossa história.
Sempre emocionado,
Eu sou Ray Pinheiro.

César Augusto Viegas da Silva disse...

Prezado,
Tive o privilégio de "conviver" com os filhos e, indiretamente, com o Sr. Djalma.
Ainda menino, no "Grupo Escolar João dos Santos", lembro-me do empenho e "animação" com que ele (Djalma) nos entusiasmava no desfile de 7 de setembro.
Agradeço o envio e deixo meu abraço.

Prof. Fernando Teixeira (professor universitário, escritor e Secretário Geral da Academia Divinopolitana de Letras) disse...

Deve ser realmente enaltecido o trabalho, especialmente na área da cultura num país que perde o cuidado com os valores reais. Grato pelo envio. Abraço amigo para você e esposa. Fernando Teixeira

Jota Dangelo (diretor, ator, dramaturgo e gestor cultural, cronista e escritor) disse...

Braga: merecida homenagem a Tarcísio de Assis. No meu livro sobre o carnaval de São João del-Rei prestei todos os tributos a ele, um dos mais dinâmicos e competentes secretários de turismo e cultura da cidade, senão o mais de todos eles. Parabéns pelo artigo. Dangelo

Prof. Ulisses Passarelli (folclorista, escritor e dono do blog Tradições Populares das Vertentes) disse...

Adorei o texto. Muitíssimo merecido. Foi uma figura exemplar.
Sr. Djalma era um homem de ação. Foram muito afamados os encontros de quadrilhas nas festas juninas que promovia no Largo Tamandaré.
Parabéns pelo texto.
Abç. Ulisses.

Tereza Raquel Pugliese disse...

Sr. Francisco José dos Santos Braga,

Venho em nome da Família Assis, agradecer o belíssimo e emocionante texto biográfico, “Djalma Tarcísio de Assis, Paladino da Cultura e do Turismo em São João Del Rei”, na qual o senhor retratou meu avô.

Senhor Djalma, papai, vovô, trisavô foi um "sonhador", um "idealizador”. Suas ideias, muitas vezes foram taxadas como loucuras, devaneios, até mesmo nós familiares, às vezes nos assustávamos com a intensidade de seus sonhos. Mas percebíamos que não tínhamos como detê-lo, algo mais forte o impulsionava e lá estava ele em busca de meios, recursos, formas para que seus mais doces e loucos sonhos se tornassem realidade, e prontamente começávamos a ajudá-lo.

Deixou para nós, seus familiares, como herança, os pilares sólidos da formação de caráter e personalidade, mais ainda, nos incutiu que deveríamos sempre ter em mente nossa comunidade, trabalhar naquilo que trouxesse melhorias e bem-estar para a coletividade, que a cultura e informação deveriam ser para todos.

Viveu para São João Del Rei e sempre acreditou nesta cidade.

Agradecemos ainda as palavras gentis dos leitores que em algum momento conviveram com ele ou se lembraram dos seus feitos. Para nós familiares, é muito confortante saber que ele deixou marcas não só em nossos corações, mas nos corações das pessoas verdadeiramente comprometidas com a preservação e desenvolvimento desta cidade que foi tão amada por ele.

Tereza Raquel Assis de O. Pugliese

Neudon Bosco Barbosa disse...

Prezado Braga,
Justíssima homenagem ao saudoso sr.Djalma Assis, que exerceu com extrema dedicação as funções de secretário de Turismo e Cultura.
Seu desprendimento era inerente ao seu caráter,sua liderança e carisma impulsionavam suas atividades, apenas para servir.
Seu texto, leve e preciso, como de praxe, prende, arrebata e impulsiona a concluir a leitura com sabor de alegria, de saudade e de mineiridade.

Rosalvo Gonçalves Pinto (professor, ex-Consultor do Senado Federal, membro da família salesiana, escritor, pianista, membro da Academia de Letras de São João del-Rei e sócio benemérito da Associação Artística Coral Júlia Pardini) disse...

Prezado Braga:

Gostei muito de ler seu texto (biográfico) sobre o Djalma de Assis. Eu o conheci nos 9 anos em que morei em São João, ligado aos salesianos. E me lembro de que ele tinha uma forte ligação com os salesianos. Como você registrou, ele participava também dos eventos religiosos na paróquia de Dom Bosco. Basta lembrar de que entre seus muitos filhos, dois deles levaram a “marca” da salesianidade: uma das suas filhas recebeu o nome de “Maria Auxiliadora” e em um de um dos seus filhos o nome de “Domingos Sávio”.

Parabéns pelo seu texto

Com meu abraço,

Rosalvo Pinto