quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

UMA CIDADE VIVE HÁ 2 SÉCULOS MERGULHADA NAS ONDAS MUSICAIS


Por J. C. Barbosa ¹



José  do  Carmo  Barbosa




As crianças de São João del Rei aprendem música ouvindo a melodia dos campanários dos tempos coloniais

"A criança sanjoanense nasce ouvindo a melodia de seus campanários, daí tôda criança nascer músico", disse alguém, para explicar os pendores musicais do povo de São João del Rei, a "Cidade da Música" em Minas Gerais, e séde do Conservatório Estadual de Música – um prédio de dois pavimentos, com um auditório para 400 pessoas – onde estão matriculados 112 alunos.

A primeira notícia musical de S. João del Rei data de 1717, quando a sua banda de música sob a regência de Antonio do Carmo, recebeu festivamente na então vila a visita de Dom Pedro de Almeida e Portugal. Pràticamente, naqueles princípios do século XVIII, as atividades musicais se restringiam às festas religiosas, que também eram as festas sociais da época colonial. Em 1728, o padroeiro São João era festejado nas cerimônias litúrgicas, com dois coros. No final do século XVIII surgiram duas orquestras até hoje muito respeitadas e que ainda existem: a "Lira Sanjoanense"e a "Orquestra Ribeiro Bastos".

A "Lira Sanjoanense" é a mais antiga dessas orquestras sacras. Presume-se que seja remanescente dos coros de igreja de 1728. A partir de 1802, firmou-se definitivamente sob a direção do maestro Pedro de Souza. A Orquestra Ribeiro Bastos também se originou daqueles coros sacros. De 1841 em diante, foi seu regente o maestro Francisco José das Chagas. O seu atual nome é uma homenagem ao maestro Martiniano Ribeiro Bastos que a regeu durante mais de meio século. Atualmente, o seu diretor é o professor Emilio Viegas. A parte musical das imponentes comemorações da "Semana Santa" em São João del Rei, estão sob a sua responsabilidade, numa tradição, assim, de dois séculos e meio.

A maior corporação da música profana é a "Sinfônica Sanjoanense", a primeira orquestra, no gênero, organizada numa cidade brasileira. Seu fundador foi o maestro tenente João Cavalcanti. São seus regentes, agora, o maestro Pedro de Souza, que dirige a orquestra sinfônica pròpriamente dita, e Alberto Wilson de Castro, que dirige o Orfeão Misto, muito afamado no interior mineiro.

Como cidade que se preza, São João del Rei tem as suas "furiosas". As mais conhecidas são a Banda do Regimento Tiradentes, o conhecido 11º RI, detentora de vários prêmios e campeã de concursos regionais de bandas militares. Depois, vêm as Bandas "Santa Cecilia", "Teodoro de Faria", "Santa Terezinha" e a dos jovens alunos da Escola Padre Sacramento, dos Irmãos Salesianos.

Para a folia e os bailes, existem a "Orquestra Continental", fundada e dirigida pelo violinista Milton Couto ² ; o "Jazz Tiradentes", constituído de elementos da Banda do 11º RI; o "Jazz Glória"; o poético "Jazz Flôr do Ipê"; o "Conjunto Santos", formado por músicos da família Santos e o novo e americanizado "Six Boys".

A bossa nova da música local, contudo, é a "Corporação Artística Sanjoanense ³", criada em agôsto de 1959, sob a direção artística das professoras Mercês Bini Couto e Salette Maria da Silva Bini. É um conjunto de 60 moças da sociedade, que visa o cultivo das músicas clássicas e folclóricas, com um grande coral e orquestra sob a regência efetiva de seu presidente Luiz Antonio Boari Bini.

A lista dos grandes músicos produzidos por São João del Rei é grande. O primeiro lugar cabe ao padre José Maria Xavier, autor de famosas e discutíveis partituras da "Semana Santa", que anualmente atrai centenas de turistas. Seu rival, no culto dos sanjoanenses, é Presciliano Silva, maestro diplomado em 1879 pela Real Escola de Música de Milão e autor de várias obras, como "O Vos Omnes", "Memento", "Ganganelle", etc. Recentemente faleceu o professor Luiz de Oliveira , um dos fundadores e primeiro secretário do Conservatório do Recife, catedrático aposentado de violoncelo da Escola Nacional de Música.

O artigo de exportação da nova geração de músicos de São João del Rei é o popular "Guaraná ", o Gustavo de Carvalho, orquestrador e arranjador da Rádio Nacional. É autor de "Revendo o Passado" e "As Operetas voltaram".

Fonte: Correio da Manhã, Ano LX, nº 20740, 4 de novembro de 1960




NOTAS EXPLICATIVAS DE FRANCISCO JOSÉ DOS SANTOS BRAGA



¹  José do Carmo Barbosa foi farmacêutico e sócio do Sr. Silvano Carneiro (proprietários da farmácia de manipulação e de atendimento "Ouro Preto", localizada próximo aos "Quatro Cantos"), locutor e diretor da ZYI-7 Rádio São João del-Rei, secretário do C.A.C.-Centro Artístico e Cultural, além de secretário geral e professor do Conservatório Estadual de Música Pe. José Maria Xavier.
Foi paraninfo da turma de diplomandos do ano de 1966 no referido Conservatório, constituída pelos seguintes formandos: Maria Helena Machado (Curso de Professor de Música), Salete Maria da Silva Bini (Curso de Canto), Anizabel Nunes Rodrigues (Curso de Flauta), Maria Salomé de Moraes Silva (Curso de Piano) e Sadik Haddad (Curso de Clarineta).
Nos programas de auditório dirigidos pelo inesquecível Jeú Torga (Jehudiel Torga), José do Carmo Barbosa era um coadjuvante indispensável, por sua capacidade inigualável como preparador de texto.
Inesquecível deve soar ainda para muitos de nós são-joanenses a voz daquele grande locutor, contando as lendas de nossa terra em transmissão radiofônica.

²  Para maiores informações sobre a Continental Jazz Band, fundada em 02/07/1932, consulte o seguinte link: http://www.patriamineira.com.br/imprimir_noticia.php?id_noticia=2604

³  O jornal DIÁRIO DO COMÉRCIO, de São João del-Rei, noticiou a instalação da C.A.S., na sua edição nº 6281, de 12 de agosto de 1959, com a seguinte matéria: 
"Instala-se solenemente a "Corporação Artística Sanjoanense"

Num ambiente de arte e elegância, instalou-se domingo p.p. (09/08/1959) a nova entidade artística com que passará a contar a cidade – a "CORPORAÇÃO ARTÍSTICA SANJOANENSE" cuja finalidade é congregar moços e moças, amantes da arte, para o cultivo e a prática do Canto, incentivando na mocidade o gôsto pelo bel-canto e pelo nosso folclore.
À solenidade, que teve lugar no salão de festas do Minas F. C., gentilmente cedido pela sua diretoria, compareceu quasi a totalidade dos fundadores da C.A.S., além de pessoas gradas da nossa sociedade. O ato foi presidido pelo prof. José Pedro Leite de Carvalho, representante do Revmo. Pe. Osvaldo Torga, Prefeito do município, vendo-se ainda à mesa os Snrs. jornalista Mozart Novaes, presidente da Câmara; Carmélio de Assis Pereira, vice-prefeito; Revmo. Pe Luiz Zver, presidente do Centro Artístico e Cultural de São João del-Rei, além dos membros eleitos para a Diretoria da Corporação Artística Sanjoanense.
Iniciando os trabalhos da sessão, o presidente deu a palavra ao Sr. Luiz Antonio Bini que expôs o programa da neo-sociedade, terminando a sua oração colocando a C.A.S. a serviço da cidade e das demais corporações artísticas. A seguir, a srta. Nancy Assis declamou belíssimo poema "Lembrai-vos da Guerra".
A palavra seguinte coube ao orador oficial da sociedade prof. J. do Carmo Barbosa que lembrou aos moços o poder da abnegação no êxito de empreendimento daquela natureza. 
Encerrando a solenidade de posse da Diretoria, falou o Sr. Mozart Novaes para congratular-se com a cidade pelo surto maravilhoso de progresso intelectual e artístico que a empolga.
Seguiu-se a parte artística da festividade que constou do seguinte: Puccini: Recondita Armonia (Tosca), José Costa; Pestalozza: Ciribiribin, Srta. Niva Guimarães; Gottschalk: Radieuse, piano a 4 mãos, profª. Mercês Bini Couto e Abgar Campos Tirado; Alfonso S. Oteo: Dime que si, tenor Vicente Viegas; A. Sedas: Cielito Lindo, soprano Sra. Lêda Neto Zarur; Puccini: Valsa de Musetta (La Bohème), soprano Salete Maria da Silva Bini.
É a seguinte a diretoria da C.A.S.: presidente, Sr. Luiz Antônio Bini; vice-presidente, Antônio Moura; 1º secretário, profª Maria Marlene de Resende; 2º secretário, profª Maria Luiza Vieira; 1º tesoureiro, Vicente de P. Barbosa Viegas; 2º tesoureiro, Abgar A. Campos Tirado; 1º procurador, Geraldo Barbosa de Souza; 2º procurador, José Raimundo de Arruda.
Conselho Artístico: professora Mercês Bini Couto; professora Salete Maria da Silva Bini e prof. João Américo da Costa.
Diário do Comércio fez-se representar nessa solenidade marcante do progresso cultural e artístico da cidade."

Também o jornal são-joanense O CORREIO, em edição nº 2971, do dia 16 de agosto de 1959,  fez a seguinte cobertura da solenidade de instalação da C.A.S.:
"Coluna de Arte
                                 Gagliero
Empossou-se domingo p. passado a diretoria da Corporação Artística Sanjoanense recentemente fundada por um grupo de moços e moças idealistas.
A solenidade realizou-se às 10,30 horas no salão de recepções do Minas F. C., gentilmente cedido pela sua diretoria, perante seleta assistência constituída de pessoas gradas da sociedade local e de um grande número de componentes da neo-organização artística. (...)
Usou da palavra inicialmente o senhor Luiz Antonio Bini, presidente eleito, que focalizou as finalidades da nova entidade e o seu propósito de colaborar com as demais organizações artísticas para maior incremento da música em nossa cidade, declarando não haver solução de continuidade entre a Corporação Artística Sanjoanense e as suas co-irmãs. Como orador oficial da C.A.S. falou o prof. J. do Carmo Barbosa saudando os seus organizadores e apontando-lhes como condição precípua para a sua completa finalidade o espírito de abnegação que deve animar tôdos os seus integrantes e ressaltando a responsabilidade moral que assumiam no setor artístico da cidade.
O senhor Mozart Novais, presidente da Câmara, em belo improviso, focalizou o progresso cultural e artístico que nêstes últimos dias vem se desenvolvendo na cidade, congratulando-se com os jovens pelo belo exemplo que vêm dando com o seu interesse pela arte nesta comuna.
A Corporação Artística Sanjoanense, comprovando a sua elevada e simpática finalidade, ofereceu aos presentes magnífica hora de arte com o seguinte programa: (...)
A 1ª Diretoria da C.A.S. ficou assim constituída: presidente de honra efetivo, Revmo. Pe. Luiz Zver SDB; presidentes de honra honorários: Dr. Tancredo de Almeida Neves, Dr. Gabriel de Rezende Passos, Marechal Ciro do Espirito Santo Cardoso e General Luiz de Faria; presidente, Luiz Antonio Bini; (...)"

⁴  Talvez José do Carmo Barbosa estivesse se referindo ao Real Conservatório de Milão, onde se formaram também, pelo menos, o campineiro Carlos Gomes, o pindamonhangabense João Gomes de Araújo, o pousoalegrense José Lino de Almeida Fleming e a contralto campineira Maria Monteiro ("Zica" Monteiro). Os quatro receberam bolsa de estudos do imperador Dom Pedro II para aperfeiçoarem seus dotes musicais. 
Sobre a contralto Maria Monteiro, cf. in http://www.centrodememoria.unicamp.br/sarao/revista29/SERIE/sarao_se_ruas_texto_01.htm

⁵  Socorri-me do pesquisador, musicólogo e regente Aluízio José Viegas para saber algo acerca deste violoncelista são-joanense. Disse-me ele que o professor e violoncelista Eurico Costa, do Conservatório Brasileiro de Música, tinha sido quem descobriu o são-joanense Luiz de Oliveira, quando de sua primeira vinda a São João del-Rei, onde deu um concerto que o consagrou pela execução exímia de seu instrumento. Naquela oportunidade, ele ouviu o violoncelista são-joanense e, tendo visto nele talento e aptidão para o instrumento, convidou-o a vir para o Rio de Janeiro tomar aulas sob a sua direção.
Sobre esse concerto memorável, Aluízio me relatou um episódio deveras curioso. Ao terminar o concerto, duas senhoras irmãs foram até o camarim de Eurico Costa para convidá-lo para um chá no dia seguinte em sua residência. Quando lá chegou, foi informado que nenhuma das duas tinha herdeiro, acrescentando que possuíam um violoncelo passado de geração a geração, chegando até elas. Assim dizendo, imediatamente se dirigiram a um quarto, donde tiraram uma caixa velha e desmantelada. Ao abri-la, Eurico verificou que a mesma continha um violoncelo necessitado de alguns reparos.
Quando voltou ao Rio de Janeiro com o presente, encostou aquela caixa em um canto da casa e ficou de procurar um luthier oportunamente. Antes, porém, foi primeiro passar férias em Caxambu. Nesse ínterim, sua casa foi assaltada e, entre outras preciosidades, o ladrão havia levado o violoncelo com que Eurico se apresentava.
Impossibilitado de dar um concerto já agendado, precisou recorrer a um luthier para consertar o violoncelo sobressalente que tinha trazido de São João del-Rei, que, até então, não tinha valorizado muito por causa do seu estado.
Qual não foi a sua surpresa quando o luthier carioca lhe informou que ele estava portando um autêntico Guarnerius (avaliado em 20.000 escudos na época de Salazar)! Continuou dizendo que na capital federal não havia quem pudesse reparar um instrumento tão raro e caro. Recomendou-lhe levá-lo à Europa, onde certamente encontraria um luthier abalizado para fazer o tal reparo.
Músico internacional que era, Eurico Costa não encontrou dificuldade, em uma de suas viagens à Europa, de recorrer aos serviços de um luthier especializado que soube sanar o problema, restabelecendo a beleza e a pujança da sonoridade do violoncelo.
Aluízio contou-me ainda que Eurico Costa fez tanta amizade com o pároco Padre Almir de Rezende Aquino, da Matriz de Nossa Senhora do Pilar de São João del-Rei – hoje Catedral Basílica, – que passou a abrilhantar as célebres festividades locais da Semana Santa com o seu concurso, ao violoncelo.
O musicólogo são-joanense disse lembrar-se inclusive de ter presenciado Eurico Costa solando uma peça de inexcedível beleza na Cerimônia do Lava-pés em praça pública, diante de uma gigantesca plateia fervorosa e atenta.

  Sobre o Maestro Guaraná, o Blog de São João del-Rei já publicou três matérias:
http://saojoaodel-rei.blogspot.com.br/2014/08/maestro-guarana-gustavo-nogueira-de.html
http://saojoaodel-rei.blogspot.com.br/2014/09/gustavo-de-carvalho-o-guarana-cronica.html
http://saojoaodel-rei.blogspot.com.br/2014/10/homenagem-do-centro-artistico-e.html






* Francisco José dos Santos Braga, cidadão são-joanense, tem Bacharelado em Letras (Faculdade Dom Bosco de Filosofia, Ciências e Letras, atual UFSJ) e Composição Musical (UnB), bem como Mestrado em Administração (EAESP-FGV). Além de escrever artigos para revistas e jornais, é autor de dois livros e traduziu vários livros na área de Administração Financeira. Participa ativamente de instituições no País e no exterior, como Membro, cabendo destacar as seguintes: Académie Internationale de Lutèce (Paris), Familia Sancti Hieronymi (Clearwater, Flórida), SBME-Sociedade Brasileira de Música Eletroacústica (2º Tesoureiro), CBG-Colégio Brasileiro de Genealogia (Rio de Janeiro), Academia de Letras e Instituto Histórico e Geográfico de São João del-Rei-MG, Instituto Histórico e Geográfico de Campanha-MG, Academia Valenciana de Letras e Instituto Cultural Visconde do Rio Preto de Valença-RJ, Academia Divinopolitana de Letras, Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal, Academia Taguatinguense de Letras, Academia Barbacenense de Letras e Academia Formiguense de Letras. Possui o Blog do Braga (www.bragamusician.blogspot.com), um locus de abordagem de temas musicais, literários, literomusicais, históricos e genealógicos, dedicado, entre outras coisas, ao resgate da memória e à defesa do nosso patrimônio histórico.Mais...

9 comentários:

Ray Pinheiro disse...

Obrigado Caríssimo Francisco Braga por nos oferecer esta perola de Carmo Barbosa de saudosa memoria na Rádio São João Del Rei - MG.
Grande abraço,
Ray Pinheiro.
Brasília - DF.

João Pinto de Oliveira (diretor do SICOOB Crédito das Vertentes e da Biblioteca do Instituto Educ. São Tiago Apóstolo) disse...

Prof. Francisco Braga, bom dia. Agradeço-lhe, sensibilizado, a remessa de suas publicações, todas do mais alto teor e que honram a sua biografia e curriculo cultural, musical, filosófico e literário, bem como toda nossa região. Tenho, por hábito, não só ler, mas reproduzir o material, deixando-o à disposição de leitores locais na Biblioteca do Instituto Educ. São Tiago Apóstolo, do qual sou presidente. Pude observar que a atual matéria "A Cidade da Música" acha-se bloqueada, com impossibilidade de reprodução, salvo autorização, o que venho solicitar-lhe, pelo presente.
Reconhecido e com a estima de sempre,
João Pinto de Oliveira

Frei Joel Postma o.f.m. (professor, compositor, organista e regente do corais Trovadores da Mantiqueira e Trovadores do Planalto) disse...

Prezado Irmão, Faço votos que a boa música continue sendo a marca registrada da Bela Cidade Real! Paz Bem! F.Joel.

Prof. Fernando Teixeira (professor universitário, escritor e Secretário Geral da Academia Divinopolitana de Letras) disse...

Mais uma vez, obrigado por suas notas e artigos, expressões de intensa atividade intelectual. Parabéns e abraço do Fernando Teixeira

Prof. Ulisses Passarelli (folclorista, escritor, gerente do Blog Tradições Populares das Vertentes e Membro da Academia de São João del-Rei) disse...

Agradeço-lhe mais este envio que acabo de ler com o interesse de sempre, dada a qualidade alta das matérias postadas em seu blog. Seu trabalho sempre revela joias perdidas no passado, pouquíssimo acessíveis.
Gde.abç.UP.

Prof. Mário Celso Rios (professor, escritor, conferencista e Presidente da Academia Barbacenense de Letras) disse...

Ótima a notícia do BLOG s/ os 2 séculos de música de SJDR.
Abraço, M. CELSO e amigos de Barbacena!

Aluízio José Viegas (flautista, violoncelista, regente, historiador e pesquisador musical) disse...

Francisco,

Bom dia!

Li o texto do Carmo Barbosa.

Há erro que deve ser corrigido, para que não se perpetue como informação fidedigna.

1. Quando fala da Lira Sanjoanense, diz que estava sob a direção de Pedro de Souza desde 1802.

Pedro de Souza nasceu em 3 de março de 1902 e faleceu em julho de 1995. O que Pedro de Souza fez foi coligir a relação dos diretores-regentes da Lira Sanjoanense desde sua fundação em 1776, baseado na relação de nomes constante do "estandarte" da Lira Sanjoanense, e por suas pesquisas em livros manuscritos das irmandades religiosas e que confirmavam a relação constante do estandarte.

2. Quanto a Jehudiel Torga, locutor da Rádio São João del-Rei, era filho de Jehudiel de Loyola Torga.
Este, pai do locutor Jeú, nascido em 1889 e falecido em 1965, foi proprietário da Funerária Nossa Senhora dos Remédios; politicamente foi delegado de polícia, e exerceu cargos em irmandades, especialmente na Ordem do Carmo. Na juventude participou do meio musical e teatral em São João del-Rei.

Abraço,

Aluízio Viegas

Jota Dângelo (médico, diretor, ator, teatrólogo, gestor cultural, escritor e fundador da escola de samba Qualquer Nome Serve) disse...

Incrível a história relatada pelo Aluízio Viegas sobre Eurico Costa e o violoncelo ganho de presente! Lendo o artigo do José do Carmo voltei aos tempos de antanho, do Jazz Continental e do Six Boys... Naquele tempo eu era vidrado num Solo ao Pregador, de Stradella, que a Ribeiro Bastos tocava antes da cerimônia do Lava-pés. Hoje, compositores estrangeiros foram banidos da Semana Santa, com certa razão. Talvez seja o momento de prestigiar nossos compositores sacros. Mas ainda tenho a música de Stradella na minha memória sensitiva... Jota Dangelo

Profª Elza de Moraes Fernandes Costa (terapeuta holística, pianista e gerente do Portal Concertino) disse...

Prezado Braga,

Parabéns por mais um artigo histórico!

Um abraço,

Elza
Gerente do Portal Concertino (www.concertino.com.br)