domingo, 6 de janeiro de 2019

Colaborador: ANTÔNIO RODRIGUES DE MELLO


Por José Maurício de Carvalho 

Academia de Letras de São João del-Rei - MG 

DEFESA DO PATRONO 
Antônio Rodrigues de Mello - cadeira n. 5 
Por José Maurício de Carvalho

Outubro de 2001
revisado em 30 de outubro de 2016

INTRODUÇÃO

Comecemos com uma advertência, é difícil avaliar com exatidão a obra deixada pelo Professor Antônio Rodrigues de Mello em face da pequena parcela preservada. Infelizmente pouco há da sua criação literária entre seus familiares, no Clube Artur Azevedo, na Biblioteca Nacional, na UFSJ e na Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (RJ). Essa defesa está organizada em seis partes: a família e a origem, a formação, o trabalho como professor, a obra literária as ideias e, finalmente, a contribuição.

I. A família e a origem 

Antônio Rodrigues de Mello é da oitava geração de Manuel da Silveira e Máxima Nunes de Oliveira, que viveram em Lisboa no século XVII. O casal teve, entre os filhos, Manuel Amaro da Silveira, nascido na capital portuguesa, em 1685. Militar de profissão serviu no Rio de Janeiro onde se casou com Máxima Barbosa Pinta. Dentre seus filhos Antônia Barbosa da Silveira se mudou para São João del-Rei e aqui faleceu em 1792. Entre os filhos de Antônia está Teodora Barbosa de Magalhães, que faleceu em 9 de março de 1806 e que se casou com o Cirurgião Mor Jerônimo de Paiva e teve por filha Teresa Fidélis da Silveira. Esta jovem, por sua vez, se casou com o Tomás Carlos de Souza e tiveram por filha Gertrudes Claudina da Silveira, que se casou com o Capitão Antônio Rodrigues de Mello e tiveram como filha Francisca Gertrudes de Mello. 

Antônio Rodrigues de Mello, patrono da cadeira n. 5 desta Arcádia, nasceu em São João del-Rei em 1837 ¹ , filho de José Felipe de Castro Vianna e de Francisca Gertrudes de Mello, a filha do Capitão Antônio Rodrigues de Mello. José Felipe e Francisca, os pais do homenageado, casaram-se na Matriz de Nossa Senhora do Pilar em 24 de setembro de 1826. Antônio Rodrigues de Mello foi batizado com o nome do avô materno e teve três irmãos: José Felipe de Castro Viana Júnior, que morreu solteiro em 24 de abril de 1877, Francisco Eulálio de Castro e João Rodrigues de Mello (avô materno do historiador Luís de Mello Alvarenga). 

Antônio Rodrigues de Mello é da oitava geração de Manuel da Silveira e Máxima Nunes de Oliveira, que viveram em Lisboa no século XVII. O casal teve, entre os filhos, Manuel Amaro da Silveira, nascido na capital portuguesa, em 1685. Militar de profissão serviu no Rio de Janeiro onde se casou com Máxima Barbosa Pinta. Dentre seus filhos Antônia Barbosa da Silveira se mudou para São João del-Rei e aqui faleceu em 1792. Entre os filhos de Antônia está Teodora Barbosa de Magalhães, que faleceu em 9 de março de 1806 e que se casou com o Cirurgião Mor Jerônimo de Paiva e teve por filha Teresa Fidélis da Silveira. Esta jovem, por sua vez, se casou com Tomás Carlos de Souza e tiveram por filha Gertrudes Claudina da Silveira, que se casou com o Capitão Antônio Rodrigues de Mello e tiveram como filha Francisca Gertrudes de Mello. 

Por sua vez, nosso homenageado Antônio Rodrigues de Mello, deixou quatro filhos ²: Antônio Rodrigues de Melo Júnior, Maria Clara de Melo, Francisca Geraldina de Melo e Adeodata de Melo. Uma de suas filhas Maria Clara de Melo, casando-se com Olivério de Fontes Palhares, foi mãe do Tenente Gentil Palhares

II. A formação 

Antônio Rodrigues de Mello estudou no Colégio Duval, destacando-se pelo domínio da língua portuguesa, do latim e francês. Esse Colégio foi fundado por Ricardo Júlio Durval, inglês de nascimento, que chegou a São João del-Rei acompanhando Carlos Wering, diretor de uma Companhia de Mineração que aqui se instalara. Embora a Companhia tenha ido embora, Ricardo Duval permaneceu em São João até 1865, quando mudou-se para o Rio de Janeiro e transferiu o Colégio para o francês Aleixo Delverd. 

Antônio Gaio Sobrinho reproduz em História da educação em São João del-Rei um texto do Dr. José Ricardo de Sá Rego, Presidente da Providência das Minas Gerais, que, em 1851, relata que no Colégio se ensinavam (2000, p. 73): "as Primeiras Letras, Religião, Latim, Francês, Inglês, Aritmética, Geometria, Filosofia, Geografia, História, Retórica, Desenho e Música vocal e instrumental". 

Depoimentos da época dão conta de que se tratava de um educandário de qualidade, tendo formado expressivo número de alunos. O Colégio era conhecido pela rígida disciplina. O perfil da escola e as disciplinas que ministrava revelam a preocupação com a formação humanística, orientada segundo os padrões da cultura européia da época. Esse foi o ambiente intelectual em que se formou Rodrigues de Mello. 

III. O trabalho como professor 

Depois de formado, Rodrigues de Melo aperfeiçoou-se nas línguas portuguesa, francesa e latina, das quais se tornou professor. Começou a lecionar no Turvo, hoje Andrelândia. Voltou para São João como professor do Externato e da Escola Normal, que funcionaram juntos no mesmo prédio até por volta de 1889, quando o externado foi fechado e a Escola Normal transferida para próximo da Igreja de São Francisco. Rodrigues de Melo lecionou também na Escola João dos Santos. Relatos da época dão conta de que ele sabia de cor clássicos da língua latina e que os recitava em suas aulas para espanto dos alunos. 

Um episódio ocorrido em 27 de setembro de 1883 revela que, naquele momento, Rodrigues de Melo era personagem importante da comunidade. Naquele dia a Lira São-joanense prestou homenagem ao maestro Luiz Batista Lopes, escolhido para Diretor do Coro Musical, cargo antes ocupado pelo Professor Carlos José Alves transferido para Juiz de Fora. Antônio Rodrigues de Melo foi escolhido para fazer um dos discursos de saudação ao novo Diretor. As outras personalidades que, segundo Sebastião Cintra, também saudaram o maestro foram: “Modesto de Paiva, José Lopes Moreira e Antônio Francisco de Assis Teixeira” (cf. Cintra, 1982, p. 406). Mesmo aposentado foi orador em diversas cerimônias públicas. Foi ele quem fez o discurso na inauguração da estátua do Padre José Maria Xavier, em 9 de maio de 1915, do qual preservou-se uma cópia. 

IV. A obra literária 

Antônio Rodrigues de Mello foi, além de professor de línguas amante das artes, notabilizando-se como autor teatral. Suas peças foram encenadas entre 1879 e 1906 com sucesso. Por elas o homenageado expõe sua visão da vida e o compromisso com a educação popular que, segundo ele, o teatro possuía. Neste aspecto não divergia do entendimento da época que atribuía ao teatro “um papel racionalmente civilizador e didático” (Chaves, p. 35). 

Antônio Guerra cita as seguintes obras de Rodrigues de Melo: Um mestre da música, comédia em um ato com música de Cristiano Brasiel, que estreou em 13 de dezembro de 1879; Os vizinhos, comédia em dois atos que estreou em de 25 de setembro de 1881; O ciumento, comédia em dois atos, de 1881 que estreou em 8 de janeiro de 1882; A seca no Ceará, de 1881 drama em cinco atos encenado juntamente com a comédia Uma velha moça, encenada em um ato, nos dias 22 e 29 de janeiro de 1882. Temos então um longo período sem novas peças até Fogueira de São João, comédia em três atos apresentada em 25 de dezembro de 1904; Um cachorrinho, comédia em três atos encenada pela primeira vez em 16 de novembro de 1905; Uma professora de Colégio, comédia em três atos encenada em 6 de fevereiro de 1906; Tio Bernardo e A beleza de uma atriz, ambas comédias em três atos encenadas em 1º de abril de 1906; O cometa biela e A saudade, comédias em dois atos encenadas em 22 de julho de 1906 (Fonte: Pequena história de teatro, circo, música e variedades em São João del-Rei - 1717 a 1967). 

Para conhecer seu pensamento examinaremos as ideias da peça Tio Bernardo, a única que parece foi preservada. 

V. As ideias 

A peça Tio Bernardo (1906) retrata a diferença de valores entre Sílvio, um jovem cheio de vícios, seduzido pelos prazeres da vida, representados, na peça, por uma vida sexual desregrada e gosto pelo carnaval e o seu tio Bernardo, um velho celibatário crítico do modo de vida do sobrinho. 

A peça mostra as artimanhas de Silvio para convencer o tio que, no entanto, se mantém fiel a seus valores. O velho Bernardo representa as virtudes da moral católica tradicional, com fortes traços estóicos. Eis o que o velho Bernardo assume como virtudes: o isolamento social, a educação religiosa, a vida parcimoniosa, a sobriedade das atitudes, a modéstia no vestir, o distanciamento da política e a fidalguia do trabalho. Esse último valor foi marca da nobreza pombalina, quando “os ideais da arcádia lusitana, concebeu um projeto teatral com objetivo moralizador” ou civilizador, projeto estudado em Caminhos da moral moderna (Carvalho, 1995, p. 112). O modelo pragmático de moralidade proposto na arcádia lusitana tinha por ideal uma nova fidalguia: meticulosa, trabalhadora, parcimoniosa, discreta, longe dos mexericos da corte, ao contrário da antiga, que era perdulária, preguiçosa, ocupada com a caça e festas, nas quais esbanjava suas poucas riquezas. No entanto, os valores propostos para a nova fidalguia não mudaram rapidamente os antigos hábitos sociais, nem a moral católica tradicional. 

O conflito de valores instaurado na geração pombalina foi tema da peça O Indolente Miserável encenada, em Lisboa, no final do século XVIII. Pois bem, além desses valores herdados do pombalismo: amor ao trabalho, planejamento dos gastos, parcimônia, discrição, Tio Bernardo mantém a condenação à sexualidade e à riqueza, conservando os pilares da moral católica dos seiscentos. Para Bernardo, onde o sexo e a vontade de ser rico imperam nenhuma virtude pode aparecer, no mesmo sentido proposto por Nuno Marques Pereira (1979, p. 30): “onde entra a ambição, impera a soberba, acende-se a ira, existe a gula, governa a inveja, acha-se a preguiça”. Esse projeto moral tem por objetivo a aproximação com Deus pela renúncia do mundo. O abrandamento desse projeto moral pela geração pombalina tinha em vista unicamente o fortalecimento do Estado (cf. os ciclos da filosofia tradicionalista no Brasil, herdeira do contra-reformismo, em Carvalho, 1999, cap. 1). 

A virtude da parcimônia aparece em vários trechos da peça, aqui basta um exemplo. Tio Bernardo diz: “Ainda não pude almoçar! (Tira do bolso um pão e come-o). A minha cozinha é cômoda e barata! Não pago empregadas que furtam...A parcimônia dá saúde e enriquece...” Não se trata de poupar para enriquecer, o que prevalece no tom geral de suas intervenções é a condenação da riqueza, embora não do trabalho e da parcimônia. É o ideal pombalino, combater o desperdício perdulário e a ostentação com vistas ao enriquecimento do Estado. A poupança dos indivíduos era de muitos modos transferida ao Estado. A poupança particular era não apenas sinal de avareza, mas indicativo de sonegação fiscal, misturando o pombalismo pecado grave com delito civil. 

O elogio do celibato e a crítica à sexualidade temas centrais da moral contrarreformista aparecem em muitas passagens da peça. Em um deles diz o tio Bernardo: “O casamento, por si só, quando um homem acerta é belo, é ótimo, não para mim, mas e o resultado?...Sogro, sogra, cunhados, parentes, aderentes, filhos e filhas! Olé! Quando dão para namorar e casar-se com quem muito bem querem, que petisco para o paladar do pai! Por isso, na minha casa, mando eu só, vivo como entendo, gasto o que posso, e mulheres, nem pintadas quero vê-las. São demoinhos de saia”. A descrição do Tio Bernardo mostra que só um milagre leva a um bom casamento. No entanto, a justificativa não é apenas de ordem pragmática, possui motivação metafísica e antropológica, a mulher é responsável pelo mal no mundo, retrocedendo com essa tese para o catolicismo medievo. Tio Bernardo afirma: “Sou celibatário. A mulher na minha opinião é um mal e origem de quase todas as desgraças. Em tudo, o senhor indague, esquadrinhe, vire, mexa e remexa: há de achar a mulher escondida, ou agachada, ou a vista. É o diabo! Muita razão tinha o Mr. Jagal, comissário de polícia em Paris, quando em todos os crimes, fatos ou acontecimentos, dizia: cherher la femme”. Mais adiante o personagem é ainda mais enfático: “Sansão caiu em poder dos filisteus por traição de Dalila. David foi ameaçado pelo profeta Natan com a peste por causa de Bethsabé; Salomão deslustrou sua glória por amor de mulheres. Tróia foi cercada dez anos e incendiada pelos gregos, por causa de Helena. Os tarquínios perderam o trono de Roma por causa de Lucrécia. Camões, para merecer Catarina, marchou para a guerra, a fim de cobrir-se de louros e perdeu um olho. Escreveu os Lusíadas, escapou de um naufrágio, e chegando a Lisboa, encontrou o enterro de sua amada!... A estrela rutilante de Napoleão Primeiro começou a palidejar no horizonte de sua vida gloriosa, desde que amou Maria Luiza, a quem desposou, divorciando-se de Josefina.. Sempre a mulher!” O propósito de uma vida solitária e casta como ideal ético foi repetido por muitas gerações de moralistas. Nuno Marques Pereira o colocou no seu conhecido Compêndio Narrativo do Peregrino da América onde se lê (1979, p. 29): “E assim ficai entendendo que não há maior virtude, nem coisa mais agradável a Deus, que uma alma que guarda a virgindade e é contingente, por se assemelhar com os anjos”. 

Outros elementos desse modelo moral se explicitam noutro trecho da peça. Diz o tio Bernardo: “Fui criado com muito recato e pudor virginal... Longe de más companhias e de conversas indecentes, obscenas”. Todos os males do mundo tinham como inspirador, “el diavolo, qui é venuto de los infernos”. O mal, cuja raiz é metafísico, tem na mulher a causa imediata, mas encontra fundamento transcendente no próprio espírito maligno, que primeiro a seduziu no episódio bíblico do livro do Gênesis. É o diabo, afirma tio Bernardo, o responsável pela perda dos valores verdadeiros. Suas tentações maiores são o sexo e o dinheiro, com eles o príncipe das trevas acaba com a vida virtuosa, o que eqüivalia a dizer inviabiliza a vida social : “Hoje não se respeita nada, diz tio Bernardo, a palavra é vento, a probidade e o patriotismo não têm cotação...A velhice é desprezível..., mas na vossa escavação só encontro lama! Ride..., que rides de vós mesmos...A gangrena progride, invade, contamina tudo. A educação é nula, a instrução superficial. O país está a borda do abismo! A sede de ouro é insaciável e tornou-se o dinheiro, o escopo ingente, o fito único! Os vínculos sagrados da religião afrouxam, quase rebentam. É o quadro negro que se vê. Urge uma reforma radical desde o berço! A vida humana – transformou-se num completo carnaval e o mundo num hospital de loucos”. Para Tio Bernardo por trás de todos os males da nossa sociedade está o demônio. O tio Bernardo permanece firme contra as tentações do maligno, mas a sociedade encontra-se em seus braços. Essa é a conclusão de Rodrigues de Mello quando faz a peça terminar com dois vivas que representam a decadência moral da sociedade mineira e brasileira: Viva o carnaval e viva o belo sexo! A salvação da humanidade e a preservação da civilização brasileira seria resultado da resistência de homens representados por Tio Bernardo. Daí se concluir que Tio Bernardo é a representação do ideal moral assumido por Rodrigues de Mello, no qual o objetivo da vida deixa de ser a felicidade terrena dos gregos e em seu lugar, sintetiza Paim (1994, p. 11): “aparece a bem-aventurança, a felicidade eterna, cujo ápice seria a contemplação de Deus”. 

Como se vê, através desta comédia de costumes, Rodrigues de Mello propõe uma articulada defesa dos valores tradicionais. Para preservar o que considera bons costumes usa seus talentos: o domínio das línguas estrangeiras, francês, inglês e italiano; o conhecimento da literatura clássica, da história universal e bíblica e o uso corretíssimo da língua pátria. 

Esse mesmo modelo moral também aparece no discurso pronunciado na inauguração da Herma do Padre José Maria Xavier em 9 de maio de 1915, ocasião na qual destaca do comportamento do sacerdote o “ser austero e severo, dar frequentes esmolas aos pobres”. (Discurso) O comportamento sério e o dar esmolas eram, segundo esse modelo moral, os principais esteios da vida virtuosa e o modo de vencer as tentações da riqueza e liberalidade sexual. Este comportamento do sacerdote era modelo a ser seguido pela juventude, afirma-o o professor: “Louvemos e aplaudamos este homem sábio, digno de justíssima reverência e imitação, e vós, honestíssimas meninas que me ouvis, jovens que amais esta pátria, senhores do povo, dai-me, às mãos-cheias, belas e perfumadas flores, para que eu as espalhe junto à digna estátua de tão grande homem” e conclui dizendo que as virtudes que tornam o homem admirável conduzem para o céu, estimulam a inteligência para as coisas do mundo e promovem o desenvolvimento da sociedade civil. Eis o que diz: “ó feliz pátria que o gerou, ensinou, educou e elevou ao ápice da glória  e da imortalidade”. (idem) 

Essa construção moral era predominante entre os intelectuais católicos e revela que, para eles, se vivia tempos extraordinariamente difíceis. Essa elite leu as dificuldades daquele início de século, entenda-se a República Positivista, como rompimento com os planos do criador, como resultado da quebra da ordem social, onde era clara a tendência laicizante. O problema era recolocar a história no rumo correto, conforme a tradição. É evidente que essa explicação não resume o que pensavam todos os cristãos, nem mesmo todos os católicos. No entanto, parte dos intelectuais católicos, notadamente os tradicionalistas, tenderam a interpretar as dificuldades históricas como fruto do afastamento da cristandade. Aos homens de hoje caberia voltar ao passado, um retorno àquele arquétipo original no qual se processou a revelação de Deus. A Idade Média, sendo um período onde a ordem sobrenatural prevaleceu é apresentada de forma idealizada, o que não impede de reconhecer seus erros. Tais erros são interpretados como pontos a corrigir numa ordem idealmente boa. A estabilidade política reinante, a ordem social e a econômica, a preocupação com o bem comum e a subordinação da moral à religião, são tomados como exemplos do que havia para ser buscado e resgatado. Para alcançar esta ordem superior e vencer o mal no mundo era preciso retomar as virtudes que Rodrigues de Mello apresentou nestes dois escritos aqui comentados. 

VI. A contribuição de Rodrigues de Mello 

Rodrigues de Mello foi professor e escritor teatral. Ele assumiu o projeto civilizacional cristão e católico como ideal para a sociedade brasileira. Esperava preservar os valores tradicionais e vencer as dificuldades sociais, advindas, conforme o tradicionalismo católico, da perda desses valores. O seu propósito era ensinar a vencer as tentações do mundo como propôs em Tio Bernardo. A peça teatral é um exemplo do ideal de vida que Rodrigues de Mello desejou veicular, superar os males da sociedade e os hábitos herdados da antiga nobreza lusitana, estimulando simultaneamente, contra o positivismo da República, um novo eixo de virtudes pautado: na vida parcimoniosa, na fidalguia do trabalho, no amor à pátria, no cultivo da educação humanista, na seriedade no trato humano, no respeito à velhice, na sobriedade no vestir e no comer, no distanciamento da troca de favores tão comuns em nossa política patrimonial, tudo isto sem afetar o reconhecimento de que a moral é sustentada pela religião e que somente ela é capaz de dar à vida sentido e aos homens a felicidade. Trata-se de um aspecto singular do mundo ibero-americano. Ao contrário dos demais países europeus onde a questão central da meditação ética reside na necessidade de encontrar fundamentos racionais para a moral, os ibéricos não discutiram demoradamente a relação do homem com sua consciência “fora da instância externa representada pela divindade” (Paim, 2001, p. 15). Este projeto esgotou-se no decorrer do século XX, os pensadores católicos e as reformas ocorridas no seio da Igreja Católica o atestam, mas Rodrigues de Mello não tinha como antecipar essa hipótese. 

Por outro lado, não há como não enxergar no propósito de Rodrigues de Mello de educar a população e edificar seu caráter, o intento de Aristóteles, expresso na Póetica, de promover a educação do povo pela experiência das emoções, pelo efeito catártico da compaixão, pela identificação do público com o personagem heróico que enfrenta, ainda que com a impossibilidade da vitória, a realidade decaída e corrompida. Trata-se, de uma educação que passa na epopeia e na tragédia pelo espetáculo cênico que "acrescem a intensidade dos prazeres que lhe são próprios" (Aristóteles, 1988, p. 228/229).

Nossa geração não tem o direito de desconhecer, nem de homenagear o trabalho desse mestre que se empenhou para realizar aquilo que toma como o sentido de sua vida: educar as pessoas, inoculando nelas um senso moral com vistas a promover um futuro melhor para o país e para a humanidade. O fato de usar como conteúdo de sua comédia teatral a moral tradicional revela (Chaves, 2000, p. 32): “como a religiosidade estava presente, implícita e explicitamente na vida, na fala, no comportamento dos mineiros dessa região (...) de 1900 a 1950”.

Claudia Braga escrevendo sobre a dramaturgia na República Velha diz que nossos dramaturgos perderam-se tanto mais quanto tentaram ser didáticos e não teatrais. Ao elaborar dramas com os pés na realidade que os cercava, “com propriedade e conhecimento, conseguiam escrever não só dramaturgia como obra séria e de boa qualidade” (Braga, 2001, p. 15). À criação de Rodrigues de Mello não se aplica tal consideração, ele mantém o caráter didático próprio do teatro lusitano do século XVIII, embora não fuja dos problemas de seu tempo. Pela diferença no tema e na forma dos autores consagrados nacionalmente, tenho em vista Coelho Neto e Artur Azevedo, podemos dizer que Rodrigues de Mello é muito mais próximo da tradição da arcádia lusitana do que os expoentes nacionais do seu tempo. Isso significa que a sociedade são-joanense, e provavelmente a mineira, estavam mais fortemente marcadas pelos valores tradicionais do período colonial (Cf. Carvalho, 2001, p. 460-478) do que a de outras partes do Brasil. Observe-se que Tio Bernardo, segundo os relatos da época, como as outras peças de Rodrigues de Mello, foram bem aceitas pela crítica e pelo público local. O propósito de Rodrigues de Mello era não só didático, ensinar certo procedimento, mas ético, justificar costumes. 

Os limites de seu projeto, aliás de parte importante da intelectualidade brasileira de seu tempo, não diminuem sua ampla cultura, o valor de suas preocupações com o destino de nossa sociedade. Não é próprio da vida humana marchar à frente de seu tempo, portanto não se pode pedir de Rodrigues de Mello mais do que era próprio de sua geração. No talento nas letras, no trabalho pedagógico, no amor pela arte, na dedicação ao ensino, no esforço para formar a opinião pública, no desejo de impedir que a sociedade brasileira ficasse sem um esteio moral, em tudo se destacou Rodrigues de Mello, que por tudo isso é credor do povo de São João del-Rei e digno homenageado por esta Academia que o toma entre seus patronos. 


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


ARISTÓTELES. Poética. São Paulo: Nova Cultural, 1987 (Os pensadores). 

BRAGA, Claudia. Teatro de Coelho Neto. Tomo II. Rio de Janeiro: FUNARTE, 2001. 

CARVALHO, José Maurício de. Caminhos da moral moderna. Belo Horizonte: Itatiaia, 1995. 

______. A vida é um mistério. Londrina: EDUEL, 1999. 

______. Contribuição contemporânea à história da filosofia brasileira. 3a edição. Londrina: EDUEL, 2001. 

CHAVES, Teresa Cristina de Resende. A questão da religião no teatro popular dos campos das vertentes na primeira metade do século XX. In: Teatro em Minas Gerais; Campos das Vertentes 1900-1950. (org. por Cláudia Braga). São João del-Rei, FUNREI. 2000. 

CINTRA, Sebastião de Oliveira. Efemérides de São João del-Rei. v. II, – 2. ed. – Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1982, 622 p. 

GUERRA, Antônio. Pequena história de teatro, circo, música e variedades em São João del-Rei - 1717 a 1967. Juiz de Fora: Lar Católico, 1968. 

MELLO, Antônio Rodrigues. Discurso durante a inauguração da Herma do Padre José Maria Xavier pronunciado em latim em 9 de maio de 1915. Ação Social (jornal). 

 ______. O Tio Bernardo. São João del-Rei: FUNREI/GPAC, s.d. 

PAIM, Antônio. Fundamentos da moral moderna. Curitiba: Champagnat, 1994. ______.História das idéias filosóficas no Brasil. Londrina: EDUEL, 1997. 

 ______. A meditação ética portuguesa. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2001. 

SOBRINHO, Antônio Gaio. História da educação em São João del-Rei. S. J. del-Rei: edição do autor, 2000. 

VIEGAS, Augusto. Notícia de São João del-Rei. Belo Horizonte: s. e., 1969.

VÁRIOS. Moralistas do século XVIII. Rio de Janeiro: PUC/Rio, 1979.

ANEXOS: 
1- Discurso de Rodrigues de Mello na inauguração da Herma do Padre José Maria Xavier.
2- Peça O Tio Bernardo, comédia em três atos, de Rodrigues de Mello.
3- Correspondência da Biblioteca Nacional dando conta de que nada tem sobre Rodrigues de Mello.
4- Correspondência do GPAC, FUNREI, listando as obras de Rodrigues de Mello, a saber:
Um mestre de música (música de Cristiano Braziel) - comédia em 1 ato. Estreia em 13/12/1879.
Os vizinhos - comédia em 2 atos. Estreia em 25/09/1881.
O ciumento - comédia em 2 atos. Estreia em 08/01/1882.
A seca no Ceará - drama em 5 atos. Estreia em 22/01/1882.
Uma velha moça - comédia em 1 ato. Estreia em 22/01/1882.
Fogueira de São João - comédia em 3 atos. Estreia em 25/12/1904.
Um cachorrinho - comédia em 3 atos. Estreia em 16/11/1905.
Uma professora de colégio - comédia em 3 atos. Estreia em 06/02/1906.
O Tio Bernardo - comédia em 3 atos. Estreia em 01/04/1906.
A beleza de uma atriz - comédia em 1 ato. Estreia em 01/04/1906.
O cometa Biela - comédia em 3 atos. Estreia em 22/07/1906.
A saudade - comédia em 2 atos. Estreia em 22/07/1906.
5- Levantamento do acervo Antônio Guerra.
6 - Árvore genealógica do homenageado (não incluída neste post).


NOTA EXPLICATIVA (DO GERENTE DO BLOG DE SÃO JOÃO DEL-REI)


¹  É provável que o Prof. José Maurício tenha se deixado guiar pela efeméride do dia 15 de julho de 2015, em que [CINTRA, 1982: 297], como bom genealogista que era, fornece informações sobre a família e a origem de Antônio Rodrigues de Mello. Ocorre que houve um cochilo de Cintra quando diz que "faleceu aos 78 anos de idade o Prof. Antônio Rodrigues de Mello" em 15 de julho de 1915. Portanto, segundo Cintra, o nosso homenageado teria nascido em 1837 e vivido durante 78 anos. 

Efeméride de 15/07/1915, segundo Cintra
Segundo a pesquisa genealógica sobre a ascendência do Tenente Gentil Palhares em desenvolvimento pelo confrade José Passos de Carvalho, natural de Formiga, residente em Lavras-MG e sócio efetivo do IHG de São João del-Rei, apraz-me informar que ele localizou o assento de batismo do são-joanense ANTÔNIO RODRIGUES DE MELLO, comprovando que era avô materno de Gentil Palhares. Segundo o pesquisador formiguense, o professor Antônio Rodrigues de Mello, inocente, branco, filho legítimo de José Felipe de Castro Vianna e de Francisca Gertrudes de Mello, nasceu aos 03 de julho de 1840, e, por já ter sido batizado em casa, somente recebeu os Santos Óleos na Pia Batismal aos 08 de setembro de 1840. Sabe-se que Antônio Rodrigues de Mello morreu em 15 de julho de 2015, com 75 anos completos, dois meses após o discurso em latim proferido junto da herma de Pe. José Maria Xavier. 

Livro de Batismos da Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar de São João del-Rei, volume: 1837/1843, p. 85-verso
Assento do batismo de Antonio, innocente, branco

Transcrição do termo de batismo de Antonio Rodrigues de Mello (avô materno de Gentil de Fontes Palhares):
Antonio, innocente, branco - Aos oito dias do mez de Setembro de mil oito centos e quarenta nesta Igreja e Matriz de São (João) d'El Rei o Reverendo Coadjutor Bernardino de Souza Caldas poz sòmente os Santos Oleos, por já estar baptisado em casa pelo Reverendo João Valeriano Cecilio de Castro, a Antonio, innocente, branco, filho legitimo de Jozé Felipe de Castro Vianna e D. Francisca Gertrudes de Mello, nascido a 03 de julho do mesmo ano. Forão padrinhos: Nossa Senhora do Monte do Carmo e o Sargento Mor Joaquim José de Oliveira Mafra, cazado, e desta Freguesia. E para constar mandei fazer este assento que assignei. Era ut supra.
O Vigário Luiz José Dias Custódio

Ref.: Livro de Batismos da Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar de São João del-Rei, volume: 1837/1843, fls. 85-verso.

²  Obsequiou-me ainda o mesmo confrade José Passos de Carvalho com o ato lavrado do matrimônio celebrado na Matriz de Nossa Senhora do Porto da Eterna Salvação, Freguesia de Turvo (atual Andrelândia), aos 30 de outubro de 1872, às quatro horas da tarde, em casa de Antonio Luiz dos Reis de licença da Vara d’ Aiuruoca, de Antonio Rodrigues de Mello e Candida Augusta dos Reis, sendo testemunhas: Antonio Pereira Gustavo e Theophilo Belfort Ribeiro. Termo lavrado pelo Pe. Miguel Manso de Oliveira, vigário da dita Matriz.

Assento de matrimônio: Antonio Rodrigues de Mello 
c.c. Candida Augusta dos Reis
Transcrição do ato lavrado do matrimônio de Antonio Rodrigues de Mello e Candida Augusta dos Reis:
A trinta de Outubro de mil oito centos e setenta e dois em casa de Antonio Luiz dos Reis de licença da Vara d’ Ayuruoca as quatro da tarde sendo testemunhas Antonio Paula Gustavo, e Theophilo Belfort Ribeiro assisti e dei as bênçãos nupciaes ao matrimonio que contrahio Antonio Rodrigues de Mello filho legitimo de Jose Felipe de Castro Viana, e Francisca Gertrudes de Mello, já falecida, natural de São João d’El-Rei, com Candida Augusta dos Reis, filha legitima de Antonio Luiz dos Reis, e Maria Thereza de Jesus; brancos, aquelle com idade de trinta e trez annos e esta de minor; de que fiz este assento.

O Vigº Miguel Manso de Oliveira

Ref.: Livro de Matrimônios da Matriz de Nossa Senhora do Porto da Eterna Salvação, município de Andrelândia, Minas Gerais. Volume: 1857/1889, fls. 69.
 

AGRADECIMENTO

Agradeço à minha amada esposa Rute Pardini Braga as belas fotos que tirou e editou para os fins desta matéria.

11 comentários:

Francisco José dos Santos Braga (compositor, pianista, escritor, gerente do Blog do Braga e do Blog de São João del-Rei) disse...
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Paulo Roberto Sousa Lima (escritor, gestor cultural e presidente eleito do IHG de São João del-Rei para o triênio 2018-2020) disse...

Parabéns, confrade Braga. Bela e oportuna homenagem com a participação do Prof. José Mauricio de Carvalho.
Bom domingo.
Paulo Sousa Lima

Passos de Carvalho disse...

Prezado confrade Francisco Braga,

Cumprimento-o pela excelente matéria, nada mais do que uma rica aula sobre uma personalidade imortalizada na Capital da Cultura. O professor Antônio Rodrigues de Mello será sempre lembrado por todos nós. Extendo meus cumprimentos ao professor e confrade José Maurício de Carvalho por tê-lo como Patrono Perpétuo de sua Cadeira na arcádia são-joanense ( Academia de Letras de São João del-Rey).
Fraterno abraço e meus efusivos cumprimentos.
Saudações basilianas.

Passos de Carvalho - Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais.Residente em Lavras/MG.

Dr. Rogério Medeiros Garcia de Lima (professor universitário, desembargador do TJMG, escritor e membro do IHG e da Academia de Letras de São João del-Rei) disse...

Belo!

Prof. Fernando de Oliveira Teixeira (professor universitário, escritor, poeta e membro da Academia Divinopolitana de Letras, onde é Presidente) disse...

Grato, amigo Braga, pelo envio. Fernando Teixeira

Francisco José dos Santos Braga (compositor, pianista, escritor, gerente do Blog do Braga e do Blog de São João del-Rei) disse...

Prezad@,
O Blog de São João del-Rei tem o prazer de apresentar sua primeira contribuição para a preservação da memória do notável educador, ilustre comediógrafo e grande animador do teatro são-joanense, Prof. ANTÔNIO RODRIGUES DE MELLO (1840-1915), em fins do século XIX e início do século XX, que se fez merecedor do aplauso do público são-joanense nas várias áreas de sua atuação: nas letras, na arte teatral e no trabalho pedagógico, bem como "no esforço para formar a opinião pública, no desejo de impedir que a sociedade brasileira ficasse sem um esteio moral", nas palavras do Prof. Dr. JOSÉ MAURÍCIO DE CARVALHO, a quem solicitei fizesse a apresentação do homenageado, uma vez que ocupa a Cadeira nº 5 patroneada pelo Prof. Antônio Rodrigues de Mello, na Academia de Letras de São João del-Rei. Seu trabalho meticuloso e profundo - na realidade, sua Defesa de Patrono proferida em outubro de 2001 - pode ser lido na Apresentação do nosso homenageado.

Quanto à minha participação, optei pela reprodução do discurso em latim de Rodrigues de Mello por ocasião da inauguração da herma do compositor são-joanense Pe. José Maria Xavier, em 09/05/1915, no Largo do Rosário, que foi reproduzido em artigo da redação do jornal são-joanense Acção Social, edição de 09/05/1915, p. 1, que se encontra no acervo da Biblioteca Municipal Baptista Caetano de Almeida. O insigne orador iria morrer 2 meses depois, mais exatamente em 15/07/2015, sendo o seu discurso considerado por mim, em muitos trechos, um auto-elogio fúnebre. Segundo o historiador Antônio Gaio Sobrinho, Rodrigues de Mello estava tão debilitado que iniciou o seu discurso com a seguinte frase: "Um morto vai falar!..."
Além do artigo do supracitado jornal, submeto ao leitor a minha tradução do célebre discurso em latim proferido em praça pública pelo Prof. Antônio Rodrigues de Mello.
Foi rigorosamente mantida a grafia de época.

APRESENTAÇÃO DO HOMENAGEADO PROF. ANTÔNIO RODRIGUES DE MELLO PELO PROF. DR. JOSÉ MAURÍCIO DE CARVALHO
https://saojoaodel-rei.blogspot.com/2019/01/colaborador-antonio-rodrigues-de-mello.html

Texto: A INAUGURAÇÃO DA HERMA DO PADRE JOSÉ MARIA XAVIER
https://saojoaodel-rei.blogspot.com/2019/01/a-inauguracao-da-herma-do-padre-jose.html

Cordial abraço,
Francisco Braga
Gerente do Blog de São João del-Rei

Prof. José Maurício de Carvalho (professor titular aposentado da UFSJ, professor do Centro Universitário Presidente Tancredo Neves - UNIPTAN, membro do Instituto de Filosofia Brasileira, do Instituto de Filosofia Luso-brasileira com sede em Lisboa, da Academia de Letras de São João del-Rei e da Academia Mantiqueira de Estudos Filosóficos) disse...

Caro Francisco, obrigado por divulgar. Seu trabalho é sempre cuidadoso e repara essas pequenas gralhas. Mauricio.

Patrícia Ferreira dos Santos (escritora, mestre e doutora pela USP e pós-doutora pela UFMG em História Social e vice-presidente da Casa de Cultura-Academia Marianense de Letras) disse...

Prezado Dr. Francisco Braga,

Boa tarde.

Cumprimento-o efusivamente pela beleza e sensibilidade deste texto e da apresentação publicada em seu blog, de forma a prestar serviço de grande relevância, a demarcar um modelo para agentes, intelectuais, professores e instituições que primam pela preservação cultural.

Uma lástima o passamento do Prof. Antônio Rodrigues de Mello.
Belo trabalho o seu, no Blog São João del Rei, de fazer irradiar dignos exemplos, para que não esqueçamos dos valores que devemos cultuar e dar prosseguimento.

Com os meus melhores cumprimentos, agradeço mais uma vez o envio destes textos e informes.

Patrícia Ferreira dos Santos Silveira
Casa de Cultura - Academia Marianense de Letras

Patrícia Ferreira dos Santos (escritora, mestre e doutora pela USP e pós-doutora pela UFMG em História Social e vice-presidente da Casa de Cultura-Academia Marianense de Letras) disse...

Caro Dr. Francisco,

Realmente, o link anterior não dava acesso ao texto de saudação, cuja leitura agora verdadeiramente saboreio, pela clareza e precisão em inserir o Prof. Rodrigues de Mello em seu contexto - formação sólida, igualmente robusta a sua produção literária e o particular viés moral combinado á fina sátira.

Muitíssimo grata.
Cordiais saudações.

Prof.a Patrícia Ferreira dos Santos Silveira
Casa de Cultura - Academia Marianense de Letras
Rua Frei Durão, 84 - Centro - Mariana - MG

Dr. Aristides Junqueira Alvarenga (advogado são-joanense, filho de Luís de Melo Alvarenga e de Alice Junqueira Alvarenga, fez o curso de humanidades no Seminário de Mariana entre 1953 e 1961, graduado em Direito pela UFMG e pós-graduado pela USP e Procurador Geral da República de 1989 a 1995) disse...

Grato.
Abraço.
Aristides

Prof. Cupertino Santos (professor aposentado da rede paulistana de ensino fundamental) disse...

Caro professor Braga.
Obrigado pela biografia de Antônio Rodrigues de Mello por José Maurício de Carvalho.
Abraço.