Por Lúcio Flávio Baioneta
Bom dia, meu amigo(a).
As montanhas de Minas e as suas seculares igrejas estão se movimentando novamente. Escutam-se murmúrios. Passam-se códigos. Observam-se figuras furtivas que desaparecem nas brumas de suas cidades históricas. Minas é assim silenciosa e de repente explode. Tranquila e de repente vira um vulcão!
Seu povo é indecifrável! Faço parte dele.
Ontem, quando eu abastecia meu carro, o frentista me perguntou: — Está indo pra Brasília, doutor?
Eu sei porque ele me perguntou. Ele me conhece há uns 30 anos.
Eu sei também porque meus amigos de Paracatu-MG perguntaram-me : — Você vem?
Eu sei ainda porque meus conterrâneos, que hoje moram em Brasília, me disseram : — Seu apartamento está arrumado lhe esperando. Precisamos muito de você!
Olhei para minha velha camisa amarela e perguntei : — Vamos?
Ela sorriu e disse : — Você ainda aguenta?
Eu lhe pergunto, meu amigo(a): — Você sabe porque as montanhas e as igrejas de Minas estão se movimentando novamente? Não sabe?
Eu vou lhe explicar.
O outro nome de Minas é Liberdade.
Aquela liberdade que está escrita em nossa bandeira há séculos:— “Libertas quae sera tamen”.
O povo mineiro prefere a morte a viver de joelhos dobrados e de cabeça baixa. Eles só fazem isto na suas festas religiosas. Não repetem para mais ninguém. Nunca.
Um grande abraço de seu amigo que sonha com um Brasil acima de tudo e que Deus esteja acima de todos!
Lúcio Flávio



