segunda-feira, 21 de abril de 2014

Algumas anotações sobre o MONSENHOR GUSTAVO ERNESTO COELHO, Pároco da Matriz de Nossa Senhora do Pilar de 1902 a 1924 principalmente

Por Evandro de Almeida Coelho

Monsenhor Gustavo Ernesto Coelho (1853-1924)

Francisco Inácio Botelho, português nascido na vila Covilhã, concelho de Covilhã, distrito de Castelo Branco, em 02/02/1734, filho de Francisco José Botelho e Theresa Maria Joanna, emigrou para o Brasil e se casou em 16/09/1750 com Maria Theresa de Araújo Menezes, na capela de São Gonçalo, Campanha do Rio Verde. Francisco Inácio faleceu em 04/08/1796 deixando testamento feito em Lavras do Funil, freguesia de Santa Ana, onde declara seus cinco filhos legítimos e uma filha natural "das desordens da mocidade" na vila do Serro Frio, com Arcângela, sobrinha de Pascoinha, chamada Marcelina, casada com João Felis da Silva. São legítimos filhos: 1º) Antonia Violante do Espírito Santo, batizada em 19/05/1768, que se casou com Manoel Joaquim da Costa Vale. Faleceu a 20/09/1790. Teve três filhos: Bernarda, nascida em 1789; Maria Tereza, gêmea de Bernarda; Genoveva Joaquina, de 1790; 2º) Mariana Tereza, de 1769; 3º) Francisco José de Araújo, de 1771; 4º) Tomé Inácio Botelho, de 1773, casado com Emerenciana Constância de Andrade, pais de Fidelis Inácio Botelho, de 1796, filho natural de Tereza Amada de Jesus; de Maria Altina de Oliveira, de 1823, que se casou em 1843 com Francisco Joaquim Coelho (filho de José Joaquim Coelho e Ana Rita de Jesus), sendo que tiveram 4 filhos, a saber:
a) João Ernesto, pai de Dr. José, professor em Itajubá; Dr. Joaquim, médico; Dr. Antônio, engenheiro; João e Sebastião, farmacêuticos; Dr. Djalma, médico; Dr. Geraldo, advogado.
b) Joaquim Ernesto Coelho Júnior
c) José Ernesto Coelho
Em segundas núpcias, Francisco Joaquim Coelho casou-se com Ana Joaquina de Oliveira Melo, tendo com esta os seguintes filhos: Francisco Ernesto e Augusta Ernestina Coelho. Legitimou Adelaide Ernestina e Francisco Joaquim, o "Chico Ourives";
5º) João Batista Botelho, de 1776.
Filha de Fidelis, Maria Altina faleceu em 1880 e teve com Francisco Joaquim onze filhos, que são:
1- Fidelis, nascido em Lavras, em 1845;
2- João Ernesto Coelho, de 1846;
3- Francisca, de 1848;
4- Maria das Dores do Bonfim, de 1851;
5- Pe. Gustavo Ernesto Coelho, de 1853;
6- Umbelina, de 1855;
7- Augusto Ernesto Coelho, de 1856;
8- Antonio Leôncio Coelho, de 1858;
9- Gabriela Amélia de Bonfim, de 1863;
10- Emerenciana Augusta Coelho, de 1865;
11- Francisco Joaquim Coelho Júnior, de 1867.
Francisco Joaquim casou-se em segundas núpcias com Maria Luisa do Bonfim, viúva de Guilherme Tel Gonzaga, em 1886. O registro de casamento os dá como "minimamente pobres e carregados de filhos, vivendo em concubinato de 4 anos, de que tiveram três filhos, apenas um ainda vivo". Filhos: Mariana, Josefina e Sofia.
Pe. Gustavo foi ordenado em Mariana por Dom Antônio Maria Correa de Sá e Benevides a 11 de abril de 1880. Cursou as primeiras letras na aula pública de latim e francês com o professor Luciano Brasileiro, em Lavras. Matriculou-se no seminário em 1873. De 1881 a 1883 fundou e dirigiu o Colégio Coração de Jesus em Lavras, sua terra natal. Nomeado vigário de Nazareth (hoje Nazareno), exerceu o cargo de 1884 a 1888. Logo depois, de 1888 a 1891 foi designado para Canna Verde, de Lavras, município atual de Campo Bello, a 15 km de Perdões. Passou também por Macaia, entre Lavras e Aureliano Mourão, chegando a São João del-Rei para dirigir e lecionar na escola mantida pela Câmara Municipal. Cooperou com a paróquia do Pilar, sendo vigário o Cônego Francisco de Paula da Rocha Nunan. Na escola municipal lecionou latim e francês. Como professor, foi mestre no Colégio Maciel, de João Batista Maciel, no Largo da Câmara, onde regeu aulas de geografia, português e filosofia, e no Externato São José, do mesmo diretor. Exerceu as aulas de latim, francês e linguagem na Escola João dos Santos, mantida pelo Visconde de Ibituruna, em um sobrado já demolido no Largo da Prainha, hoje praça Dr. Antônio Viegas.
Transcrevemos um ofício da Secretaria da Câmara Municipal em 10 de novembro de 1986: 
"Ilmo. Sr.
De ordem do Sr. Ten Cel Dr. Eloy dos Reis e Silva, Vice-Presidente em exercício e Agente Executivo Municipal, comunico-vos, para os devidos effeitos que, por acto de hoje do exmo. sr. Dr. Vice-Presidente, foi marcado o dia 16 do corrente para se proceder aos exames da aula municipal sob a vossa sabia regencia, e que nomeou examinadores os srs. Aureliano C. Perª Pimentel, Pe. João Perª Pimentel e sr. Paulo Teixeira. O acto terá começo ao meio dia.
Saúde e fraternidade
Ilmo. Revmº snr. Pe. Gustavo E. Coelho
MD professor da aula municipal de Latim e Francês
O secrº João B. de Assis Viegas."
Temos cópia manuscrita de um recibo de 200$000 dizendo:
"Recebi do Sr. thesoureiro da Camara Municipal a quantia de duzentos mil reis por conta de meus vencimentos que, como professor de latim e francez tenho de haver da mesma Câmara.
São João del-Rei, 4 de maio de 1903
Pe. Gustavo Ernesto Coelho."
Ele não se descuidou dos serviços eclesiásticos, como lemos na correspondência abaixo:
"Ilmo. e Revmº Snr.
A meza administrativa da Veneravel Ordem 3ª de Nossa Senhora do Monte do Carmo d' esta cidade cabe o immenso prazer de communicar a V. Revmª que sob proposta sua e unanime approvação do Definitório foi V. Revmª escolhido para commissario dessa V. O.
Com todos os Carmelitas a Meza administrativa congratula-se pela acquisição que acaba de fazer, pois V. Revmª pela sua elevada illustração e virtudes vem prestar a nossa V. O. grandes serviços.
Deus guarde a V. Revmª.
Ilmo. e Revmº Snr. Pe. Gustavo Ernesto Coelho, Mtº D. Comissário da V. O. 3ª de Nossa Senhora do Carmo de S. João d' El-Rei aos 14 de outubro de 1895.
O vice-comissario, Pe. João José dos Passos e Silva
O sub-prior Antonio Roiz de Mello
O secretario Dr. José Moreira Bastos
O Thezoureiro José Roiz da Costa 
O procurador Francisco Isidro Rios."
Temos um atestado e certidão no teor seguinte: 
"Padre João Pereira Pimentel, pro-Vigário foraneo da Camara ecclesiastica do Rio das Mortes e pro-Parocho da freguezia de N. Senhora do Pilar de S. João d' El Rei
Attesto e certifico que o Revmº Snr. Pe. Gustavo Ernesto Coelho, sacerdote approvado neste Bispado e residente nesta freguezia, é maior de vinte e um annos, pela razão clara e obvia de que ninguém pode ser ordenado sem a idade canonica de vinte e quatro annos completos ou sem dispensa pontifícia que nunca excede a vinte e dous annos e meio. Quanto à moralidade do mesmo Sacerdote, a opinião publica, melhor do que o parocho, o proclama um Sacerdote exemplar.
Ita in fide parochi
S. João d' El Rei, 30 de julho de 1894
(selado com 200 réis)
Pe. João Pereira Pimentel."
Uma carta de Macahuba, de 13 de maio de 1902 dirigida ao Pe. Gustavo, diz que soube do falecimento do Pe. Pimentel pelo Jornal do Brazil, e comunica ter "dito missa pela alma delle, coitado. Se ouvisse a gente talvez não morresse tão depressa. Em poder dele está um tubo de guardar Santos Oleos. É obra nacional feita em Cattas Altas; é de prata, sem marcas e de encaixe, tendo em cada vaso as letras I. P. C. O tubo de prata está dentro de outro de folha de Flandres. Peço-lhe o favor de procurar isso para mim, pois lhe tenho muito amor por te-lo desde o ano de mª ordenação. Estão também com ele muitas folhas de sermão em francez (supplemento do Ami du clergé)... A morte do vigario parece-me uma mentira. Apesar do jornal não dizer o dia da morte, creio que foi no dia 9, e se foi, q. coincidencia. O Castro morreu a 27 de maio, 6ª feira depois da Ascenção e o Pimentel idem, isto é, 9 de maio, 6ª feira, depois do dito dia. Quem será o vigário de S. João? Se o Pe. Gustavo quizesse e na falta d' este o Pe. Julio, que felicidade para S. João. Emfim ha de ser o que Deus quizer e o povo merecer.
... reze por mim.
Muitas lembranças e visitas ao nosso Pe. Julio e ao Leoncio e a todos de sua casa.
Vou indo sem novidade.
(Pe.) Candido (de Alvarenga)
P.S. O ... Vig. Pimentel deixou 20 missas por celebrar as quais lhe foram encomendadas por Estanislau Bernardes de Castro Vinhas, do Corrego do Campo, Dores da Boa Esperança. Já foram celebradas e enviei a certidão ao tal senhor. Se houver alguma reclamação a respeito ou coisa que o valha, pode certificar que as 20 missas por alma de José e Domitildes já estão ditas e recebidas as esportulas. 
Vale."
A família do Monsenhor Gustavo era de gente pobre, como vimos na referência a Francisco Joaquim. E o monsenhor sempre teve carinho especial com os menos favorecidos. Há um bilhete datado de Lavras, 27 de dezembro de 1905 dizendo: "Muito estimarei que o Sr. esteja passando bem, a todos de casa os ... lanço abenção. Pesso-lhe que me mande 2 camisas de riscado 2 ceroulas 1chapeu ordinário preto e um pano de americano para faser 2 lençoes. e no mais a Deus.lembranças a todos e muita saudade. Seu pae e amigo
F.J. Coelho." (há uma anotação de ter enviado o pedido.)

Há outra carta de 1894, um bilhete avisando a chegada do Dr. Salles, no dia 8, que irá procurar o Tonico (Antonio Leôncio) e a Sophia. Pede para dizer a data do exame (?) e acrescenta que o Pe. Malaquias pede que lhe mandem 4 papéis de purpurina cor de ouro. A carta é de Lavras.

De Macaia, o mesmo roga ao Pe. Gustavo "que peça ao Tonico, sem muita demora, para trazer remédios tendentes a congestões de cabeça, porque todo mal dela vem por essa razão, e vosmecê estude seriamente isto que lhe digo. Se ainda esta carta chegar a tempo, não mande mais o remédio que pedi. Espero sua resposta sem demora. Empenhe com a Sophia para o Tonico vir sem demora." (etc.).

A falta de recursos da família e a falta de saúde podem ser comprovadas pela carta de 6 de setembro, sem ano, dizendo:
"Snr. Padre
Estimo q. encontre com saude e todos de caza Tunico e como vai ele meu Pai e familia i ao Augusto, Zica a poucos dias esteve com Maria...
nos estamos aqui em Sabara na Terra da fome e da mizeria lugar triste i muito feio e pobre...
Zeca foi chamado para aqui mais padaria quebrada i sem dinheiro.
recibi a esmola que mi deu o Padre Lica do snr. Luciano Brasileiro que mi mandou que Deus hade ajudar i nossa senhora...
que foi tudo para remedios para Antonio que teve doente a Dois mezes com um tumor aogra q. esta fechando. Aqui em Sabará muitas saudades do zeca para todos parentes i as minhas para todos.
Snr Padre 
Mi mande uma esmolla ¹ que estou ainda muito pobre i muito ruim de um olho esquerdo que perciso de mi tratar si não perco o olho que tomou todo
si tiver de mi mandar mi mande, em nome do meu compadre q. é padrinho de Antonio. Mi mande uma esmola que deus hade ajudar elle chama Adolfo Monteiro de Castro sua irmã chamada ..." (Na relação dos filhos de Francisco Joaquim é a Emerenciana, nº 10).

Em 1891, seu irmão Antonio Leôncio desistiu da carreira eclesiástica no seminário de Mariana e se tornou professor também de latim, francês e linguagem na Escola da Câmara Municipal. Casou-se em 1892 com Sophia Ernestina, filha de João Ignacio Coelho e Maria Balbina Teixeira Coelho. Eram filhos do casal, além de Sophia, Carlos Augusto, José Inácio, João Inácio Filho, Francisco Inácio, Maria das Dores, Ambrosina, Aurea e Amélia. As famílias têm duas com nome Sophia.

De Antonio Leôncio e Sophia nasceram Maria José da Conceição, Euthalia das Dores Coelho Carneiro, José Leôncio Coelho (o secretário e acólito preferido do tio Monsenhor) e Antonio José Coelho dos Reis.

Antonio Leôncio era habilidoso nos trabalhos de paciência. Quando o relógio da Matriz veio da Holanda, frei Patrício, também habilidoso, o chamou como primeiro ajudante. O frade traduzia do holandês para o francês ou português e o relógio foi sendo montado até a inauguração, dia 13 de dezembro de 1905. Máquina centenária!

Foi Juiz de Paz na cidade, chegando a ocupar o cargo de Juiz de Direito quando não havia titular. Casamentos religiosos e civis eram marcados no sobrado da rua Santo Antônio. De vez em quando o monsenhor usava a manguara (bengala comprida) na cabeça de quem não esperava a data de casamento para começar a família!

Em 17 de julho de 1907 foi fundada a Associação Católica Operária, com 14 fundadores na primeira Ata. Em 1908 foi fundada a União Popular, que depois criou o Albergue Santo Antônio, casa dos idosos. Em 1915 criou um Clube Dramático e criou em 1923 um liceu de artes e ofícios.

Em 26/01/1909 foi inaugurado no teatrinho do Convento dos franciscanos o Clube Dramático da Associação Católica Operária. Este clube da Associação promoveu outro espetáculo a 18/04/1909. Houve um concerto organizado pelo frei Cirilo, com os músicos da cidade. A 06/11/1910, o livro do Guerra sobre teatro, circo, anotações fala do 5º grande espetáculo, sem mais notícias. A 21/05/1911, fala de uma récita mensal do Clube da União Popular para atender os gastos com os melhoramentos no teatrinho dos franciscanos. Os ingressos subiram de 1$000 (um mil réis) para 1$500 (um mil réis e quinhentos réis). A 16/05/1914 houve a récita do Clube Dramático da União Popular com uma comédia em três atos. A 05/01/1915, este Clube encenou "A morgadinha de Valflor", da autoria de Pinheiro Chagas, reprisada no dia 16. No dia 12 p.p. haviam encenado "Leonardo, o pescador". A 18/04/1915 o Clube encenou o drama "A filha do mar". No dia 02/06/1915 foi a vez do drama em 5 atos, "O beijo do Judas" ser apresentado. Mais um drama em 5 atos foi levado ao palco em 11/08/1915: "O conde de São Germano". Apareceu uma comédia em 07/09/1915, em apenas um ato: "Guerra aos Nunes". No dia 18/10/1915 foi a encenação da peça teatral "A filha do saltimbanco", em 3 atos, repetida dia 04/11 em benefício de Licarião Diógenes, diretor de cena do Clube. Em 09/12/1915 foi a vez da revista local em 3 atos, de Tancredo Braga, "Terra Ideal", reprisada a 16, novamente a 23 e a 30, com tal sucesso que voltou a 07/01/1916 e a 10/01/1916. Outra revista local "Fitas e Discos", com 42 números de músicas, organizada por Licarião Diógenes, aconteceu em 25/04/1916, reprisada por duas vezes dia 28 e dia 8 de maio.

Nova diretoria do Clube União Popular a 14/05/1916, sendo eleito presidente Frei Cândido. No dia 02/06/1916 foi encenada a revista local "Terra Ideal", sendo repetida em nove datas posteriores. Em 05/07/1916, foi novamente encenada a revista "Fitas e Discos", já citada antes. Em 20/09/1916 foi a vez de apresentar a comédia "A mina de Tiradentes", em um ato, de Tancredo Braga. A comédia "A sopa no mel" foi ao palco em 14/12/1916. Enorme sucesso foi a revista portuguesa "Tim Tim por Tim Tim", com os grupos do Clube União Popular e do Clube Arthur Azevedo, fundado em 1915 por outro grupo de teatrólogos, sendo apresentada oito vezes. No dia 03/03/1917, em benefício do ensaiador do Clube União Licarião Diógenes, foi apresentada a zarzuela "Rosas de Nossa Senhora". Com todos os atores calouros no palco, foi apresentada novamente a revista musical "Tim Tim por Tim Tim", apoiada e incentivada pelos veteranos, a 22/04/1917, em benefício do Albergue Santos Antônio. A 22/11/1918 foram reiniciadas as sessões de cinema, 3 vezes por semana, interrompidas pela gripe espanhola. Quase um ano depois, em 29/01/1918, representaram a comédia "Povincianos em Lisboa", de Rangel Lima, em três atos. No dia 18/03/1918 foi apresentada a revista "Meu boi fugiu", do médico famoso, Dr. Ribeiro da Silva e Oscar Gamboa. A linda poesia "Jerusalém"foi interpretada pela amadora do Clube União, Srta. Alcídia Parizzi, reprisada a 18 e 22 de março, 12 e 20 de abril, 29 de maio e 7 de junho. No livro do Guerra não encontrei outras referências ao Clube Teatral União Popular.

O cinema Capitólio, dos Irmãos Faleiro, teve inauguração apenas em 16 de junho de 1929. A luz elétrica foi inaugurada a 6 de julho de 1900.

"Ação Social": jornal de 07/03/1915 a 1925

Na folha "Subsídios para a formação do 'Livro do Clero marianense'", o monsenhor Gustavo acrescentou às suas atividades eclesiásticas o seguinte recado: "Redator da folha "Ação Social", cujo programma é o proprio título, com o fim de divulgar o ensino de Leão XIII, de Pio X, Bento XV...". No texto da publicação podemos ler: (...) "cujo alvo é trabalhar na realização dos princípios de sociologia cristã e defesa das classes operárias."
A tipografia do jornal ficava na casa anexa à capela de Santo Antônio, lado direito, junto da sacristia. Vários tipógrafos compositores aprenderam lá seu ofício e, fechado o jornal pelo vigário Fernandez e o bispo Helvécio, trabalharam nas Typographias da Casa Assis, da Estamparia e Graphica Castelo, e na Typographia Progresso, na Avenida, perto da Loja Maçônica. Como o jornal era baseado nas encíclicas "Rerum Novarum" e "Immortale Dei" de Leão XIII, não interessava ao vigário novo, que foi personagem importante e eminente na Ação Integralista, fascista. Também não interessou ao bispo, que não permitiu a Ação Católica de Pio XI em sua diocese. Venderam a typographia e seus pertences a preço de liquidação.

A Biblioteca Municipal Batista Caetano de Almeida tem a coleção digitalizada do jornal, bastando ao pesquisador procurar por "Jornal Ação Social".

Não tenho registro de datas, mas um folheto para divulgação que diz:
Patrimonio da Família
Sociedade de auxilios mútuos
São João D' El Rey - Minas
Vantagens que a sociedade offerece aos socios e demais pessoas que quizerem inscrever-se:
A pessoa que introduzir 5 socios em um grupo, será socia desse grupo sem pagar a joia.
Ao socio remido que angariar para seu grupo, ou grupo superior ao seu, novo socio, serão creditadas 4 quotas de fallecimento, por conta das quotas da sua remissão, sendo que do grupo z = 2 quotas.
Ao socio não remido que angariar novo socio serão creditadas 4 quotas de fallecimento, do grupo e se for do grupo z = 2 quotas.
À pessoa que se inscrever por si na séde social, serão creditadas 1 quotas de fallecimento do grupo em que se inscrever; se for no grupo z - 1 quota.
Joias de 50$, 100$, 200$, ou 300$ em 2 prestações.
Quota de fallecimento de 3$, 6$, 12$ ou 45$000.
Peculios de 5-10-10 e 30 contos.
Premios: annual de 1-2-4 ou 5 contos.
Primeiros 150 socios remidos como fundadores, e 10 por sorteios cada 100 novos socios inscriptos.
Diretoria e Conselho:
Monsenhor Gustavo Ernesto Coelho
Dr. José Maria Ferreira
Major Antonio Reis
Dr. Eloy Reis
Dr. Odilon de Andrade
Dr. J. D. Leite de Castro
Dr. Viviano Caldas
Major Francisco José Affonso
Coronel Affonso Pimentel
Marjor Alberto Magalhães
Major João Viegas

Atividade pastoral como vigário forâneo

N.J.M.J.
Meu bondoso amº Monsenhor Gustavo
Pacem et salutem.
Enviando a V. Excia. os meus sinceros muit cordiaes parabens pela alta dignidade de que acabais de ser investido, faço ardentissimos votos aos céos para prosperidade de V. Excia. e maior gloria para a Egreja de Deus.
Infelizmente sou forçado a communicar a V. Excia. tristissimo facto que acaba de presenciar o povoado do "Bichinho", filial desta parochia. Fui convidade e com insistencia, embora houvesse grande relutancia da minha parte, como posso provar, para pregar ante-hontem, domingo, o sermão relativo ao encerramento do Mez de Maria; mandei, para este fim, uma pessoa de confiança à casa do Vigº Firmino Sardon, pedir-lhe licença (sei e estou certo que não há necessidade de tal licença), cortesia e muita distincção para com o Vigº da minha parte. Negou-a terminantemente, despedindo-se do meu emissario com palavras grosseiras, alheias ao caridoso ministro do Senhor e mostrando-lhe, além de tudo, a porta da rua; é duro!
Fui, de conformidade com a responsabilidade que tinha para por em execução o meu mandato; lá chegando, soube que o Vigº Firmino insistia em não consentir que eu pregasse; ao seu lado achavam-se as pessoas mais distinctas da cidade de Prados, como sejam: Dr. Juiz de Direito, Juiz Municipal, Promotor Público, Tabellião, Professor da Musica e etc., etc., pedindo-lhe acceder ao desejo dos festeiros para que eu fizesse o sermão, porque tinham chegado ali para esse fim; terminantemente não consinto, era a resposta do Vigario; seja tudo pelo amor de Deus!!!
Tendo se aproximado a hora do sermão, me apresentei na sacristia a fim de realisar o meu compromisso; mais uma vez, e com delicadeza, dirigi-me ao Vigº dizendo-lhe que ia pregar; de prompto e com máo humor respondeu-me: não pode, não pode...
Perguntei-lhe, qual a razão, Snr. Pe? Não pode, não pode, era aunica cousa que dizia...
Não violo os seus direitos parochiaes: Não pode, não pode, já disse.
É uma picardia da sua parte!!! Não pode...
Neste interim o povo amotinou-se e quiz tomar alguma disforra; não consenti, pedindo-lhe até pelo amor de Deus que deixasse o Vigº em paz, quando este retirou-se, sem fazer a procissão.
É o que tenho para levar ao conhecimento de V. Excia. como nosso dignissimo Vigario Foraneo, podendo fazer d'esta o cazo que vos approuver.
Em vosso Memento peço-vos lembreis do
Pobre Pe.
Fonseca
Tiradentes, 27 de junho de 1911

Atividade pastoral - vigário

Cintra - 2 dez 1906 - Carta do Dr. Alfredo Russel para a Ordem 3ª de S. Francisco sobre a imagem do Senhor Morto ter sido desembarcada e já remetida para São João del-Rei. Não teve oportunidade de vê-la, mas espera que agrade. Subscritores assinaram 900$000, sendo 200$000 do sr. Alfredo Russel.

24 nov 1909 - Dom Silvério depositou no novo altar da capela da Santa Casa relíquias dos mártires Pio e Mauro, redigindo ele mesmo uma ata em latim para também ser colocada no altar. Havia 12 sacerdotes presentes.

1921 - Fundou a Associação "Obra dos Tabernáculos", redigindo os estatutos que foram aprovados pelo Monsenhor Horta, vigário-geral de Mariana.

1913 - Mesários das Mercês alteraram o itinerário da procissão, quebrando o combinado. Monsenhor Gustavo e os acólitos foram para a igreja das Mercês e o restante da procissão foi para a igreja do Carmo. Os jornais da cidade comentaram que o Vigário atual não repetiu o antecessor, Pe. Luíz José Dias Custódio, que fez valer o direito com arma de fogo e polícia.

Atrito com a Ordem Terceira de São Francisco - carta da Ordem

Ilmo. e Revmo. Sr. Vigário Pe Gustavo Ernesto Coelho e Frei Patrício Meyer

Accusamos recebido o seu officio de hontem datado, e, respondendo-o lamentamos que V. Revmas que, sem duvida, não desconhecem a autonomia das Ordens Terceiras e as attribuições amplas e independentes das respectivas mesas administrativas, tenham comprehendido que seja violencia um acto legal de poder competente como foi o desta mesa, mandando, a bem de sua igreja e a bem do publico em geral, abrir o chamado jardim da frente do adro com o recuo do gradil, que o fechava para junto da escadaria de entrada, tanto mais vindo a mesa com seu acto ao encontro de deliberação identica tomada pela Mesa conjunta, expressamente reunida para esse fim. Permittirão, portanto, V. Revmas. que não obstante o alto acatamento pessoal que nos merecem, assignalemos o engano em que laboraram por não estarmos de accordo com o protesto que nos trouxeram, visto como estamos certos não ter-se dado nenhuma violação das leis ecclesiasticas que, não só respeitamos como zelamos também no exercício do mandato em que nos achamos.
Acto pura e simplesmente administrativo, como foi esse, nos parecia, que só a esta Mesa competia resolver sobre elle e executa-lo como ela o faz.
Deus guarde a V. Revmas. Vigario Pe. Gustavo Ernesto Coelho, parocho Frei Patricio Meyer, comissario.
O secretario Carlos Alberto da Cunha, o syndico Samuel Soares d' Almeida
O procurador geral Alfredo Luiz Ratton

Sobre o assunto da grade há carta de Mariana, 5 de janeiro de 1906:

Ilmo. e Revmo. Sr. Vigario Gustavo Ernesto
Como a Mesa Administrativa da Ordem Terceira de S. Francisco de Assis dessa cidade continua a recorrer ao Exmo. e Revmo. Sr. Bispo diocesano para prosseguir os trabalhos de fechamento do adro daquella egreja, S. Ex. Revma. desejando que é conveniente, e ate de necessidade que a Mesa prossiga os trabalhos iniciados, contanto que cerque ao menos com ligeiro gradil, ou algum signal, todo o terrenos, cujos muros foram abatidos, de maneira que denote perpetuamente a posse da irmandade sobre os ditos terrenos, pois ficaria onerada a consciencia daquelles que concorreram para a demolição dos muros se a irmandade viesse a perder a posse do seu patrimonio.
Com toda a estima e consideração, prezo-me de ser
De V. Revma.
Attº e obdo. amigo eterno
Monsenhor Conego José Silverio Horta
Secretario do Bispado

Faleceu a 20 de agosto de 1924, foi sepultado, como desejou, na igreja mais pobre da paróquia, a de São Gonçalo Garcia. Está na sacristia direita, sob uma pedra de mármore onde se escreveu: "In diebus suis placuit Deus". Traduzindo ao português: Nos seus dias agradou a Deus. O povo que o visita em Finados traduziu "diebus" por "diabos", ajuda recebida para fazer os remédios fitoterápicos, de base vegetal, e homeopatias.
Pe Gustavo comprou a chácara ao lado da Capela de Santo Antônio em 1903, casa que nos parece ter sido contada entre os "fogos" na elevação a vila em 1713. A rua de Santo Antonio era parte de um eixo urbano que se prolongava pela Rua Direita, rua do Carmo (quase fechada com a construção da torre da igreja do Carmo), largo da Prainha, rua do Barro Vermelho, estendendo-se para as lavras do Ribeirão de São Francisco e a Vila de São José del Rei.
Foi redigida uma "publica forma" para legalização da compra. A escritura se refere ao ano de 1802, reino de Portugal. O documento é interessante pela redação, ainda baseada nos códigos da Metrópole.
Descrevendo-a, pelos vestígios de construção, notamos que há duas portas no solo, a da direita, lado da igreja, com uma janela. Devia ser a porta principal pelos vestígios de uma escada encostada na parede divisória.
Tentando melhorar, Pe. Gustavo mandou abrir um portão à direita, perto de uma casinha já eliminada. Contratou um compadre pedreiro para uma obra firme, uma escada de pedra. São dois lances de escada. Pe. Gustavo reclamou que não cabia seu pé no degrau, mas aceitou a obra, com pequeno alpendre de folhas de zinco na entrada.
Acrescentou uma parte nova, no fundo à esquerda, assobradada. No andar de cima eram feitos os remédios da "medicina vegetal", com grande aceitação. Na parte baixa, seu irmão Antonio Leôncio produzia vinhos "tipo Porto", premiados no Rio de Janeiro, nas exposições de 1908 (centenário da Abertura dos Portos) e em 1922 (centenário da Independência). Seu filho José Leôncio foi premiado com apresentação de algumas garrafas restantes em 1938 (centenário da Cidade de São João del-Rei). Convém lembrar que esses vinhos representaram a indústria do Brasil na exposição de Turim, Itália, em 1911.

Rotina paroquial

A cera foi produto caro nos orçamentos da paróquia e das irmandades. Os altares principais usavam velas de libra, grossas e pesadas; altares laterais eram iluminados a meia-libra. A iluminação da Matriz era feita com as velas colocadas nos lustres e candelabros pendurados. Nas procissões, as lanternas eram acesas com velas mais curtas e as tochas de cada irmão ou confrade, usando opa ou balandrau, o hábito comprido, de capa, eram acesas com tocos curtos "de segunda mão".
Todo escorrido de cera era cuidadosamente guardado, tanto dos altares e lustres, como das tochas e lanternas. Depois de cada procissão a cera ajuntada ia para uma comadre fiel, de confiança, que derretia os escorridos em banho-maria e refazia as velas: uma roda com 1,5 m de diâmetro, pino central, com preguinhos à volta a cada 10 c; barbantes de algodão que eram besuntados com um pouco de cera, pendurados em cada preguinho; para as velas de altar, barbantes maiores; outros barbantes, de acordo com a necessidade. A comadre mantinha o braseiro sob a água que esquentava a cera, derretida cuidadosamente. Uma canequinha de folha despejava a cera líquida nos barbantes pendurados e a cera solidificava-se em camadas a cada jato, em cada barbante. Para economizar tempo, as velas de tochas eram cortadas com aproximadamente 20 cm, na grossura certa dos cálices sobre os cabos de madeira. As velas de lanterna eram mais estreitas e curtas.
Para iluminação interna das casas, mais economia de cera: juntava-se "um pouco" de sebo, gordura animal, particularmente "mal cheirosa", ou usava-se a lamparina de querosene. As candeias de óleo já eram mais raras.
A Câmara Municipal, por ocasião das festas, principais e oficiais, destinava recursos para a cera. Missas, procissões e Te-Deum's eram rubricas certas.
O comportamento na Matriz, basicamente, era a colocação dos irmãos e autoridades na Capela-mor. Depois da "mesa de comunhão" no arco cruzeiro, até as grades de colunatas das coxias, ficavam os homens. Não havia bancos e o modo de ficar era de pé, na hora de entrada e nas pregações, ajoelhado com dois joelhos na Consagração até as orações de "post communio". Para descansar, ajoelhava-se apenas com um joelho, para liberar o outro.
As mulheres entravam pelas portas da frente, mas não ultrapassavam as coxias. As comunhões se faziam na grade das coxias. Como não havia bancos, a posição era apenas de pé ou ajoelhada, mas as senhoras de vestidos compridos, as matronas, davam uma rodadinha com a saia e se sentavam nos calcanhares dobrados, formando um tufo.
Até pouco tempo, as igrejas do Carmo e Rosário ainda conservavam as coxias, frontais e laterais.

Aparente rotina diária

Pela manhã, missa na Matriz, depois de ouvir confissões, acolitado pelo sobrinho José Leôncio, o irmão Antonio Leôncio, ou o amigo José Maximiano. Depois da missa, uma visita para o café com leite em casa dos compadres Tonico e Chiquinha Reis, casa grande na primeira esquina do Largo da Câmara.

Em casa, de volta, era fabricar os remédios da "Medicina Vegetal". Depois do almoço, atendimento aos paroquianos para marcar batizados, casamentos e tudo mais.

À noite, reza do terço, à frente dos oratórios, um maior que descreveremos, e um menor, com as figuras em pedra de talco (ou parecido, bem macia). O maior tinha a imagem do crucificado, medindo mais ou menos 50 cm, onde as gotas de sangue eram rubis encrustados na madeira. Havia uma N. Sra. da Conceição, uma N. Sra. do Carmo, um Santo Antônio maior e um menor, um Cristo morto em caixa de vidro.

Depois do terço, a hora da congonha — não se usava café —, ou a de bugre ou a douradinha. Para a conversa antes de dormir, uma pitada de bom rapé para limpar as fossas nasais. Os franciscanos gostavam mais do "chá da China", chá da Índia colhido e tratado nas cercanias de Ouro Preto, e não apreciavam o chá de matos. Não eram usados cigarros, nem os de palha, e os franciscanos apareciam com alguns charutos das "Índias Holandesas" na América Central.

O laboratório de produtos da "Medicina Vegetal" teve impulso com a participação do sobrinho José Gonçalves de Mello Júnior, odontólogo formado no Granbery de Juiz de Fora. Era filho da irmã Gabriela Amélia de Bonfim (1863), "Biela", que se casou com José Gonçalves de Mello, empreiteiro de calçamento de ruas em Belo Horizonte, irmão de Gustavo de Mello, Luíz, José, Hugo, Levindo (médico), Gabriela ("Biela"), Ester ("Tetê"), Francisco ("Chico") e Carminha. Com a referida participação do sobrinho José houve mais divulgação e maior produção.  O laboratório foi levado para Belo Horizonte, onde encerrou atividades.

O testamento, lavrado em 8 de março de 1919, diz: "Declaro que mantenho com o meu sobrinho José Gonçalves de Mello Júnior, cirurgião dentista, uma sociedade para exploração de produtos medicinais, e os direitos que me cabem nessa sociedade eu os deixo às minhas sobrinhas já nomeadas Maria e Euthalia, as quaes, ao me substituirem na referida sociedade, assumirão tambem todos os encargos que me incumbem na qualidade de socio. A estas minhas sobrinhas imponho a obrigação de dar a minha irmã Emerenciana Coelho Campos, casada com José Campos, vinte por cento dos lucros líquidos que receberem na sociedade referida."

Jazigo do Monsenhor Gustavo na sacristia da Igreja de São Gonçalo Garcia










NOTA DO AUTOR

¹  Usava-se o termo "esmola" para pedir ajuda financeira não reembolsável.


AGRADECIMENTO

Quero deixar aqui registrado meu sincero agradecimento ao sacristão da Igreja de São Gonçalo Garcia, Sr. Rogério Luiz de Andrade, pelo seu empenho em possibilitar meu acesso à fotografia do Monsenhor Gustavo bem como à sua sepultura. Também sou grato ao gerente do Blog de São João del-Rei e sua esposa Rute Pardini por terem ido pessoalmente até à Igreja de São Gonçalo Garcia em 17/04/2014 para tirar as duas fotografias ora apresentadas.

6 comentários:

Prof. José Maurício de Carvalho (escritor, Membro da Academia de Letras de SJDR e professor universitário) disse...

Muito Bem Braga, que o sucesso continue com o novo colaborador. Mauricio

Ulisses Passarelli disse...

Notável pesquisa. Mais uma fonte indelével de consulta e referência. Parabéns!

Anônimo disse...

Pesquisas como estas é que ficamos, cada vez mais, conhecendo o potencial que se esconde muitas vezes, de nossa terra.Parabéns!
Musse Hallak

Jota Dângelo (médico, diretor, ator, teatrólogo, gestor cultural, fundador da escola de samba Qualquer Nome Serve e escritor) disse...

Braga: um prazer imenso ler o texto do Evandro, que não se restringiu ao Monsenhor Fernandes. Mergulho emocionado nestas referências históricas e na minha imaginação transformo em imagens o que leio. Parabéns ao novo colaborador! Jota Dangelo

José Antônio de Ávila disse...

Parabenizo ao Evandro pela publicação do importante e necessário estudo que versa sobre a vida e obra Monsenhor Gustavo Ernesto Coelho! O Monsenhor é uma das personalidades mais notáveis que viveram nesta terra e por até agora estar um tanto quanto esquecido, ainda ficamos devendo muito à memória dele. É preciso reativar a lembrança dos feitos dele junto das novas gerações e o estudo executado e aqui apresentado por Evandro Coelho vem ao encontro disto. Viva!

Anônimo disse...

Prezado Evandro, somos parentes pela familia Coelho. Sou descendente de Maria Candida de Jesus, casada com João da Costa Souto, e de Cândida Bellarmina de Jesus, casada com Joao Jose de Oliveira Barreto, ambas tias paternas do Padre Gustavo. Em breve vou enviar para vc o que tenho sobre a familia, pois terá que fazer algumas retificacoes no texto acima, que, nao obstante, esta muito bom. Abs. Fernando Jannuzzi (fjannuzzijr@uol.com.br)