sexta-feira, 30 de junho de 2017

FESTA DE SÃO SEBASTIÃO EM S. JOÃO D'EL-REY em 1919


Por Francisco José dos Santos Braga





I.  INTRODUÇÃO



Tive muita sorte de ganhar um mimo do saudoso amigo Luiz Antônio Ferreira, o "Irmão" (2/2/1949-5/3/2015) há uns dez anos atrás: um programa original da festa do Glorioso São Sebastião, que o Vigário Monsenhor Gustavo Ernesto Coelho, da Matriz de Nossa Senhora do Pilar, mandou celebrar, em honra do santo, no período de 11 dias, no ano de 1919.

Assina como procurador dos atos descritos no programa o poeta itapecericano Bento Ernesto Júnior ¹, que se tornou, por vontade própria, filho adotivo de São João del-Rei, tendo passado a residir nesta cidade durante a maior parte de sua vida. 




II.  PROGRAMA DA FESTA DE SÃO SEBASTIÃO EM 1919
 
 
FESTA DE SÃO SEBASTIÃO

em S. João d'El-Rey

1919

PROGRAMMA


A festa ao Glorioso São Sebastião obedecerá, de accordo com o Revmo. Vigario Monsenhor Gustavo Ernesto Coelho, ao seguinte traçado:

Dia 10 - Sexta-feira: Inicio do novenario, às 7 horas da noite

Dia 18 - Sabbado - Terminação do novenario.
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DIA 19 - Às 6 1/2, missa com harmonium pelo illustre professor Carlos dos Passos por intenção dos que concorreram para a festa.

                - Às 6 da tarde, trasladação solemne da imagem de N. S. das Mercês da sua capella para a Matriz, para sahir na procissão do dia 20, sendo o acto realizado pelas gentis senhoritas sãojoannenses, sob os auspicios da digna Mesa Administrativa das Mercês. Abrilhantará a trasladação a banda musical RIBEIRO BASTOS, sob a direção do talentoso e apreciado maestrino José Quintino dos Santos. À chegada na Matriz, a Virgem das Graças será recebida pelo Revmo. Clero e pela banda musical BAPTISTA LOPES, regida pelo seu director, o distincto maestrino Raphael Moreira.

             - Às 7 horas da noite, será entoado o Terço, seguindo-se solemne Te-Deum Laudamus pela


Terminação da guerra e da peste

terminando os actos do dia com a bençam do S.S. Sacramento.  

–––––––––––––––––––––––––––––––––––

DIA 20 - O raiar do dia será saudado com repiques de sino e girandolas de foguetes.

                  - Às 10 horas da manhã, missa com musica. Eleição dos juizes para o anno de 1920. 

             - Às 5 horas da tarde, sahirá da Matriz a imponente procissão do Invicto Martyr,  tomando parte no prestito outras imagens e a banda BAPTISTA LOPES, sendo percurso o do custume. 

                  À entrada, depois de eloquente sermão do erudito orador sacro Padre João de Baptista da Fonseca, será entoado o Te-Deum Laudamus e dada a bençam do SS. Sacramento, como remate condigno aos festejos. 

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Os actos internos terão a abrilhantal-os, a orchestra Lyra S. Joannense, obedecendo à regencia do provecto professor, maestro João Feliciano de Souza, de reputação firmada.

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A partitura da missa é do insigne maestro sãojoannense JOÃO DA MATTA,  de tão saudosa memoria, sendo, tambem, de sua lavra genial o Tantum-ergo ², da bençam do dia 19, ao incensorio sendo executado o bello concertante de João Feliciano, Auctor beati seculi, de tão commovedor effeito. Credo do Padre José Maria, o festejadissimo e immortal musicista patricio.
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O Clero será, nos festejos, representado pelos Exmos. Snrs. Monsenhor Vigario Gustavo Ernesto Coelho, Conegos Candido Alvarenga e João Baptista da Silva, Padres João Baptista da Fonseca, Francisco Rocha e Frei Benigno.
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Em nome do Glorioso Martyr, convidando-se o o povo em geral para comparecimento aos festejos, faz-se um appello especial às Exmas. Familias para que mandem donativos e prendas para o leilão, para auxiliarem as despezas e enviem anjos às procissões - e às gentis senhoritas para, no maior numero possivel, abrilhantarem a transladação da veneranda imagem da Virgem das Mercês.

A Omnipotencia Divina, por intercessão do S. Sebastião, galardoará a todos que houverem concorrido para a realização das homenagens, este anno, ao grande Santo.
                                                                            O PROCURADOR 
                                             Bento Ernesto Junior 



III.  NOTAS  EXPLICATIVAS 





¹  [CINTRA, 1982: 352] comemorou o nascimento desse poeta na efeméride do dia 25 de agosto de 1866: 
"Nasceu em Itapecerica o Prof. Bento Ernesto Júnior, Poeta, Escritor, Musicista e Jornalista, filho de Bento Ernesto Corrêa. Era membro da Academia Mineira de Letras e do Conselho Superior de Instrução do Estado de Minas. Publicou em jornais de Juiz de Fora trabalhos em verso e prosa utilizando os pseudônimos BEJ, João Ninguém, JUC, Lauro Benício e L. Benício. Colaborou em vários jornais de S. João del-Rei e de outras cidades. Na terra natal fundou os periódicos O Raio (1884) e o Canário (1885), órgãos humorísticos. Livros publicados: Átomos Líricos (versos), Frondes e Contos Cacetes (prosa), Vida Aldeã (contos), Árvore do Bem e Terra Prometida (poesia). Também foi literato seu irmão Dr. João Ernesto Corrêa (adv.) falecido em Passos a 25/03/1913. Bento Ernesto, exímio musicista, compunha partituras muito apreciadas para as festas de N. Sra. da Conceição, das Mercês e do Mês de Maria, em S. João del-Rei. Também escreveu para os jornais locais belas poesias em louvor da Virgem Santíssima. No harmônio das igrejas sanjoanenses executava peças de compositores de S. João del-Rei. Depois de 40 anos de atividades relacionadas com o ensino público, aposentou-se no cargo de inspetor técnico. Era correspondente em S. João del-Rei do Arquivo Público Mineiro. Era casado com Ana Ernesto de S. José, falecida a 14/03/1949, em Itapecerica. Faleceu a 09/01/1943, sendo sepultado no Cemitério do Carmo desta cidade. Sanjoanense adotivo dos mais distintos. Bento Ernesto residiu muitos anos em S. João del-Rei."
Imagem: BENTO ERNESTO JÚNIOR. Fonte: BRAGA, Tancredo: Álbum da cidade de São João del-Rei, em comemoração à data de 8 de dezembro de 1913. Crédito: historiador Silvério Parada.
Com base na informação fornecida pelo historiador Cintra, procurei o túmulo do ilustre poeta no Cemitério do Carmo. Não conseguindo localizá-lo, dirigi-me à Secretaria para maior informação. Lá, tive acesso ao livro de registro do Cemitério e pude constatar que Bento Ernesto Júnior era irmão carmelita e que o seu corpo foi sepultado no dia 10/01/1943, na tumba 23, 1º andar, conforme anotado pelo Secretário José de Assis Sobrinho. Tendo sido aberto o seu túmulo em 9/4/1952 (informação vertical à esquerda do registro do óbito), não foi anotada no registro correspondente a transferência de seus restos mortais para nenhum mausoléu nem para o ossuário geral - anotação normal num desses casos. Portanto, lamento informar que é desconhecido o destino dado a eles.
Registro de falecimento e sepultamento de Bento Ernesto Júnior no Cemitério do Carmo

Bento Ernesto Júnior é patrono da Cadeira nº 83 da AMULMIG-Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais. Na Academia de Letras de São João del-Rei é patrono da Cadeira nº 36, ocupada pela Acadêmica Profª Betânia Maria Monteiro Guimarães.

²  A partitura de Tantum ergo, por João da Matta, está disponível a 2 e 4 vozes com acompanhamento de órgão (arranjo de Rafael Sales Arantes) in http://imslp.org/wiki/Tantum_ergo_(Matta,_Jo%C3%A3o_da) 

[CINTRA, 1982: 417] deixou evidente a profunda admiração do poeta Bento Ernesto Júnior pelo colega musicista João da Matta, tendo anotado em efeméride de 3 de outubro de 1889 o trecho abaixo, extraído do jornal A Pátria Mineira na mesma data, em que este colocava à venda diversas coleções de músicas, não esclarecendo se eram de sua autoria, manuscritas, ou edições de terceiros. Em seguida, continuando, ressaltou o conteúdo de uma crônica do primeiro escrita em homenagem ao grande músico, valorizando suas composições musicais: 
"Na Pátria Mineira, desta data, João Francisco da Mata anuncia a venda de diversas coleções de músicas (marchas, dobrados, polcas, modinhas e hinos patrióticos). 'Espero que meus bons conterrâneos me favoreçam, comprando-me algumas músicas, visto ser o seu produto para auxiliar a minha viagem à Corte, onde vou publicar uma artinha musical e diversas  composições minhas'. O poeta e jornalista Bento Ernesto Júnior, membro da Academia Mineira de Letras, ressaltou em crônica a grande admiração que João da Mata despertava em toda parte, conquistando amigos, e 'a consagração invulgar do aplauso da mais rutilante glória da música brasileira, o grande, o imortal Carlos Gomes, que proclamou João da Mata, uma das mais admiráveis organizações musicais, que lhe fora dado a conhecer'." 
Na realidade, o anúncio datado de 24/09/1889 a que se refere a efeméride acima de Cintra apareceu na edição nº 20, p. 3, Anno I, de 26 de setembro, tendo sido reiterado nas edições de 3, 17 e 24 de outubro de 1989 de A Pátria Mineira, com o seguinte teor, na íntegra:
Musicas à venda
"Tendo de demorar-me nesta cidade de 8 a 15 dias, partecipo aos meus amigos e apologistas que trago em rascunho excellentes quadrilhas a 5.000 rs. a collecção; marchas a 4.000 rs. cada uma; dobrados a 5.000 rs., polkas a 2.000 rs., walsas a 2.000 rs. e modinhas a 1.000 rs. cada uma; Hymno da Princeza ou 2º Hymno Nacional, 10.000 rs.; Hymno do Tiradentes, 10.000 rs.
Espero que os meus bons conterraneos me favoreçam, comprando-me algumas musicas, visto ser o seu producto para auxiliar a minha viagem à côrte, onde vou publicar uma artinha musical e diversas composições minhas.
Quem dignar-se auxiliar-me pode deixar o seu recado no escriptorio desta folha.
S. João del Rey, 24 de Setembro de 1889.
JOÃO FRANCISCO DA MATTA"
Observe então que a efeméride do historiador Sebastião de Oliveira Cintra é composta de duas referências: na primeira referência, Cintra atribui à data de 3 de outubro de 1889, sendo que já verificamos que o anúncio, embora datado de 24/09/1889, foi pela primeira vez publicado em 26/09/1889; depois, nos dias 3, 17 e 24 de outubro de 1889. Quanto à segunda referência, que trata de crônica de Bento Ernesto Júnior, o qual, segundo Cintra, fala da alta conta que Carlos Gomes tinha o nosso "conterrâneo" João da Matta, não a localizamos.

Por outro lado, Luiz Fonseca, no pequeno jornal Pérolas do Samba, no artigo intitulado EXPRESSÃO CULTURAL: João da Matta, trouxe novas informações sobre a biografia de João da Matta: 
"(...) JOÃO FRANCISCO DA MATTA era músico de profissão. Sua paixão dominante era a música. Compôs: dobrados, valsas, missas e motetes. Musicou poesias, orações e invocações. E foram inúmeras as composições musicais que produziu. Foi maestro, afinador de piano, compositor de muita fama e instrumentista. Contam que tocava todos os instrumentos de três chaves e alguns de corda; era também pianista e professor de música. Como professor João da Matta chegou ao distrito de Aventureiro, pertencente à Vila de Mar de Hespanha, para dar aula de música, por volta de novembro de 1883. Mas em março do ano seguinte já deixava o local voltando a São João del-Rei, quando fez publicar no "O Arauto de Minas" a seguinte nota: 'É muito difícil retirar-se de qualquer lugar especialmente pequeno, sem deixar ou levar inimigos ou desafeições; a igualdade e perseverança que revelou para comigo o distinto e respeitável povo do Aventureiro, no bom proceder, cir(cuns)pecção, hospitalidade, generosidade e lealdade, me enthusiasmaram, e deram-me poesia e ânimo de dizer, com imensíssimas e evidentes provas, que me retirei daquele lugar contra a vontade de todas as pessoas que eu conheci nele. Isto depõe tanto a meu favor, como a favor delas. Fico bem saudoso, e muito grato, com o meu fraco e limitado préstimo ao dispor deste excelente povo, no Mar de Hespanha. São João del-Rei, 12 de março de 1884. - O Professor de Música - João Francisco da Matta' (...) O jornal "A Gazeta Mineira", numa de suas edições de 1891, anunciava que a música "Tango das Moças", de autoria do compositor e maestro João da Matta fora impressa em Juiz de Fora, na tipografia dos Drs. Leite Ribeiro & Cia., e se encontrava à venda. No catálogo de partituras da Fundação da Biblioteca Nacional há várias obras do fantástico compositor são-joanense, dentre as quais citamos: 1) Marcha Fúnebre (RJ/Narciso & Arthur Napoleão/1870); 2) Minh'Alma é triste (poesia de Casimiro de Abreu musicada); 3) Os Monarchas (quadrilhas para banda); 4) Missa (Assumpção de Nossa Senhora/Quarta Missa) a quatro vozes/Dedicada a D. Pedro II; 5) Miragem! (marcha festiva...); 6) Marcha de Santa Anna...; 7) Canção dos cantos miridionaes (sic) (por Luiz Fagundes Varella-1841/1875-poesia musicada); 8) Romance do moço loiro (poesia de Joaquim Manuel de Macedo-1820/1882-musicada). João da Matta deixou músicas que marcaram a vida de várias gerações dos mais variados lugares, como, por exemplo, uma belíssima marcha fúnebre, que há mais de cento e dez anos é executada na Procissão do Enterro, na Semana Santa de Prados. É tocada, também, no interior da Matriz local, após a visitação aos Passinhos, que ocorre ao término da Procissão das Dores, na Quarta-feira, que antecede a Quinta-feira Santa. (...) É maravilhoso e tocante o solo de bombardino que se apresenta nela. (...)" 
Anúncio no "Arauto de Minas" noticiando o retorno de João da Matta à sua terra natal, depois de lecionar música por 4 meses em Aventureiro, distrito da Vila do Mar de Hespanha
João Francisco da Matta (foto restaurada pelo historiador Silvério Parada em 2009)


Escreveu sobre o célebre músico são-joanense (?) (18??-1909) o musicólogo José Maria Neves, o qual em Música sacra mineira (Funarte, Rio de Janeiro, 1997, p. 102) registrou: 
"Dizem que foi discípulo do maestro Martiniano Ribeiro Bastos. Faleceu em Serranos, então município de Aiuruoca. Era negro e participou, tocando diversos instrumentos (tendo sido virtuose no oficleide), de todas as corporações musicais de São João del-Rei, lecionou e apresentou-se em concertos em todo o Oeste e Sul de Minas, atuando também como compositor ativo e fértil, com forte influência da ópera italiana, como a maioria dos seus contemporâneos. Conta-se que Carlos Gomes tinha por ele grande admiração, tendo lamentado que não lhe fosse dada a oportunidade de estudar na Europa."
Obs.: Da autoria de João Francisco da Matta, primeiramente, são citados um hino Ave Maris Stella e uma Missa Carmelitana em Dó no catálogo da Coleção Curt Lange, vol. I, 138-9. A Missa é autógrafa e datada da cidade de Oliveira, 1880. O manuscrito do acervo ECA/USP, provavelmente autógrafo, é datado da cidade de Lavras, 1873. Além disso, é citado um Tota pulchra publicado pela Funarte. Ademais, são ainda citados um Veni Creator Spiritus: Solo ao pregador para tenor, datado da cidade de Lavras, de 4 de setembro de 1873. Finalmente, é citado um Per te sciamus.
Cf. in http://www.rebeca.eca.usp.br/lam/minas/biografias/matta.html
Foto reconstituída pelo historiador Silvério Parada a pedido do saudoso Aluízio José Viegas, o qual identificou alguns componentes da Orquestra Lira Sanjoanense em Juiz de Fora em fins do século XIX
Busto do ilustre músico são-joanense João Francisco da Matta

O ilustre músico, que lecionou e se apresentou profissionalmente em concertos por todo o Oeste e Sul de Minas, é homenageado em São João del-Rei, com a denominação de um logradouro no bairro do Bonfim: Rua João da Mata.


IV.  REFERÊNCIAS   BIBLIOGRÁFICAS



CINTRA, Sebastião de Oliveira: Efemérides de São João del-Rei, Belo Horizonte: Imprensa Oficial de Minas Gerais, 1982, 2 vol., 622 p. 

Jornal Arauto de Minas, São João del-Rei, Anno VIII, edição de 15 de março de 1884, nº 1, p. 3

Jornal Pérolas do Samba, São João del-Rei, Ano 0, edição nº 6, de dezembro de 2008, p. 8

NETO, J.R., SACRAMENTO, J.A.A. & RAMALHO, O.A.: Pátria Mineira, site sobre a história de São João del-Rei. http://www.patriamineira.com.br/arquivos.php Acesso em 16/06/2017.

 

17 comentários:

Francisco José dos Santos Braga (compositor, pianista, escritor, gerente do Blog do Braga e do Blog de São João del-Rei) disse...

Tenho a satisfação de publicar o artigo "Festa de São Sebastião em S. João d'el-Rey em 1919", quando era procurador da Irmandade do Santíssimo Sacramento o saudoso poeta itapecericano BENTO ERNESTO JUNIOR (1866-1943), e o pároco da Matriz de Nossa Senhora do Pilar o saudoso Monsenhor GUSTAVO ERNESTO COELHO (1853-1924). Do referido artigo constam os seguintes subsídios:
1) o programa da festa assinado pelo procurador Bento Ernesto Junior
2) nele, o procurador Bento Ernesto Junior deixa evidente sua grande admiração pelo compositor JOÃO DA MATTA (18??-1909), qualificando o seu Tantum-ergo como obra de um gênio musical, razão por que algumas irformações biográficas foram destacadas da vida desses dois amigos, ambos musicistas.

João Carlos Ramos (poeta, escritor, ex-presidente da Academia Divinopolitana de Letras e sócio correspondente da Academia de Letras de São João del-Rei e da Academia Lavrense de Letras) disse...

Recebido.
Obrigado!

Rafael dos Santos Braga (pesquisador e bacharel em Filosofia pela UFSJ) disse...

Obrigado! Bjs e bom fim de semana para vc e Rute!

Mauro André Santos (coordenador do Museu de Arte Sacra de São João del-Rei) disse...

Que belo trabalho!!!
Parabéns,
Grande abraço,

Diamantino Bártolo (professor universitário Venade-Caminha-Portugal, gerente de blog que leva o seu nome http://diamantinobartolo.blogspot.com.br/) disse...

Bom Dia.

Muito obrigado.

Excelente artigo sobre um tema que eu ignorava.

Bom fim de semana.

Abraço.

Diamantino Bártolo

Prof. José Lourenço Parreira (capitão do Exército, professor de música, violinista, maestro e escritor, além de diretor do "Evangelho Quotidiano") disse...

Caríssimo amigo BRAGA, PAZ!

Seu artigo é uma preciosidade.
Remeteu-me a nomes que sempre me foram caros e, dentre eles, JOÃO DA MATTA, o qual, por ser da LIRA, tem um busto na nossa Sala de Ensaios, a qual tem o nome de "BENIGNO PARREIRA".
Grato!

Eduardo Oliveira (professor e coordenador de reuniões salesianas) disse...

ô mininu

bom dia

Num dá vontade de ter vivido nessa época e participar com emoção de momento assim, simples, mas majestoso?

Forte abraço

Com Dom Bosco sempre

Edu

José Antônio de Ávila disse...

Parabéns pelo texto "ad perpetuam rei memoriam"!

Dr. Mário Pellegrini Cupello (escritor, pesquisador, presidente do Instituto Cultural Visconde do Rio Preto de Valença-RJ, e sócio correspondente do IHG e Academia de Letras de São João del-Rei) disse...

Caro amigo Braga

Parabéns por mais este belo trabalho memorialista. Agradecemos pelo envio.

Tenha um bom final de semana.

O amigo Mario.

Celso José Rodrigues Benedito (trompista, doutor em Música pela Universidade Federal da Bahia) disse...

Oi, Francisco!
Massa esse artigo.
ABS a Rute

Prof. Cupertino Santos (professor de história aposentado de uma escola municipal em Campinas) disse...

Bom dia, professor.
Excelente publicação para a memória local e brasileira; fica também o curioso registro sobre a manifestação do evento em relação à conjuntura da época, à Grande Guerra e à Gripe Espanhola, se não me engano.
Muito obrigado.

Prof. Fernando de Oliveira Teixeira (professor universitário, escritor e membro da Academia Divinopolitana de Letras, onde é Presidente) disse...

Prezado confrade Braga,
bom dia. Inicialmente, quero cumprimentar por suas pesquisas de acurado historiógrafo. E, em seguida, agradecer pelo envio da preciosa peça. Cumprimente a Rute por mim.

Suely Campos Franco (professora universitária e produtora cultural da Escola de Música da UFRJ) disse...

Caro Francisco,

obrigada pelo envio de preciosas informações!
Como sempre você contribuindo para o enriquecimento do conhecimento histórico sobre São João del-Rei, e neste caso mais específico, sobre a história da música em São João del-Rei.

Um forte abraço,
Suely

João Bosco de Castro Teixeira (escritor e presidente da Academia de Letras de São João del-Rei) disse...

Francisco, li a matéria toda. Como aprecio tais trabalhos, senti falta de algo, sobre o que aliás tenho pouco a falar. Aluísio Viegas dizia ter quase certeza de que um registro de batismo, que se encontra em nossa Catedral, e que contém uma lacuna, seria, com muita probabilidade, o registro do batismo de João da Matta. Você nunca ouviu nada a respeito? No mais, um abraço com todo louvor. João Bosco

Dra. Merania de Oliveira (jornalista e viúva do ex-presidente da Academia Marianense de Letras, Dr. Roque Camêllo) disse...

Paz, saúde e alegria!
Fiz um comentário sobre seu texto. Não sei se consegui publicá-lo.

Obrigada pelo priimor de texto e por nos mostrar a São João del-Rei do inísico do século passado.
Abraços extensivos a Rute.

Betânia Maria Monteiro Guimarães (professora universitária, pesquisadora, escritora, membro do Instituto Histórico e Geográfico e da Academia de São João del-Rei) disse...


Prezado confrade Braga: boas informações sobre Bento Ernesto Júnior e João Francisco da Matta. Sabia que o João da Matta foi quem fundou a Banda e Orquestra Lira do Oriente de Santo Antônio do Rio das Mortes Pequeno? Sobre ele há casos pitorescos. Sobre o meu patrono, você já adiantou a minha apresentação. Vou completá-la. Obrigada e parabéns. Betânia

Dr. Rogério Medeiros Garcia de Lima (desembargador, escritor e membro da Academia de Letras de São João del-Rei) disse...

MONSENHOR GUSTAVO, TIO DO ZÉ DO PADRE E TIO AVÔ DO NOSSO AMIGO EVANDRO.
GRANDE SACERDOTE, CIENTISTA E HUMANISTA!