Por Farias Brito *
Transcrevemos o ensaio que constitui a seção I da Introdução ao 1º volume de Finalidade do Mundo, Rio de Janeiro: ANL (MEC), 1957, pp. 13 a 19.
O gerente do blog dedica o presente post a José Cimino, presidente da Academia Mantiqueira de Estudos Filosóficos-AMEF, de Barbacena.
I. INTRODUÇÃO pelo gerente do Blog
A Seção I da Introdução do livro Finalidade do Mundo funciona como o manifesto metodológico de Farias Brito, estabelecendo a premissa de que a morte é a única certeza humana. O autor resgata a máxima socrática de que "filosofar é aprender a morrer" para despertar a consciência do leitor para a finitude da existência humana, contrapondo-se à ilusão cotidiana de imortalidade. Na sua exposição do tema, Farias Brito estabelece o tom dramático e existencial de sua filosofia ao abrir com a máxima "filosofar é aprender a morrer".
Farias Brito foi inovador porque ousou ser o único grande pensador brasileiro de sua geração a romper com o cientificismo absoluto, com o positivismo de Augusto Comte, com o evolucionismo de Herbert Spencer e com o materialismo. Antecipou o existencialismo no Brasil, colocando a angústia, a dor, o sofrimento e a inevitabilidade da morte no centro do debate filosófico brasileiro. Além disso, inovou ainda, ao propor que o conhecimento verdadeiro não começa nos objetos externos examinados pelo microscópio, mas sim no estudo rigoroso da própria consciência. Ele foi ainda inovador ao propor o conceito de Filosofia pós-científica: a ideia de que, após as descobertas da ciência, cabe à filosofia intervir para dar a essas descobertas uma direção moral, impedindo que o progresso técnico se transforme em barbárie e egoísmo destrutivo. Foi finalmente um dos primeiros a importar de forma madura o pensamento de Arthur Schopenhauer e a filosofia da intuição de Henri Bergson para o ambiente acadêmico brasileiro, temperando o pessimismo schopenhaueriano com a moralidade espiritual para criar um sistema próprio: o diagnóstico de que o mundo físico é doloroso e serve exatamente como o combustível que nos obriga a buscar a elevação espiritual e ética.
Farias Brito foi inovador porque ousou ser o único grande pensador brasileiro de sua geração a romper com o cientificismo absoluto, com o positivismo de Augusto Comte, com o evolucionismo de Herbert Spencer e com o materialismo. Antecipou o existencialismo no Brasil, colocando a angústia, a dor, o sofrimento e a inevitabilidade da morte no centro do debate filosófico brasileiro. Além disso, inovou ainda, ao propor que o conhecimento verdadeiro não começa nos objetos externos examinados pelo microscópio, mas sim no estudo rigoroso da própria consciência. Ele foi ainda inovador ao propor o conceito de Filosofia pós-científica: a ideia de que, após as descobertas da ciência, cabe à filosofia intervir para dar a essas descobertas uma direção moral, impedindo que o progresso técnico se transforme em barbárie e egoísmo destrutivo. Foi finalmente um dos primeiros a importar de forma madura o pensamento de Arthur Schopenhauer e a filosofia da intuição de Henri Bergson para o ambiente acadêmico brasileiro, temperando o pessimismo schopenhaueriano com a moralidade espiritual para criar um sistema próprio: o diagnóstico de que o mundo físico é doloroso e serve exatamente como o combustível que nos obriga a buscar a elevação espiritual e ética.
II. Seção I da Introdução ao 1º volume do livro FINALIDADE DO MUNDO
Filosofar é aprender a morrer: são palavras de Sócrates. E começando o presente trabalho por esta luminosa ideia do mais puro dos pensadores antigos, não tenho em vista outra cousa, senão tornar desde logo bem patente quanto nos deve preocupar o nada da existência humana. Vivemos todos como se fôssemos imortais. Entretanto a morte é a única solução verdadeira do problema da vida. É assim que nossa atividade se desenrola sob mil formas: pensamos e trabalhamos e nosso pensamento e nosso trabalho constituem uma luta constante, uma reação permanente contra inumeráveis influências externas e internas; mas ao mesmo tempo que vamos pelo esforço de cada dia acumulando elementos para o combate da vida, vamos do mesmo modo caminhando invariavelmente para a morte.
Em nossas relações ordinárias, no exercício comum de nossa atividade, vivemos sempre como se nunca tivéssemos de morrer, consideramos as coisas como se nossa vida tivesse de ser eterna; mas nisto somos vítimas de uma ilusão permanente: e consultando a
experiência, interrogando a realidade brutal que a todos irresistivelmente se impõe, o que há de incontestável sobre a vida é isto: a vida é um combate de que só se pode sair vencido, porque toda a vida termina inevitavelmente na morte.
Neste caso para que viver? Para que vir ao mundo, contemplá-lo um momento e desaparecer na voragem do tempo, sem saber o que somos, nem a que viemos, ignorando a significação de tudo o que nos cerca, desconhecendo o papel que representamos, arrastados pela corrente inexorável da fatalidade, sujeitos à miséria e à dor?
A natureza é maravilhosamente imponente e em sua opulência inesgotável sentimos que se
desdobra com majestade infinita por cima de nossas cabeças: mas tanto maior se revela quanto mais inflexível se mostra, cruel para com os fracos, ilusória contra os fortes, terrível contra todos. O espírito sente-se amesquinhado em contemplá-la. Cada estrela é um sol: cada constelação, um sistema de estrelas. O espaço e o tempo constituem o cenário ilimitado em que se representa o drama universal, o oceano em que se move o mundo; e é pelo atrito passageiro das forças neste oceano eternamente em jogo, que se desenvolve o ser vivo, que nasce o homem; mas unicamente para ser logo em seguida esmagado.
Quando se diz de um corpo que se move: — ele vive —, logo se pode acrescentar: —morrerá. Morte — eis a verdade suprema. Morte — eis a palavra terrível com que facilmente se poderá abater o orgulho dos poderosos do mundo, indo tudo fatalmente terminar na lúgubre sentença: — Vaidade das vaidades, tudo vaidade. ¹ Omne vivum in
pulverem. ²
Além disto, a vida, mesmo libertando-a da morte, será porventura uma coisa desejável, se é que semelhante libertação pode ser imaginada?
Consultemos todos aqueles que vivem, interroguemos todos aqueles que sofrem: ouçamos a linguagem dos leprosos, as queixas da miséria, as blasfêmias do crime. Em que consiste a vida? Ninguém vacilará em reconhecê-lo: viver é ser escravo das necessidades, é
desejar, é sofrer. O primeiro grito da criança que nasce, é um grito de dor; e toda a vida, mesmo a mais risonha e venturosa, é uma tragédia. Todo o gozo é ilusório. É assim que se esforçam todos por conseguir a felicidade; mas a felicidade não é senão um sonho, sendo comprovada a cada instante pela experiência vulgar a palavra de Voltaire, quando afirma: "A dor é que é real", acrescentando em confirmação: "Há oitenta anos a experimento e não sei outra coisa senão resignar-me e dizer que as moscas nasceram para ser comidas pelas aranhas e os homens para ser devorados pelas aflições". ³ Ê o testemunho de um homem que se achava no último período da vida e que, aliás, não pode ser incluído no número dos infelizes, tendo sido mesmo em vida uma das
glórias de sua nação, respeitado e adorado pelos contemporâneos. E todos, se quiserem dizer o que sentem, hão de falar do mesmo modo. O mais insignificante prazer não se consegue sem esforço e para muitos o prazer, fato negativo, não é senão a ausência da dor. E quantas vezes para uma ligeira volúpia de uns não se torna necessária a morte de outros? "Comparai", diz Schopenhauer, "os sofrimentos do animal comido com o prazer do animal que o come". Além disto o prazer passa rapidamente e de sua passagem nada mais fica além de uma recordação muitas vezes dolorosa; e a dor tudo destrói e aniquila. Mille piacer' non vaglion' un tormento, diz Petrarca. ⁴ "Há amargura até no meio da felicidade", diz Hettinger. ⁵ "Toda a biografia é uma
patografia", diz Schopenhauer, cuja tese fundamental pode assim ser formulada: — A vida é sofrimento e a vida humana é a mais dolorosa forma da vida.
É em desenvolvimento dessa tese que ele afirma: "Já, considerando a natureza bruta, temos reconhecido para sua essência íntima o esforço; um esforço contínuo, sem fim, sem repouso; mas na besta e no homem a mesma verdade brilha ainda com mais evidência. Querer, esforçar-se — eis todo o seu ser: é como uma sede inextinguível. Ora, todo o querer tem por princípio uma necessidade, uma falta, logo uma dor." E mais: "Este esforço incessante que constitui o fundo mesmo de todas as formas visíveis revestidas pela vontade, chega por fim no alto da escala de suas manifestações objetivas a achar seu princípio verdadeiro e mais geral: aí com efeito a vontade revela-se a si mesma em um corpo vivo que lhe impõe uma lei de ferro: a de nutri-lo; e o que dá vigor a esta lei é que este corpo é simplesmente a vontade mesma de viver, mas encarnada. Eis por que o homem, a mais perfeita das formas objetivas dessa vontade, é também e em consequência, de todos os seres o mais cheio de necessidades. Todo ele, vontade, esforço, inúmeras necessidades formam a substância mesma que o constitui." É fácil daí deduzir que o homem, de todos os seres o mais perfeito, é ao mesmo tempo e por isto mesmo de todos os seres o mais desgraçado. Primeiro cumpre-lhe tratar da conservação da própria existência, o que só por si importa "cuidados suficientes para encher toda uma vida de homem". Vem depois a necessidade de perpetuar a espécie. E sempre e por toda parte inúmeros perigos. E é assim que, lutando contra as enfermidades, contra a fome e contra a miséria, vencido em tudo, mas lutando sempre, prossegue o homem em sua peregrinação, de olhar vacilante, abandonado a si mesmo. Só no mundo, "incerto de tudo, exceto de suas necessidades e de sua escravidão". ⁶ E no meio de que trevas, de que perigos não passa esse pouco que nos é concedido de vida! — admira Lucrécio. ⁷
Eis como Schopenhauer nos descreve em resumo o quadro de vida: "O mundo humano é o reinado do acaso e do erro que aí governam tudo, as grandes e as pequenas cousas; ao lado deles, de látego na mão, marcham a tolice e a malícia; também se vê que tudo o que é bom tem dificuldade em vir à luz, que nada de nobre, nem de sábio chega a manifestar-se senão mui raramente; que ao contrário o inepto e o absurdo em fato de pensamento, o vulgar, o sem gosto em fato de arte, o mal e a perfídia em matéria de conduta, dominam sem ser repelidos senão momentaneamente. Em tudo o excelente ficar reduzido ao estado de exceção, de caso isolado, perdido em milhões de outros e se algumas vezes chega a revelar-se em alguma obra de duração, mais tarde, quando esta obra sobrevive aos rancores dos contemporâneos, fica solitária, igual a uma pedra do céu, que se conserva à parte, como um fragmento destacado de um mundo submetido a uma ordem diferente. ⁸
III. NOTAS EXPLICATIVAS
¹ Livro do Eclesiastes, 1, 2. (Nota do gerente do blog)
² Idem, 3, 20 e 12, 7. A frase "Omne vivum in pulverem" (que se traduz como "tudo o que é vivo retorna ao pó") não aparece exatamente com essas palavras em latim no texto bíblico. Ela é uma síntese filosófica posterior, muito associada a Farias Brito. (Nota do gerente do blog)
³ "Le bonheur n'est qu'un rêve, et la douleur est réelle ; il y a quatre-vingts ans que je l'éprouve. Je n'y sais autre chose que me résigner, et me dire que les mouches sont nées pour être mangées par les araignées, et les hommes pour être dévorés par les chagrins." (frase extraída da correspondência de Voltaire, especificamente da carta 9067, escrita em 1774). Acredita-se que ela tenha sido apropriada por Schopenhauer em sua obra-prima O Mundo como Vontade e Representação (no capítulo XLVI dos Suplementos) e então tenha chegado a Farias Brito, que vai utilizá-la para demolir conceitualmente o otimismo científico que dominava o final do século XIX e início do XX, época em que o cenário intelectual brasileiro era profundamente moldado pelo positivismo e pelo cientificismo materialista, que prometiam que a ciência, a técnica e a evolução biológica linear trariam a emancipação e a felicidade plena à humanidade, conceitos que chamava de um "entusiasmo ingênuo". (Nota do gerente do blog)
⁴ De novo, Farias Brito transcreveu o verso de Petrarca constante do Soneto 231 do Canzoniere, que tinha sido usado por Schopenhauer para fundamentar seu pessimismo, provando que a dor tem um peso existencial muito maior do que a alegria. O contexto usado por Petrarca no soneto foi outro: ali ele refletia sobre sua própria sina amorosa em relação à sua musa Laura. Ele expressa que, embora outros amantes pudessem parecer ter mais sorte no amor, as dores e tormentos que ele próprio enfrentava por sua paixão eram tão intensos que nenhuma quantidade de prazeres mundanos poderia compensá-los. (Nota do gerente do blog)
⁵ Franz Hettinger foi um pensador cristão famoso que escreveu essa frase em sua célebre obra de teologia e apologética Apologia do Cristianismo. Farias Brito a utiliza lado a lado com a afirmação de Schopenhauer ("Toda biografia é uma patografia"), construindo um "mosaico do pessimismo" para provar que tanto pensadores cristãos profundos (como Hettinger) quanto ateus convictos (como Schopenhauer) concordavam que a existência terrena é marcada pela dor e pela insatisfação crônica. (Nota do gerente do blog)
⁶ SCHOPENHAUER. O mundo como vontade e como representação, liv. 4 § 57.
⁷ Lucrécio escreveu essa célebre passagem em sua única e mais famosa obra: o poema filosófico De Rerum Natura (conhecido em português como Sobre a Natureza das Coisas). Seus versos originais em latim encontram-se no Livro II (versos 15-16): "Qualibus in tenebris vitae quantisque periclis/ degitur hoc aevi quodcumque est!" (Nota do gerente do blog)
² Idem, 3, 20 e 12, 7. A frase "Omne vivum in pulverem" (que se traduz como "tudo o que é vivo retorna ao pó") não aparece exatamente com essas palavras em latim no texto bíblico. Ela é uma síntese filosófica posterior, muito associada a Farias Brito. (Nota do gerente do blog)
³ "Le bonheur n'est qu'un rêve, et la douleur est réelle ; il y a quatre-vingts ans que je l'éprouve. Je n'y sais autre chose que me résigner, et me dire que les mouches sont nées pour être mangées par les araignées, et les hommes pour être dévorés par les chagrins." (frase extraída da correspondência de Voltaire, especificamente da carta 9067, escrita em 1774). Acredita-se que ela tenha sido apropriada por Schopenhauer em sua obra-prima O Mundo como Vontade e Representação (no capítulo XLVI dos Suplementos) e então tenha chegado a Farias Brito, que vai utilizá-la para demolir conceitualmente o otimismo científico que dominava o final do século XIX e início do XX, época em que o cenário intelectual brasileiro era profundamente moldado pelo positivismo e pelo cientificismo materialista, que prometiam que a ciência, a técnica e a evolução biológica linear trariam a emancipação e a felicidade plena à humanidade, conceitos que chamava de um "entusiasmo ingênuo". (Nota do gerente do blog)
⁴ De novo, Farias Brito transcreveu o verso de Petrarca constante do Soneto 231 do Canzoniere, que tinha sido usado por Schopenhauer para fundamentar seu pessimismo, provando que a dor tem um peso existencial muito maior do que a alegria. O contexto usado por Petrarca no soneto foi outro: ali ele refletia sobre sua própria sina amorosa em relação à sua musa Laura. Ele expressa que, embora outros amantes pudessem parecer ter mais sorte no amor, as dores e tormentos que ele próprio enfrentava por sua paixão eram tão intensos que nenhuma quantidade de prazeres mundanos poderia compensá-los. (Nota do gerente do blog)
⁵ Franz Hettinger foi um pensador cristão famoso que escreveu essa frase em sua célebre obra de teologia e apologética Apologia do Cristianismo. Farias Brito a utiliza lado a lado com a afirmação de Schopenhauer ("Toda biografia é uma patografia"), construindo um "mosaico do pessimismo" para provar que tanto pensadores cristãos profundos (como Hettinger) quanto ateus convictos (como Schopenhauer) concordavam que a existência terrena é marcada pela dor e pela insatisfação crônica. (Nota do gerente do blog)
⁶ SCHOPENHAUER. O mundo como vontade e como representação, liv. 4 § 57.
⁷ Lucrécio escreveu essa célebre passagem em sua única e mais famosa obra: o poema filosófico De Rerum Natura (conhecido em português como Sobre a Natureza das Coisas). Seus versos originais em latim encontram-se no Livro II (versos 15-16): "Qualibus in tenebris vitae quantisque periclis/ degitur hoc aevi quodcumque est!" (Nota do gerente do blog)
⁸ SCHOPENHAUER. Ob. cit., liv. 4 § 59.
* Escritor e filósofo brasileiro, sendo considerado como um dos maiores nomes do pensamento filosófico do país e autor de uma das mais completas obras filosóficas produzidas originalmente no Brasil, voltada à metafísica tradicional, de caráter espiritualista. Francisco Elias de Tejada o aponta como "o maior pensador político do primeiro século do Brasil independente" e sua obra como "o ponto de partida para uma interpretação do nacionalismo brasileiro". Para Plínio Salgado, Farias Brito foi uma das influências mais importantes do integralismo brasileiro. Vitorino Félix Sanson argumenta que Brito professava o estoicismo: "estóicos são os seus conceitos de Filosofia e de Metafísica, a sua metafísica da natureza e do homem, a sua demonstração da existência de Deus, a sua concepção da essência divina e da religião". Jackson de Figueiredo, seu maior discípulo, dizia que Brito foi um grande crente que em toda a vida ignorou o seu próprio cristianismo íntimo.




Um comentário:
Francisco José dos Santos Braga (compositor, pianista, escritor, tradutor, gerente do Blog do Braga e do Blog de São João del-Rei) disse...
Prezad@,
Seja bem-vindo a mais um espaço de reflexão no blog.
Hoje o Blog de São João del-Rei inicia a publicação de trechos de uma das obras mais profundas e instigantes da filosofia brasileira a começar pelo livro FINALIDADE DO MUNDO, escrito pelo pensador cearense FARIAS BRITO.
O blog está enviando-lhe a íntegra da seção I da Introdução ao 1º volume (de um conjunto de 3), com os votos de real aproveitamento do seu conteúdo por parte de você, leitor(a).
Neste post inicial, Farias Brito estabelece as bases de seu pensamento, questionando o papel da Filosofia diante das angústias universais da alma humana e a necessidade de se encontrar uma direção espiritual e intelectual para o mundo moderno.
Link: https://saojoaodel-rei.blogspot.com/2026/09/a-consciencia-da-morte-como-pontape-da.html
Cordial abraço,
Francisco Braga
Gerente do Blog de São João del-Rei
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