quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Colaborador: PADRE RAIMUNDO NONATO PINHEIRO

RAIMUNDO NONATO PINHEIRO (Manaus, 1922 - 1994), também conhecido como Padre Nonato Pinheiro, foi um sacerdote, poeta, filólogo, latinólogo, jornalista, professor e escritor brasileiro. Membro da Academia Amazonense de Letras e do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas, exerceu, no IGHA, a função de orador. É um dos principais representantes do Parnasianismo amazonense.

O Pe. Nonato Pinheiro, erudito católico que se dedicou, em profundidade, aos estudos filológicos e à crítica literária, foi um cultor da língua portuguesa. Dedicou-se também a estudos relacionados à história religiosa da Região Norte do Brasil. Contribuiu com regularidade para os jornais de Manaus, tendo sido recebido na Academia Amazonense de Letras pelo médico e escritor Djalma Batista. O mais conhecido dos livros que publicou é uma biografia do terceiro bispo do Amazonas, Dom João da Matta (1956), obra republicada em 2008 pela Editora Valer, de Manaus, conforme imagem abaixo. 


Em 1954, a Editora Vozes havia publicado seu livro intitulado "Dom José Pereira Alves: fulgores do Episcopado". 


Raimundo Nonato Pinheiro prefaciou, entre outras obras, o "Vocabulário Etimológico Tupi do Folclore Amazônico", de Anisio Mello (Manaus: Editora da Universidade do Amazonas / Suframa, 1983). 



Em grande quantidade de artigos, ensaios e discursos, o Pe. Nonato Pinheiro divulgou seus estudos sobre obras clássicas das literaturas portuguesa e brasileira, que considerava como modelos perfeitos de boa linguagem. 
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Raimundo_Nonato_Pinheiro 

NATAL


Padre Nonato Pinheiro


A MENSAGEM DO NATAL 

Por Padre Raimundo Nonato Pinheiro 

O Natal traz à humanidade, todos os anos, uma mensagem venturosa de luz, de amor e de paz. Estrela dos Magos, que há quase dois mil anos refulgiu sobre o humilde presépio do Salvador, em borbotões de intensa claridade, parece que uma vez por ano, na quadra natalina retornar à terra com o mesmo faiscante esplendor, para repetir aos homens, na eloquência do seu clarão, que só Jesus é o Salvador, que só Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida, que só Ele é a Luz que ilumina todo homem que vem a este mundo, na frase cintilante do evangelista São João. 

Sem o fulgor daquele célebre astro, os Magos não teriam encontrado o caminho de Belém. Também a humanidade, mormente nesta encruzilhada tremenda de caminhos do século XX, em que já se sondam novos caminhos para as viagens interplanetárias, e em que a energia nuclear é uma ameaça constante, geradora de pesadelos sinistros, necessita de brilho de um astro, para não perder o roteiro dos seus excelsos destinos. 

O Natal, com a sua sublime poesia e a sua divina claridade, como se fosse a radiação de uma Estrela Magnífica, desperta os homens do letargo da sua indiferença, e do crime das suas negações e apostasias, recapitulando-lhes as verdades eternas que transbordam do Evangelho, o mais alto código de santidade que já se escreveu sobre a terra, cujas palavras brotaram da fonte inestancável daqueles lábios divinos, que um dia se descerraram para a proclamação desta verdade inatingível: “Eu sou a Luz do mundo; quem me segue não anda nas trevas”. 

Fonte: Manaus Magazine, dez. 1958 

NATAL de 1958! Neste Natal já iremos sentir uma grande ausência: a ausência de Pio XII, que todos os anos nos trazia uma mensagem radiosa, que arrebatava os corações para o alto. Em dezenove anos já nos acostumáramos aos acordes e aos acentos daquela palavra augusta, toda feita de beleza e claridade, que nos fazia sentir a quase apalpar o mistério profundo do Natal de Jesus. 

Neste ano, outra figura, vestida de branco, habita a colina do Vaticano: o Papa João XXIII, o qual também nos transmitirá sua palavra de salvação e de vida, de luz e de sabedoria, insistindo na mesma necessidade da justiça como condição para usufruirmos os benéficos supremos da Paz, que os anjos anunciam na noite fulgurante e santa do nascimento de Jesus: “Glória a Deus nas alturas, paz na terra aos homens de boa vontade”! (...) 

 “Lux fulgebit hodie super nos! Uma luz brilhará hoje sobre nós – reza a Igreja no intróito da segunda missa de Natal, celebrada ao romper da aurora. Todo o Natal se impregna do clarão dessa luz divina, que nos ilumina e nos arranca das trevas das iniquidades terrenas, elevando os nossos corações para as alturas da vida crista e sobrenatural, lembrando-nos que há uma vida celeste onde a felicidade não se acaba, e onde ouviremos as vozes harmoniosas daqueles mesmos anjos que na venturosa noite do nascimento de Jesus cantaram o mais belo cântico que já se ouviu sobre a terra: Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens de boa vontade!”.

Crédito pela cessão de textos para prestarmos esta homenagem: http://www.portalentretextos.com.br/download/livros-online/padre_nonato_pinheiro.pdf

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

MINHA MÃE



Por Martins Fontes



Beijo-te a mão, que sobre mim se espalma
Para me abençoar e proteger,
Teu puro amor o coração me acalma;
Provo a doçura do teu bem-querer.

Porque a mão te beijei, a minha palma
Olho, analiso, linha a linha, a ver
Se em mim descubro um traço de tua alma,
Se existe em mim a graça do teu ser.

E o M, gravado sobre a mão aberta,
Pela sua clareza, me desperta
Um grato enlevo, que jamais senti:

Quer dizer — Mãe! este M tão perfeito,
E, com certeza, em minha mão foi feito
Para, quando eu for bom, pensar em ti.

Colaborador: MARTINS FONTES


Biografia de Martins Fontes

Por Dilva Frazão 

MARTINS FONTES (1884-1937) foi um poeta e médico brasileiro. Foi considerado um dos mais importantes poetas de seu tempo. Deixou uma extensa obra e exaltou as coisas de sua terra.

José Martins Fontes (1884-1937) nasceu em Santos, São Paulo, no dia 23 de junho de 1884. Filho do médico Silveiro Fontes, que foi inspetor de saúde pública do Porto de Santos e um dos colaboradores da Santa Casa de Misericórdia, e de Isabel Martins Fontes. Com quatro anos declamou um belo discurso escrito pelo pai, sobre a Abolição da Escravatura, do peitoril da janela de sua casa.

Logo que aprendeu a ler e escrever, começou a compor versos. Em 1896 lançou seu pequeno jornal manuscrito chamado “A Metralha”, onde publicava suas poesias. Foi aluno interno do Colégio Nogueira da Gama em Jacareí, São Paulo, depois retornou para Santos onde completou seus estudos. Em 1900, na comemoração do quarto centenário do descobrimento do Brasil, o poeta leu uma ode de sua autoria.

Em 1901, Martins Fontes foi para o Rio de Janeiro, para estudar Medicina, como desejava seu pai. Na então capital do Brasil, na Confeitaria Colombo, conheceu Olavo Bilac e Coelho Neto. Passou a conviver com vários escritores. Ingressando na Faculdade de Medicina, logo se destacou e foi chamado para trabalhar em diversos setores, inclusive ao lado do sanitarista Oswaldo Cruz, na profilaxia suburbana. Enquanto estudante produzia belos textos e colaborava com os jornais “Gazeta de Notícias” e “O País” e com as revistas, “Careta” e “Kosmos”. Foi ainda diretor da “Revista do Hospital Nacional”, com o apoio de Bilac.

Martins Fontes concluiu o curso em 1908 e defendeu com grande sucesso sua tese de doutorado, com o título “Da Imitação em Síntese”. Começou a trabalhar no Hospital dos Alienados e em logo foi convidado pelo engenheiro Bueno de Andrade para integrar a Comissão de Obras do Alto Acre, onde permaneceu durante dois anos, mas não parou de escrever seus poemas.

Em 1910, foi nomeado chefe da Assistência Escolar da Prefeitura. Trabalhou ao lado de Oswaldo Cruz, na campanha de saneamento do Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, retornou para Santos e começou a trabalhar na Santa Casa de Misericórdia, como diretor da Enfermaria de Tuberculose.

Passou a frequentar o Clube XV, e junto com outros intelectuais fundou o jornal “A Luva”. Durante algum tempo, participou da Agência Americana, empresa fundada por Olavo Bilac. Em 1913 passa a fazer parte da equipe médica do Hospital do Isolamento. Em 1914, viaja para a Europa, como médico particular de um casal de pacientes. Casa-se com a filha do casal. Em 2015 retorna para Santos e logo é nomeado diretor do Serviço Sanitário. Em 1916, viaja para Europa e pede desquite da mulher. Nesse mesmo ano casa-se com Rosa Marquez de Morais, filha de espanhóis, ela com 14 anos e ele com 32.

Em 1917, Martins Fontes publica seu primeiro livro, “Verão”. Em 1922, quando surgiu o Movimento Modernista, ele foi totalmente contra, pois não admitia uma poesia com verso livre. Em 1924, foi correspondente da Academia de Ciências de Lisboa. Após a morte de seu pai, em 1928, ele doa a biblioteca dele para a Sociedade Humanitária dos Empregados do Comércio de Santos. É Patrono da cadeira nº 26 da Academia Paulista de Letras.

Martins Fontes publicou diversos livros, entre eles: “Verão” (1917), “A Dança” (1919), “A Alegria” (1921), “Marabá” (1922), “Arlequinada” (1922), “As Cidades Eternas” (1926), “Volúpia” (1925), “Rosicler” (1926), “O Colar Partido” (1927), “Escarlate” (1928), “O Mar, A Terra e o Céu” (1929), “A Flauta Encantada” (1931), “Paulistânia” (1934), “Sol das Almas” (1936) e “Canções do Meu Vergel” (1937).

Martins Fontes faleceu em Santos, São Paulo, no dia 25 de junho de 1937.

Fonte: https://www.ebiografia.com/martins_fontes/

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

EXCERTOS DO LIVRO "CRÔNICAS DE ABGAR"


I. Prefácio

Capa do livro/Crédito da foto: Rute Pardini Braga
Contracapa do livro
































Magister Abgar 

Por Luiz Antônio Teixeira Rodrigues
 

Dele "ouvia falar", desde o início de minha juventude, lá pelas então realidades desta cidade, ainda pequena, ao som da primeira cascata do Córrego do Lenheiro, entre a Ponte do Rosário, onde era mão dupla e se tinha cortesia e educação para esperar o oposto passar, e a ponte frente ao Grupo João dos Santos. Nessa época, quando muitos menos ocupavam esta terra, era fácil sempre ouvirmos algo sobre membros destacados de nossa cidade. 

"Pessoa de grande capacidade e muito respeitável professor e musicista.

E, por uma dessas oportunidades que a vida nos oferece, tenho o privilégio de conviver com ele, sendo seu colega em estudos. E pude então constatar todo aquele burburinho. 

Em época correlata a essa convivência, sempre interessado em ler sobre nossa história e sociedade são-joanense, foi-me apresentado, e passei a ler assiduamente, o "Jornal da ASAP", que publica crônicas excelentes de escritores do quilate de Antônio Gaio Sobrinho, Helio da Conceição Silva, Tarcísio José de Souza e do mestre Abgar. 

Nessas leituras, surgiam tantas histórias, revelações, homenagens, constatações sobre nossa São João del-Rei, que eu passei a guardar os jornais, pois considerava um pecado que tal cultura se perdesse com o passar do tempo. Mas guardar era pouco. Passei a considerar que era necessário disponibilizá-la para que outros são-joanenses a elas pudessem ter acesso. Tenho certeza que nossos filhos e seus filhos só terão enriquecimento ao terem ao seu alcance estas saborosas crônicas que só catapultam nossa cultura e abrem espaço para tomarmos ciência de tanto e tantos que estruturaram nossos caminhos. Por isto tive a audácia de propor-lhe ser tão importante reuni-las em livro. 

Aceito nossa finitude e por certo não "votaria" para uma "suprapermanência" nesta vida, mas sinto profunda impotência em não podermos conservar mentes brilhantes, com tantos conhecimentos desenvolvidos. Mas a verdade é que "nada se perde, tudo se transforma." Pois não é patente o quanto os esforços, atos e pensamentos construtivos alicerçam ambientes e pessoas à volta daqueles que atingem um grau mais elevado de ciência, inteligência, conhecimentos e gestos bons? 

Ouvi algumas vezes a pergunta: qual o sentido da vida? Penso podermos encontrar a resposta medindo o que fazemos, o quanto contribuímos para a sociedade, a natureza, os homens, para a vida.

Permitam-me "pensar" as contribuições do professor Abgar. 

A dimensão do que se ganha com sua afinada elaboração musical. O seu trabalho por muitos anos desenvolvido no Conservatório de Música. A dedicação e conhecimento nas liturgias: Semana Santa, Ofício de Trevas, músicas sacras, nossas orquestras, músicos. Seu incomparável testemunho do que foi e nos enriqueceu o Colégio Santo Antônio e os freis. Seu depoimento sobre muitos dos são-joanenses que contribuíram firmemente para nosso amadurecimento e desenvolvimento. Sua capacidade de manter vivo o Latim, praticando-o e ensinando-o. Sua empatia com nossas crianças. Seu profundo conhecimento da história do homem e da Bíblia. Sua defesa intransigente do professor, da educação e, se me permitem o deslize, de não concordar com o tal "dever para casa muito extenso". 

Ah, sim! Não é difícil ver qual o sentido da vida. Pelo menos no que concerne ao professor Abgar. Em contraponto ao que muitos deixam de fazer ou destroem, ele tanto faz que nos deixa no crédito. É ele dessas pessoas que, com a vida e o testemunho, dão magnificência ao nome e à profissão. Minhas mais sincera reverência a este que dignifica "ser homem, músico e professor."

Boa leitura e deleite-se com suas sapientes crônicas.  


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II. Duas crônicas do livro
 

Padre Frei Geraldo de Reuver 

Por Abgar Campos Tirado


Esta coluna, primordialmente voltada para a música, focaliza hoje um notável musicista que viveu em nossa cidade e que foi antes de tudo piedoso e virtuoso sacerdote franciscano, além de abnegado educador e mestre de extraordinária cultura. 

Frei Geraldo de Reuver, que deixou este mundo no último dia 31 de janeiro, em Santos Dumont, onde ainda ensinava Latim no seminário, nasceu a 26 de setembro de 1920, em Wassenaar, Holanda. Ingressou na Ordem Franciscana a 07 de setembro de 1938, fez sua profissão solene a 08 de setembro de 1942, ordenando-se sacerdote a 11 de março de 1945. Antes de vir para o Brasil em 1948, morou na Bélgica, onde foi professor de Inglês. Chegou a São João del-Rei em 1949, trabalhando no saudoso Colégio Santo Antônio, como competente e dedicadíssimo professor de Francês, Matemática e Canto Orfeônico, chegando a diretor do referido educandário, de 1968 a 1972, ano do encerramento definitivo das atividades do renomado colégio. Frei Geraldo é autor de respeitada Gramática Francesa, publicada pela Edições Melhoramentos. Até o final de sua vida, estava sempre produzindo livros didáticos, tanto de teoria como de exercícios, os quais, além de redigir, ainda os datilografava e encadernava um a um, com supremo capricho, livros esses distribuídos aos alunos, sem ônus para os mesmos. Dignas de destaque suas séries de Música e Latim, aliás sempre renovadas, para que não caíssem em prejudicial rotina. Em todas as aulas, igualmente distribuía folhas mimeografadas de exercícios (posteriormente em xerox), sempre recolhendo os cadernos, corrigindo-os um a um e devolvendo-os na aula seguinte. Que exemplo de dedicação! 

Frei Geraldo era geralmente muito tímido e calmo, mas dotado de grande personalidade e imensa determinação. Dava a impressão de não ter pressa em suas ações; todavia, seu dia parecia ter no mínimo 48 horas, pois é difícil conceber como conseguia fazer tanta coisa, incluindo trabalhos manuais, com extraordinária perfeição, além de manter atualizada sua impressionante cultura, tendo ainda tempo de receber carinhosamente seus amigos visitantes e de dedicar-se à silenciosa ação caritativa, sobretudo voltada para os alunos pobres. 

Falemos de Frei Geraldo, músico. Era pianista e organista de mérito e competentíssimo regente de coro. Durante todo o meu período de aluno de ginásio, fiz parte do belo coral por ele dirigido e que muito me estimulou musicalmente. Tive a ventura, graças a Deus, de dedicar-lhe, poucos meses antes de seu falecimento, uma composição minha para coral a capella. Trata-se de uma Tota Pulchra, que, segundo fui informado, será apresentada também pelo excelente coral da ASAP. 

Como disse no início deste artigo, Frei Geraldo veio para São João del-Rei em 1949 e, com exceção de pequenos períodos em que trabalhou em Santos Dumont, Pará de Minas e Belo Horizonte, viveu em nossa cidade até 1974, quando foi definitivamente para Santos Dumont, onde dirigiu o colégio estadual anexo ao Seminário Seráfico Santo Antônio, neste último trabalhando, embora já muito doente, até seus últimos dias, como professor de Latim, conforme foi dito. Aliás, foi saindo da biblioteca do Seminário, onde preparava material didático da citada matéria, que sofreu a queda que precederia de poucas horas a sua morte. 

Não resta dúvida de que marcante foi a passagem de Frei Geraldo por São João del-Rei, bem como nossa cidade terá sido importante para ele, o qual, mesmo depois da extinção do Colégio Santo Antônio, ainda se manteve ligado à Escola Estadual "Cônego Osvaldo Lustosa", onde também foi professor, como o fora do Conservatório Estadual de Música "Padre José Maria Xavier".
Colégio Santo Antônio de São João del-Rei, tendo à sua frente, 
à esquerda, a capela de Nossa Senhora de Lourdes

Posso afirmar que Frei Geraldo de Reuver foi uma das pessoas que mais significaram em minha vida e pretendo eu, com o presente registro, prestar-lhe carinhoso preito de amizade, gratidão e de saudade. 

Deus o tenha em sua Glória! 

(Jornal da ASAP, 01/2000) 


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Frei Geraldo de Reuver 

Por Abgar Campos Tirado
 

Seria muito difícil encontrar uma pessoa com tantas qualidades, como frei Geraldo de Reuver. Conheci-o tão logo ingressei no velho Ginásio Santo Antônio. No início, era meu professor de Canto Orfeônico. Com ele aprendíamos interessantes e pitorescas canções. Mal começado o ano letivo, passei a fazer parte do coro por ele dirigido e confesso que foi aquela época um dos mais felizes períodos de minha vida: ensaios na parte da tarde, participação na missa dominical para os externos, na capela, hoje Matriz de Nossa Senhora de Lourdes, e nas missas solenes na igreja de São Francisco, cinema no ginásio nas noites de quarta-feira, piqueniques variados em dias de lazer e outros bons momentos de sadia alegria. 

Pouco depois de eu conhecê-lo, passou a frequentar nossa casa, levado por frei Leobino. Frei Geraldo era então, e pouco mudou depois, uma pessoa muito tímida. 
Da esq. p/ dir.: frei Geraldo, Rubens de Barros e Tancredo de Almeida Neves tomando posse como ministro da Venerável Ordem Terceira de São Francisco de Assis - Crédito: CPDOC/FGV

Nas séries subsequentes do curso ginasial, frei Geraldo veio a ser meu professor de Francês. Grande autoridade na matéria, o mestre, em aula, era bem diferente daquele frade nos momentos de descontração. Completamente sério, exigente e detentor de absoluta disciplina. Além do Francês, autor de consagrada gramática dessa língua, conhecia bem outras línguas, obviamente incluindo o Latim; lecionou também Matemática e era também uma pessoa de notável habilidade em trabalhos manuais e possuía caligrafia de causar inveja. Mas, a meu ver, mais que tudo, era um músico do mais alto nível, quer como regente, quer como especialista em canto gregoriano, organista e pianista. Lembro-me bem de sua execução, ao harmônio, da Toccata e Fuga em ré menor de Bach. Aliás, era ele seu compositor predileto e foi através do frade amigo que conheci na íntegra a Paixão Segundo São Mateus, do compositor alemão. 

Embora desde jovem apresentasse algum problema de saúde, especialmente de estômago, e fosse fumante grande parte de sua vida, possuía em idade menos avançada uma enorme agilidade e resistência física, superando em suas proezas nos piqueniques os jovens alunos, mesmo aqueles considerados bons atletas. Senhor de incrível memória, nunca esquecia os nomes dos alunos e ex-alunos, bem como de todos os familiares de pessoas amigas, como no nosso caso. Na verdade, era tão perfeito em tudo o que fazia que parecia um especialista em cada setor. Realizava tudo lentamente, sem pressa, incluindo a celebração de suas missas, sempre tendo tempo para todas as coisas inclusive para receber, calmamente, suas visitas. Seu dia parecia ter, no mínimo, 48 horas! Como exemplo de seu zelo e capricho, mesmo em seus últimos anos de vida, como professor de Latim em Santos Dumont, ele próprio elaborava as apostilas, digitava-as, imprimia, encadernava e distribuía, tudo sozinho. E mais: de dois em dois anos refazia todos os volumes de exercícios, para evitar que fossem mal utilizados. Isso sem contar outras apostilas por ele preparadas, notadamente de música. 

Seminário Seráfico Santo Antônio localizado 
no km 1 da BR 499 em Santos Dumont-MG
Seu nome de batismo era Petrus Johannes de Reuver. Nasceu em Wassenaar, Holanda, a 26 de setembro de 1920, recebeu o hábito franciscano a 07/09/1938, sendo ordenado sacerdote a 11/03/1945. Logo após ordenado, trabalhou como professor na Bélgica, vindo para o Brasil e para nossa cidade em 1948. Aqui trabalhou como sacerdote e professor e, exceto por algum tempo, quando teve passagem por Santos Dumont e Pará de Minas, permaneceu em São João del-Rei até o final de 1973. Nesse período também lecionou música, por indicação de nossa parte, no Conservatório Estadual de Música "Padre José Maria Xavier". No ano de 1968, além de professor, assumiu a direção de nosso Colégio Santo Antônio, sendo ele o diretor por ocasião do funesto incêndio de 31 de maio do ano citado, continuando a dirigir o estabelecimento até seu fechamento definitivo em 1972. A partir de 1974, foi transferido para Santos Dumont, trabalhando no seminário como professor e diretor do colégio, onde exerceu com sumo zelo seu apostolado como sacerdote e educador. Em 1998 pude estar presente naquela cidade, onde frei Geraldo, já adoentado e suportando heroicamente dores nas vértebras e falta de ar, comemorou seus 60 anos de entrada na Ordem Franciscana. Poucos meses depois tive o prazer de dedicar a ele, meu primeiro mestre de coro, minha composição para coral a capella, Tota Pulchra, peça essa que muito lhe agradou e que vem sendo apresentada por diversos corais, desta e de outras cidades, incluindo o coral de nossa ASAP. 

Frei Geraldo deixou-nos para dar entrada na Eternidade, a 31 de janeiro de 2000, no seminário de Santos Dumont, onde hoje se instala um memorial em sua honra. 

Requiescat in pace.

(Jornal da ASAP, 09/2009) 


Fonte: TIRADO, Abgar Antonio Campos: Crônicas de Abgar, editor Luiz Antonio Teixeira Rodrigues, 2018, 367 p.

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

OS DOCES ENCANTOS DA FÉ


Por Amaro Alves


Hoje, 27 de setembro de 2018, dia de São Cosme e São Damião, voltei 65 anos no tempo. Vejo-me na velha rua Capitão Machado, número 335, fundos, chegando das aulas do 4° ano primário, preparando-me para um dos dias mais doces da minha vida.
- “Hoje é dia de Cosme Damião! Largar os cadernos e correr pelas ruas!”.

Os adultos nos corrigem. São dois santos e não um como proferimos em nossa apressada dicção. Cosme e Damião eram irmãos gêmeos e muitos creem que foram médicos, canonizados pelo milagre que realizaram com o transplante da perna gangrenada de um sacristão. Nas religiões de matriz africana são sincretizados como entidades infantis, razão pela qual a distribuição de doces agrega valor afetivo e religioso ao dia 27 de setembro. Os doutores Cosme e Damião morreram 300 anos depois de Cristo, deixando um legado de bondade e dedicação aos mais necessitados.

Hoje não é dia de almoçar comida salgada, pois os doces nos saciarão a fome de crianças pobres, eternamente desejosas dos sabores da vida. 

Logo na chegada em casa, recebo meus doces, tal como acontece desde tenra infância, pois há uma crença de que doces ofertados para crianças caçulas têm maior força no cumprimento de promessas aos santos médicos. Tenho fornecedores de fé inabalável, que percorrem a vizinhança em busca de “seus” caçulas, na certeza de que somos intermediários poderosos na sua sincera devoção aos Santos das Crianças. Fico feliz em ser caçula nesse dia, mas não gosto de ser Amaro, quando a fila para vacina e injeção no posto de saúde da escola é chamada por ordem alfabética. Nessas horas, almejava ser Zoroastro, Vítor...

Entro em casa e vou logo procurar o saquinho de doces da dona Marlene, uma das mulheres mais ricas da rua. Sua casa destoa da simplicidade mediana das outras residências da vizinhança. Nenhuma pessoa que não fosse de sua família entrara naquela casa de fachada bonita, com a inscrição “Lar de Marlene 1933”. Seu marido sai cedo, volta tarde da noite e ninguém sabe onde trabalha. Seus três filhos estudam “lá pra baixo”, no rumo do centro da cidade, cujas escolas ninguém conhece na rua. Eles têm uma das poucas geladeiras entre os moradores da rua, cujo gelo só pode ser pedido pelos mais pobres depois da extração de dentes. Certa vez, minha tia Iracy extraiu um dente e eu pude, pela primeira vez, experimentar uma limonada com pedras de gelo, graças à piedade de dona Marlene.

Entretanto, é no dia de “Cosme Damião” que sou celebridade na minha casa. Tenho o privilégio de receber os doces personalizados e endereçados aos caçulas. Que capricho! Que qualidade! Parece que os doces de dona Marlene vêm de outro planeta. Bem embalados, cheirosos, saborosos, doces demais. Na santa ignorância da infância eu não compreendia que os doces eram sinceros pagamentos adiantados ou atrasados de promessas aos Santos Gêmeos.

Os devotos mais pobres ofereciam doces mais modestos, muito longe dos padrões de dona Marlene, sendo o mais rejeitado um insosso e sem sabor, derivado de milho, que a criançada apelidava de “cocô de rato”.

O dia 27 de setembro sempre foi especial no imaginário infantil daquelas épocas. Os bairros de subúrbio ficavam entregues às crianças e a seus devaneios em busca dos doces, que se amontoavam em pilhas nas casas dos mais ativos e vigorosos. Embora poucos e de pequena gravidade, aconteciam acidentes com os meninos e meninas, que soltos nas ruas, desconheciam os perigos do trânsito do bairro. 

E como tudo é irreverência na cultura carioca, preparávamos uma armadilha para os incautos.

Sempre havia filas diante dos portões das casas onde ocorria a distribuição de doces e, depois de sua coleta, saíamos anunciando e apontando o rumo da fartura: “Ali está dando!”. E a turba dos pequeninos rumava para lá em desabalada correria.

Mas, nem sempre a notícia era verdadeira. Esperávamos juntar um bom número de coleguinhas e apontávamos para o outro quarteirão além da esquina e gritávamos:
-“Ali está dando!!”.

E quando a turba dos pequenos chegava, correndo, na curva da esquina, completávamos o verso:
- Cocô de rato, vai levando!!”

Em seguida, fugíamos para o doce abrigo de nossas casas. 

Que São Cosme e São Damião nos perdoem.


                                                                              (*) Sanitarista aposentado, fotógrafo de Natureza.

sábado, 22 de setembro de 2018

Colaborador: PAULO JOSÉ DE OLIVEIRA ("PAJO")


































PAULO JOSÉ DE OLIVEIRA ("PAJO") é Bacharel em Turismo (Fatur-UNIFOR/MG), Educador Ambiental (UnB-DF), Técnico em Eventos (IFMG), Especializado em Gestão de Projetos (UFRJ/SENAC-DF/MinC) , tendo frequentado vários outros cursos.

Ativista e Gestor Eco-Ambiental, Classista, Humanista e Sócio-Cultural. 

Proprietário da AGÊNCIA PAJOOL CLUSTER DE ASSESSORIA, CONSULTORIA E SERVIÇOS - AG Cluster 

Coordenador do COLECULT Atelier das Artes e das Ongs 

Coordenador da Central Movimentos Populares de Formiga - CMP/Fga. 

Diretor Financeiro, de Comunicação, Eventos e Projetos da Academia Formiguense de Letras - AFL 

Presidente do Clube Literário Marconi Montoli - CLMM 

Diretor Secretário da Federação das Academias de Letras e Entidades Culturais de Minas Gerais - FALEMG 

Membro da Federação Brasileira de Alternativos Culturais - FEBAC 

Acadêmico Correspondente da Academia Lavrense de Letras - ALL/Lavras-MG 

Acadêmico Efetivo da Academia de Letras, Artes e Ciências do Brasil- ALACIB/Mariana-MG 

Acadêmico Correspondente da Academia de Letras e Artes de Ribeirão das Neves - ANELCA 

Acadêmico Correspondente da Academia de Letras e Artes da Serra - ALEAS - Serra/ES 

Diretor Conselheiro da Associação dos Amigos da Cultura da Cidade de Formiga - AACCF 

Membro da Assembléia da Fundação Universitária do Oeste de Minas - FUOM (Mantenedora do Centro Universitário de Formiga - UNIFOR/MG) 

Membro da Associação Internacional Poetas Del Mundo 

Membro do Grupo Á.G.U.I.A. - Águia Pajo 

Diretor Conselheiro da Assoc. Cult. e Teatral Taliquali - Cia. Taliquali 

Curador da Biblioteca Comunitária da Saúde - BIBLIOSà

Curador da Biblioteca Comunitária Formiga de Letras - BIBLIOFOLE 

Diretor Presidente do 7ª Arte Cine Clube Formiga - 7ª Arte Fga. 

Presidente do Clube Formiguense de Filatelia, Numismática e Telecartofilia - FORFINUTE 

Ex-Conselheiro nos Conselhos Municipal e Estadual de Cultura de MG 

Diretor Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Serviços de Saúde Privados e Filantrópicos de Formiga - SINTESSFOR 

Membro da CSP Conlutas - Regional Centro Oeste de MG 

Coordenador da Comissão Intersindical Formiga - CISF 

Conselheiro na CNR, URC ASF e Plenário do COPAM MG 

Conselheiro Suplente no CERH-MG 

Conselheiro no CBHSF1 

Conselheiro do CODEMA/Pains-MG 

Conselheiro no CCPN D. Ziza 

Conselheiro no CCEECO 

Conselheiro no CEUA-CPPAR-Jabotical/SP 

Diretor Presidente da Associação Pró Pouso Alegre - APPA 

Diretor Presidente do Clube de Observadores de Aves do Alto São Francisco - COA ASF 

Diretor de Comunicação do Espeleogrupo Pains - EPA 

Diretor Secretário da Associação Protetora dos Animais de Formiga - APAF 

Diretor Conselheiro da Associação Columbófila de Fga. - COLUMBO 

Diretor Conselheiro da Associação dos Diabéticos de Formiga e Região Centro Oeste de MG - ASSODIFOR 

Diretor Vice - Presidente da Associação Pró Saúde Mental de Formiga - APROSAM 

Membro Ativista da Anistia Internacional - AI (RAU-Brasil - DHs. RA-COMG) 

Coordenador do Cluster Nacional Indigenista Solidário - C´INDIO`S 

Coordenador do O. W. Cluster Místico 

Embaixador Universal da Paz - RCO MG - Brasil - Cercle Univ. Ambassadeurs de la Paix (França/Suécia) 

Comendador da Cultura e da Paz (ALES e PPDM) 

Detentor de inúmeras outras Homenagens, Troféus, Comendas, Certificados, e outros. 


(37) 99923.8122 
Formiga – MG – Brasil 

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

COMEMORAÇÃO DO 9º ANIVERSÁRIO DA ACADEMIA FORMIGUENSE DE LETRAS (AFL)


Por Paulo José de Oliveira *
Diretor de Comunicação, Eventos e Cerimonial da Academia Formiguense de Letras - AFL
 
Com evento de pompa e seleta presença de um público especial composto de Acadêmicos e Acadêmicas, familiares, convidados e amigos, comemorou-se o 9º Aniversário da Academia Formiguense de Letras - AFL no dia 17 de agosto de 2018, em Formiga, MG. Na mesma oportunidade, aconteceu a concorrida solenidade de inauguração da Sala Sede da AFL, cedida em comodato pela Prefeitura de Formiga. 
Sob a condução deste Acadêmico, a programação teve início às 19:30 horas, no Centro Cultural Acadêmico Claudinê Silvio Santos (cujo imóvel tinha até então, o nome de "Casa do Engenheiro"), e onde hoje abriga a Secretaria Municipal de Cultura (SECULT), situada na Rua Chico Goião, s/nº, no Bairro Santa Teresa, em Formiga – MG. 
Inicialmente, falou aos presentes o presidente interino da AFL Dr. Sérgio Ricardo Gomes, o qual enalteceu os esforços empreendidos para a inauguração e ocupação da sala sede, cedida naquele rico espaço pela SECULT, e elogiou as gestões feitas por este Acadêmico, autor do projeto de uso da sala, e seus bons serviços junto ao Secretário Municipal de Cultura Alex Alvarenga Arouca e ao Prefeito Municipal Eugênio Vilela Junior. 

Também fizeram uso da palavra os seguintes ilustres convidados: Dr. Arnaldo Ribeiro de Souza (Presidente da Academia Itaunense de Letras e membro da Academia Cordisburguense de Letras), Professor Rosalvo Pinto (da Academia de Letras de São João del-Rei) e sua esposa Bete, Sr. Gilberto dos Santos (da AMAFURNAS), Sra. Gislene Aparecida Santana Pinto (representando as Bibliotecas Públicas), Sr. Ezi Flávio Fonseca do Clube Literário Marconi Montoli (CLMM), e os Acadêmicos Sr. Paulo Bonifácio Ribeiro e Dr. Edson José Tavares, ambos de Belo Horizonte, Dr. José Pereira de Sousa, Dr. Ubiratan de Brito Mota, Dr. Wilson Alves Figueira, Professora Maria Aparecida Campos Segundo, Sra. Maria Cecilia Nunes Teixeira, Sr. Osorio Garcia Pereira, Sr. Eduardo Ribeiro de Carvalho, dentre outros. Entre os ilustres convidados, estavam os renomados concertistas da noite, Acadêmico Correspondente da AFL Francisco José dos Santos Braga* e sua esposa Rute Pardini Braga*, da cidade de São João del-Rei, MG. 
Prof. Dr. Wilson Alves Figueira,  Acadêmico Capitão José Pereira de Souza e Prof. Rosalvo Pinto
Dr. Ubiratan de Brito Mota e sua esposa Lana Mota, acompanhados de D. Luiza Soares Carvalho de Castro
Pianista Francisco Braga e Acadêmico Eduardo Ribeiro de Carvalho
Pajo e Emilly B. Santos Leal
Todos atentos às palavras do Dr. Ubiratan de Brito Mota

No Ato Solene de inauguração da sala, descerraram a fita simbólica os Acadêmicos Dr. Leonardo W. de Almeida (presidente licenciado da AFL), este Acadêmico e o convidado especial da noite Acadêmico Francisco José dos Santos Braga. 

Como um dos pontos altos e super aplaudidos, o sodalício teve em sua programação a esplêndida apresentação artística do Duo formado por Rute Pardini (Canto Lírico) e Acadêmico Francisco Braga ao Piano (de São João del-Rei, MG), com o seguinte repertório: 
Monsenhor Marco Frisina: Magnificat (em latim) 
Johannes Brahms: Da unten im Tale (em alemão) 
Franz Schubert: Seligkeit (em alemão) 
Anton Rubinstein: The Wanderer's Night Song (em russo) 
Chiquinha Gonzaga: Lua Branca e As Pombas (Letra: Raimundo Corrêa) 
Villa-Lobos: Lundú da Marqueza de Santos (Letra: Viriato Corrêa)
Marcello Tupynambá: Eu tenho adoração por meus olhos... (Letra de Cleomenes Campos) 
Richard Rodgers: Edelweiss; e outras. 















Finalizando a solenidade de inauguração, foi servido um coquetel aos presentes, fechando assim as comemorações do 9º aniversário de fundação da AFL, ocorrida em 04 de maio de 2009. 
Francisco Braga, Rute Pardini, Acadêmico Paulo César Pacheco e Pajo
Francisco Braga, Rute Pardini, Acadêmico Paulo César Pacheco, Pajo, Prof. Dr. Arnaldo de Souza Ribeiro, Bete e Prof. Rosalvo Pinto

O evento teve ainda, além do CLMM, o apoio do Colecult Atelier das Artes e das ONGs UBT Subseção Formiga e AG Cluster, e da Prefeitura Municipal, por meio da SECULT. 

Paralelamente ao evento, fora realizada naquele espaço, de forma especial e em conjunto com o Clube Literário Marconi Montoli (CLMM) que também inauguraria naquele imóvel a sua Sala Sede no sábado 18 de agosto de 2018 (festejo que contou também com a apresentação artística do Duo formado por Rute Pardini e Francisco Braga), uma Exposição Cultural tendo como atrativos: O Mural Mulheres Emergentes (ME) da poetisa belo-horizontina Tânia Diniz; a Exposição Fotográfica de Joe Bazílio Costa sobre o filme Faroeste; a Exposição do Acervo Histórico e Documental das entidades AFL e CLMM, entre outros. 

Sobre os Concertistas
FRANCISCO JOSÉ DOS SANTOS BRAGA, natural e residente em São João del-Rei, é escritor, pianista e compositor, além de tradutor para o português de obras da literatura grega, latina, russa, polonesa, alemã, inglesa e francesa. Gerente do Blog do Braga e Blog de São João del-Rei. É bacharel em Música com habilitação em Composição (2008), pela UnB. Participa de várias Academias: 
• sócio efetivo da Academia de Letras e Instituto Histórico e Geográfico de São João del-Rei e da Academia Divinopolitana de Letras 
 • sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do DF, da Academia Valenciana de Letras e Instituto Cultural Visconde do Rio Preto (Valença, RJ), do Instituto Histórico e Geográfico de Campanha, da Academia Barbacenense de Letras, da Academia Formiguense de Letras e da Academia Lavrense de Letras. 
Foi agraciado com os seguintes títulos e honrarias: 
• Comenda da Liberdade e Cidadania em sua 1ª edição (Fazenda do Pombal, 13/11/2011) 
• Medalha do Mérito Cívico “Tomás Antônio Gonzaga” (Ouro Preto, 15/11/2011) 
• Medalha comemorativa dos 30 anos da Academia de Letras de Brasília (20/03/2012) 
• Medalha “Frei Orlando-Patrono do SAREx (1913-2013)” concedida pelo Comando Militar do Oeste (dezembro de 2013) 
• Diploma de Honra ao Mérito concedido pela Câmara Municipal de SJDR (14/12/2015) 
Apresenta-se em concerto e recitais por todo o País. 

RUTE PARDINI BRAGA, natural de Divinópolis, é cantora lírica e escritora. É bacharel em Música com habilitação em Canto Lírico (2008), pela UnB. Orientadoras: soprano Hildalea Gaidzakian (na Faculdade Mozarteum, em São Paulo), soprano Honorina Barra (nos Cursos Internacionais de Verão na Escola de Música de Brasília), soprano Irene Bentley e soprano Denise Tavares, ambas professoras da UnB. Em 2003 participou do “Curso de Invierno de Técnica vocal y Actuación dinâmica” sob a orientação de Suzana de Sanches Lacorazza, no Instituto Superior de Arte del Teatro Colón, em Buenos Aires. 
Participou das seguintes óperas: 
As Bodas de Fígaro, de Mozart, como “Susanna” no Teatro Ulysses Guimarães da UNIP, em Brasília (13 e 16/12/2004) 
Carmen, de Georges Bizet, como “cigana Frasquita” no Teatro SESC de Taguatinga e na Sala Martins Pena do Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília (4 e 5/07/2005) 
O Sonho de Lady Macbeth, como “Voz Lírica”, encenada na praça e na rampa do Museu da República, em Brasília, durante 3 noites, sob a direção do diretor Willian Lopes; trilha sonora (eletroacústica) composta pelo Prof. Conrado de Marco e sua ex-aluna Janaína Sabino. 
Títulos e premiações: 
• Diploma de Honra ao Mérito concedido pela Academia Divinopolitana de Letras “em reconhecimento e gratidão ao apoio dispensado ao Sodalício, durante o ano de 2015” 
 • Troféu ORFEU 2016 ofertado pela Academia Divinopolitana de Letras (11/03/2016) 
Apresenta-se em concertos e recitais por todo o País.


* Coordenação Acadêmica do Evento: Acadêmico Paulo José de Oliveira ("Pajo") 
Crédito pelas fotos: Acadêmicos Paulo César Pacheco e Paulo José de Oliveira ("Pajo")
Filmagem: Acadêmico Paulo Bonifácio Ribeiro - Pabro

1ª EXPOSIÇÃO DE FAUNA E FLORA BRASILEIRAS




Por Mario Pellegrini Cupello e Elizabeth Santos Cupello




    I.  INTRODUÇÃO





Atendendo a uma gentil sugestão do Maestro Francisco José dos Santos Braga, através de seu tradicional “Blog de São João del-Rei”, segue uma breve descrição do que foi a “1ª Exposição de Fauna e Flora Brasileiras” levada a efeito no período de 23 de novembro a 15 de dezembro de 1991, na cidade de Valença RJ, realizada pelo casal Mario Pellegrini Cupello e Elizabeth Santos Cupello, através do Instituto Cultural Visconde do Rio Preto – ICVRP, do qual são fundadores e dirigentes. 

A propósito, o amigo e Confrade Maestro Braga honra-nos como um entre os mais ilustres Membros Correspondentes desse ICVRP. 

Permitam-me colher esta oportunidade para uma breve apresentação do Instituto Cultural Visconde do Rio Preto, criado em 07/setembro/1990, que vem desde então promovendo ações culturais na cidade de Valença RJ e Região, além de participações na área da cultura em várias cidades dos Estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais.

Essas ações compreendem temas de incentivo à cultura, como: exposições; palestras; cursos; simpósios; concursos literários; criação de Revistas e periódicos; além de publicação de artigos em revistas e jornais; encaminhamentos ao Poder Legislativo Municipal e Estadual de sugestões para aprovação de Leis voltadas à cultura; além da implantação de um Museu, na cidade de Valença, o “Museu da Catedral de Nossa Senhora da Glória”, no 2º pavimento sobre a Sacristia da Igreja Catedral.   

Por essas e outras atividades, o Instituto Cultural Visconde do Rio Preto é hoje reconhecido como uma instituição valenciana que já se consagrou na opinião pública como entidade comprometida com o desenvolvimento cultural de nosso País, em especial da região sul-fluminense onde a cidade de Valença se insere. 

  

II.  A EXPOSIÇÃO


Entre as mais significativas exposições realizadas por este Instituto, merece destaque a “1ª EXPOSIÇÃO DE FAUNA E FLORA BRASILEIRAS”, que teve como objetivo mostrar ao grande público e, em especial, aos jovens estudantes da cidade, um pouco da exuberância da fauna e da flora brasileiras, dentro de conceitos didáticos e científicos.

Cartaz da Exposição - Desenho: Mario P. Cupello
 

Para a realização da 1ª Exposição de Fauna e Flora Brasileiras, o Instituto Cultural Visconde do Rio Preto contou à época – além do apoio da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – com a colaboração técnica e científica de várias entidades, entre elas: o Museu Nacional da Quinta da Boa Vista; o Museu da Fauna do Ibama; a Fundação Jardim Zoológico da Cidade do Rio de Janeiro; a Fundação Brasileira para a Conservação da Natureza; a Cia. Fio Cruz; a Petrobrás; além do apoio da Prefeitura Municipal de Valença; da Editora Valença S/A; da Firma Macoval; e, em especial, da Fundação Casa Léa Pentagna, à qual pertencíamos, que cedeu seu espaço físico para a realização do evento.

Na fase de preparação desta Exposição, que demandou algumas viagens a Seropédica (UFRRJ) e a vários Museus no Rio de Janeiro, o casal organizador desta Exposição, Mario e Elizabeth, fez importantes contatos com cientistas, professores e diretores de Museus que desde o início se mostraram receptivos a esta (segundo eles) importante iniciativa cultural.

Na foto, da esquerda para a direita, Professores da UFRRJ: Adriano, José Luiz e Massard, selecionando espécimes para a exposição. Também presente o Prof. Mario Cupello.
Na foto, professores no laboratório da UFRRJ, ao selecionarem espécimes.










À direita, o então Vice-Diretor do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, Prof. Monné Barrios, no momento em que, gentilmente, auxiliava na colocação de materiais cedidos à Exposição, no interior do caminhão de transporte.

     

  Em relação à Fauna, a exposição mostrou espécimes taxidermizados desde o fundo dos mares, como os equinodermos (animais metazoários como estrelas-do-mar, pepinos-do-mar, serpentes-do-mar, etc.), até as aves que embelezam os nossos céus e as nossas matas.




















Prof.ª Elizabeth Santos Cupello ao recepcionar o Dr. Domenico Petrillo, Médico e Professor da Faculdade de Medicina de Valença, em visita à Exposição.
Arquiteto Mario Cupello, orientando alunos em uma visita guiada à Exposição.








Alunos de colégios valencianos em visita à Exposição, tendo à frente inúmeros animais taxidermizados.







 
Prof. José Luiz, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, que se colocou à disposição do evento, orientando alunos e visitantes sobre detalhes da fauna e flora brasileiras.


Lá estiveram expostos peixes, répteis, batráquios, anfíbios, uma grande variedade de aves marinhas e terrestres, além de mamíferos de várias espécies. 

Macaco Prego e macaco Carvoeiro













Jaguatirica, Gato-do-mato e Mico-leão-dourado
Peixes e crustáceos de médio e pequeno porte














Cobras e outros répteis, conservados em álcool









Esqueleto de pato e cabeça de tambaqui
Interesse de alunos nos animais em exposição
Dissecação de um sapo











 

Algumas curiosidades chamaram a atenção do grande público, como por exemplo, o menor sapo adulto do mundo, medindo 1 (um) centímetro – só existente na Floresta do Tinguá-RJ – ou um megaquiróptero, um morcego frugívoro com 85 centímetros de envergadura. Entre inúmeros espécimes da fauna, lá estavam: a cabeça de um tubarão martelo; além de uma “barata de praia” com mais de 30 centímetros de comprimento. 

Megaquiróptero - ou "raposa voadora" - África, Ásia e Indo-Austrália
  
Quanto à flora, encontraram-se em exposição várias espécies vegetais de nossa Região, além de um amplo acervo sobre “Madeiras do Brasil”, expostas através de pequenos tacos de madeira com medidas uniformes, devidamente catalogadas: uma mostra da grande variedade de exemplares de madeiras de todo o Brasil, muitas totalmente desconhecidas até mesmo de alguns botânicos que prestigiaram a Exposição com suas presenças. 

  








 








 
Quase todo o espaço disponível na Fundação Casa Léa Pentagna – instituição que nos cedeu seus salões para esta Exposição – foram ocupados com espécimes da fauna e da flora brasileira, além de cartazes didáticos com fotos e informações técnicas que muito contribuíram para o sucesso da Exposição.


Foi grande o interesse demonstrado pelos visitantes, em especial pelos jovens alunos da rede escolar das cidades de Valença e de Rio das Flores, cujos Colégios prestigiaram o evento


Além deste registro memorialista, cabe um reiterado agradecimento à Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ que, compreendendo a importância daquele evento, gentilmente colocou todos os seus Departamentos Científicos à disposição dos organizadores da Exposição.  Cada Departamento cedeu, por empréstimo, importantes peças que enriqueceram aquela Exposição.




Tal foi a repercussão do evento que a Rede Globo, através do Programa Globo Rural, deu notícia daquela Exposição, informando dias e horários de funcionamento, incentivando a visitação e parabenizando aos seus organizadores.


Além do rico e variado acervo físico, como aves e animais silvícolas taxidermizados – entre eles alguns felinos e um Mico Leão Dourado – muitos painéis ilustrativos completaram as informações técnicas e científicas sobre a riqueza da fauna e da flora brasileiras.


A UFRRJ, visando a divulgação de várias espécies da flora brasileira, cedeu mudas de inúmeras plantas aos organizadores da Exposição, para que elas não só ficassem à mostra, como poderiam ser adquiridas, ao final, por pessoas que por elas se interessassem.


Vale registrar, por oportuno, que ao término da Exposição todo o material devidamente catalogado e cedido por empréstimo pelas instituições que participaram daquele evento, foram devolvidos sob recibo junto aos melhores e formais agradecimentos do Instituto Cultural Visconde do Rio Preto, através de seus organizadores. 


O que mais recompensou todo o esforço e o trabalho para a montagem daquela Exposição – que demandou 4 meses de preparação – foi a presença de um grande público interessado em cultura, com destaque para centenas de jovens estudantes que lá compareceram em visitas organizadas pelos Colégios de Valença e da Região: jovens que a todo instante se mostravam ávidos em receber maiores informações sobre a ampla variedade da fauna e da flora brasileira em exposição. 



 Segundo o Jornal “Tribuna da Serra”, de Valença RJ – edição de 13/12/1991 – (sic):

“Entre mais de 2000 pessoas que visitaram a Exposição, o comentário geral foi de reconhecimento pelo trabalho do casal Mario e Beth, dirigentes do ICVRP, que proporcionaram aos valencianos a oportunidade de observarem peças de Museus, que somente poderiam ser vistas, se fossem ao Rio de Janeiro.  Diante disso, só resta à Redação da Tribuna da Serra parabenizar aos organizadores da Exposição, pela feliz iniciativa, e aos valencianos que se beneficiaram com mais um evento de grande porte.” _________________________________




(*) Os Autores:



Mario Pellegrini Cupello: Arquiteto; diplomado em Direito; Escritor; Palestrante; Pesquisador; Fundador e Presidente do Instituto Cultural Visconde do Rio Preto; Membro da Academia Valenciana de Letras; Membro Fundador do Instituto Cultural Frederico Guilherme de Albuquerque – Niterói RJ; Membro do Colégio Brasileiro de Genealogia por 15 anos; Membro Fundador da Academia de Ciências Jurídicas de Valença RJ; Membro Correspondente da Academia de Letras de São João del-Rei; Membro Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de São João del-Rei; Membro Correspondente da Fundação Oscar Araripe, Tiradentes MG; Membro Fundador da Academia de Letras Jurídicas de SJDRei e Tiradentes; Membro da Divine Academie Française des Arts Lettres et Culture – França; entre outras instituições.

Elizabeth Santos Cupello é Advogada; diplomada em Letras; Escritora; Palestrante; Pesquisadora; Fundadora do Centro de Preservação da Memória – 1976; Fundadora e Vice-Presidente do Instituto Cultural Visconde do Rio Preto; Presidente da Academia Valenciana de Letras em várias gestões; Membro do Colégio Brasileiro de Genealogia por 15 anos; Membro do Conselho Curador da Fundação Léa Pentagna, por 13 anos; Membro Fundador da Academia de Ciências Jurídicas de Valença RJ; Membro Correspondente da Academia de Letras de São João del-Rei; Membro Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de São João del-Rei; Membro Correspondente da Fundação Oscar Araripe, de Tiradentes MG; Membro Fundador da Academia de Letras Jurídicas de SJDRei e Tiradentes; Membro do Conselho de Honra do Instituto Cultural Roque Camêllo – Mariana MG; Membro da Divine Academie Française des Arts Lettres et Culture – França; entre outras instituições. 






Sobre o Instituto Cultural Visconde do Rio Preto






Criado em 07 de setembro de 1990

Apenas para conhecimento dos inúmeros seguidores do Blog de São João del-Rei, aqui estão as principais ações culturais e realizações do Instituto Cultural Visconde do Rio Preto, através de seus dirigentes: Elizabeth Santos Cupello e Mario Pellegrini Cupello.


               Exposição histórica “Valença – Sertão, Aldeia, Vila e Cidade”, realizada em espaço cedido pela Fundação Educacional D. André Arcoverde.  Essa exposição, realizada pela Profª Elizabeth Santos Cupello, foi um importante garimpo na história de Valença.

               Exposição Filatélica “Flores Literárias” – 1990. Contou com o apoio técnico dos Correios e Telégrafos, do Rio de Janeiro.  Apoio Fundação Casa Léa Pentagna.

               Exposição Filatélica “Temas Variados” – 1991.  Contou com o apoio técnico dos Correios do Rio de Janeiro RJ.  Apoio da Casa da Amizade do Rotary Club de Valença. 

               Realização do 1º Simpósio de Orientação à Mulher – Com aulas práticas e teóricas sobre Direito do Trabalho, Medicina, Meio-Ambiente, Segurança contra incêndio, História e Culinária. Com Certificado de participação.  (1991).

               Realização da “1ª Exposição de Fauna e Flora Brasileiras” de 23/11 a 15/12/1991: apoio técnico-científico de várias instituições do Rio de Janeiro.

               Curso de Filatelia;  apoio dos Correios do Rio de Janeiro – Com Certificado 1993.

               Doações de Livros a Bibliotecas escolares, Municipais e Estaduais de várias cidades fluminenses, mineiras e paulistas.

               Doações de Livros a Bibliotecas de Instituições Culturais em vários Estados.

               Implantação de um Museu de Arte Sacra e popular: “Museu da Catedral de Nossa Senhora da Glória” – com o trabalho pessoal da Vice-Presidente do ICVRP, Drª Elizabeth Santos Cupello, com a recuperação de peças e objetos após dois anos de preparação.

               Exposição “Vida e Obra de Santos Dumont” com o apoio: dos Correios; do Museu Aeroespacial (RJ); e do Museu Cabangu (MG) – 2001.

               Dois Concursos Literários sobre Alberto Santos Dumont: um com alunos da rede pública municipal de Valença e outro com alunos de Rio das Flores RJ.

               Doação de 100 distintivos de lapela para o IHG de São João del-Rei e mais 100 para a Academia de Letras de São João del-Rei, instituições onde os dirigentes do ICVRP são Membros Correspondentes.

               Responsáveis pela Redação de uma revista cultural – “Revista Chafariz - Fonte de informação” – que circulou em Valença e em outras cidades dos Estados do Rio e de Minas Gerais, durante dez anos.

               Criação da Revista “Valença, Opção de Investimentos” – (bilíngue) 1998, a pedido da Prefeitura, com o objetivo da implantação de indústrias no Município de Valença.   Exemplares desta Revista circularam no Brasil, nos EEUU e na Itália.

               Elaboração de um Projeto de autoria do Instituto Cultural Visconde do Rio Preto, encaminhado à Câmara Municipal de Valença, que criou a “Comenda Visconde do Rio Preto”, através do Decreto Legislativo nº 31 de 30/08/2006: a maior honraria concedida pelo Município.

               Elaboração de um Projeto, de autoria dos Dirigentes do ICVRP, encaminhado à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro – ALERJ, aprovado e transformado em Lei, denominando o trecho da Rodovia que liga as cidades de Valença e Rio das Flores, como “Rodovia Alberto Santos Dumont”.

               Projeto de um Marco Rodoviário no início da “Rodovia Alberto Santos Dumont” – em Valença RJ – em granito, com placa indicativa da denominação e alto-relevo em bronze com a  figura de Alberto Santos Dumont.

               Por inspiração de intelectuais de São João del-Rei, o ICVRP criou o Projeto “Dia da Liberdade” que, apresentado à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, foi aprovado e transformado em Lei nº 5625 de 22/12/2009 e homologado pelo Poder Executivo Estadual.

               Sugestão e apoio à denominação de uma rodovia em São João del-Rei, aprovada pela Câmara Municipal dessa cidade, como: “Avenida Visconde do Rio Preto”.

               Participação efetiva dos dirigentes do Instituto Cultural Visconde do Rio Preto em várias instituições no Brasil (como Membros e através de intercâmbios culturais) e na França como Membros da “Divine Academie Française des Arts Lettres et Culture”.

               Entre outras atividades do ICVRP, visitas regulares de seus dirigentes a instituições culturais nos Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.