domingo, 1 de janeiro de 2017

ATA nº 1 DA SOCIEDADE DE CONCERTOS SINFÔNICOS DE SÃO JOÃO DEL-REI


Por Francisco José dos Santos Braga



I.  INTRODUÇÃO

Inicio este texto abrindo um parêntese para comentar um assunto que movimentou os principais círculos musicais das principais capitais do Nordeste e do Sudeste. Em outubro de 2016 se apresentou pela primeira vez no Brasil a Orquestra Sinfônica de Xalapa (O.S.X.), que, fundada em 1929 pelo governador de Veracruz e mantida pela Universidad Veracruzana a partir de 1975, é uma das mais antigas e uma das mais prestigiadas do México. Sua visita ao Brasil em bombástica excursão tem sido denominada "Turnê OSX Brasil 2016". Sua programação consistiu dos seguintes concertos: 
a) 7/10: no Teatro Guararapes (Recife)
b) 8/10: na Sala de Concertos Maestro José Siqueira (João Pessoa)
c) 9/10: no Teatro Riachuelo (Natal)
d) 12/10: no Teatro Municipal (Rio de Janeiro)
e) 15/10: na Sala São Paulo (São Paulo)
Consta que tão grande foi a repercussão da Turnê 2016 da OSX que  o Metrópolis, um dos mais prestigiados programas de cultura da TV brasileira, fez uma matéria sobre a OSX e a trajetória profissional do maestro Lanfranco Marcelletti Jr.

Quando servi o Exército, costumava ouvir um provérbio do qual jamais me esqueceria na minha vida profissional: "Antiguidade é posto." Não só na hierarquia militar esse provérbio é verdadeiro, mas também em outras situações encontradas em nossa vida. Na Internet, por exemplo, se temos um blog em operação há muitos anos, é de esperar que a qualidade de suas matérias não diminua de uma hora para outra. Outro exemplo é que parece haver uma relação positiva entre a antiguidade num posto de trabalho e a produtividade. E assim por diante. Da mesma maneira, acho que todas essas homenagens prestadas à O.S.X. sejam merecidas, não só por sua vasta experiência adquirida no campo musical, mas especialmente por favorecer um maior intercâmbio musical entre o Brasil e o país da América Central. 

Permita-me dizer que também temos aqui em São João del-Rei uma orquestra sinfônica com quase a mesma idade da O.S.X., que em janeiro de 2017 completará 87 anos de excelentes serviços artísticos prestados à Municipalidade  durante sua profícua existência ininterrupta ¹, observando rigorosamente os fins para os quais foi criada e esperando uma justa e merecida valorização. Só se pede para a orquestra sinfônica são-joanense a mesma medida que justificou a espetacular vinda da O.S.X. ao Brasil nessa turnê megalomaníaca de 9 dias, num crucial momento de crise e de dificuldades financeiras por que passa o País. 

Sem falsa modéstia, não é exagero repetir que a "Sinfônica" de nossa terra é a mais antiga do País. Só para fins comparativos, uma das mais antigas orquestras sinfônicas brasileiras é a O.S.B.-Orquestra Sinfônica Brasileira, fundada dez anos depois da "Sinfônica" são-joanense, ou seja, em 1940 pelo Maestro José Siqueira.

Nos textos que serão transcritos abaixo observei cuidadosamente a grafia de época.
 


II.  TEXTO DA ATA Nº 1 DA SOCIEDADE DE CONCERTOS SINFÔNICOS ²



Acta nº 1 da Sociedade Symphonica de digo e beneficiente de S. João d'el-Rey

Aos 16 dias do mêz de Fevereiro de 1930, em uma das salas da Camara Municipal, as 15 e meia horas, com a presença de elevado numero de socios, tomou posse a sua primeira Directoria, eleita em a assembleia de 26 de Janeiro do corrente anno. Por achar-se ausente, por motivo justificado, o presidente provisorio Snr. Cap. Frederico Buys Mendes Ribeiro, o secretario Snr. Antonio Alves de Albuquerque, devidamente autorisado, convidou o Snr. Cel. José do Nascimento Teixeira à assumir a presidencia, o qual, sob grande salva de palmas, assumio-a e convidou os demais membros à tomar posse dos cargos que, para os quaes foram eleitos.
O Snr. Cap. Frederico Buys Mendes Ribeiro, pelo seu representante, agradeceu à todos os membros desta sociedade, pela escolha de seu nome e sua aclamação a presidente provisorio.
Tambem agradeceu pela sua nomeação o secretário da Directoria provisoria, o nosso dedicado companheiro Antonio Alves de Albuquerque.
O presidente Snr. Cel. José do Nascimento Teixeira, usando da palavra, agradeceu pela sua eleição, resumio os fins da sociedade e prometteu (n)a medida de suas forças trabalhar com todo carinho pelo engra(n)decimento desta sociedade. 
Foi lida a acta da assemblea realisada em 26 de Janeiro de 1930, a qual foi approvada por unanimidade e, de accôrdo com as instrucções do Snr. Presidente, é a mesma transcripta abaixo e archivada.
Acta da sessão de fundação da Sociedade de concertos symphonicos de S. João d'el-Rey. 
Aos vinte e seis dia(s) do mez de Janeiro de 1930 ³, presente(s) varios musicistas para este fim convidados, foi aberta a sessão sob a presidencia provisoria do Capitão Frederico Buys Mendes Ribeiro. Esboçados ligeiramente os fins da sociedade pelo Snr. Presidente, os quaes vão largamente explicados pelo regulamento já redigido por uma commissão para isto nomeiada. Foi procedida a eleição da Directoria, cujo resultado foi o seguinte:
Para Presidente                 : Cel. José do Nascimento Teixeira.
   "   Vice-Presidente         : Emilio Viegas.
   "   Primeiro Secretario   : Donato Mazzoni.
   "   Segundo        "           : Carmelio de Assis.
   "   Primeiro Thesoureiro: João Pequeno.
   "   Segundo          "         : Fernando Caldas.
   "   Primeiro Procurador  : José Gonçalves Gomes.
   "   Segundo          "         : Agostinho de Assis.
Não estando presente o Presidente eleito, ficou adiada a posse para dia previamente marcado.
Por proposta do Snr. José Victor da Apparição, foram archivadas as cedulas.
Nada mais se tratando, foi encerrada a sessão e lavrada a acta que vae assignada pelos presentes que são considerados fundadores .
Antonio Albuquerque Paschoalina d'Angelo Perilli Aracy dos Santos Fausto Goyano Junior Francisco Celestino das Neves José Firmino de Souza João Trindade Gomes Ibrahim Fellippe Mattar Rodolpho Teixeira das Chagas Baptista Jose da Silva Sylvio Araujo Padilha Filho Urbano Duque Rodrigues Gustavo Carvalho Francisco da Conceição Alves Theotonio Manoel Domingos de Oliveira Dias Eduardo Cancio Rodrigues dos Santos José Andrade dos Santos  José Victor da Apparição Francisco Della Croce Carmelio de Assis Pereira Galdino de Souza Rangel José do Espírito Santo Victor  José Quintino dos Santos José Hilario Fernando Caldas João da Silva Passos José Martins Guimarães Carlos Urbano dos Santos Gerardo de Assis João Rocha José Estanislau dos Santos João Evangelista Pequeno Frederico Buys Mendes Ribeiro Donato Mazzoni Agostinho Matheus de Assis João Cavalcante Antonio Candido Bastos Carlos dos Passos Andrade Recenvindo dos Santos José Gonçalves Gomes Emilio Viegas Filho. Representados: João Salustiano Simas João Onofre de Souza Telemaco Victor das Neves e Leticia Pereira. 
Não havendo mais nada a tratar, foi encerrada a sessão e lavrada a presente acta que vae por mim assignada.
Donato Mazzoni
1º Secretario
J. Nascimento Teixeira
Presidente


 
Se o Livro de Atas da Sociedade de Concertos Sinfônicos, carinhosamente chamada de "Sinfônica", está completo e muito bem conservado, não posso dizer o mesmo do seu acervo de programas de concertos. O primeiro concerto de estreia da "Sinfônica" ocorreu no dia 4 de maio de 1930, sob a regência do tenente João Cavalcante. Assim reza o programa do primeiro concerto da nova corporação musical:

Theatro Municipal
SOCIEDADE DE CONCERTOS SYMPHONICOS
DE
SÃO JOÃO D'EL-REY
Fundada em 26 de janeiro de 1930

DIRETORIA
Presidente             José do Nascimento Teixeira
Vice-Presidente    Emílio Viegas Filho
1º Secretário         Donato Mazzoni
2º Secretário         Carmélio de Assis Pereira
Tesoureiro             Fernando Caldas
1º Procurador       José Gonçalves Gomes
2º Procurador       Agostinho Matheus de Assis
Consultor Orador Dr. Augusto Viegas

CONSELHO ARTÍSTICO
João Evangelista Pequeno
Cap. Frederico Buys Mendes Ribeiro
João Cavalcante

PROGRAMMA 
DO
1º CONCERTO ORDINARIO
A
4 de maio de 1930, às 15,30 horas
 [Obs.: Até aqui a primeira página do 1º concerto (imagem abaixo)]


PROGRAMA
PRIMEIRA PARTE
1) Apresentação da orquestra por Dr. Augusto das Chagas Viegas
2) R. Wagner         Tannhäuser (marcha)
3) Carlos Gomes   Lo Schiavo (fantasia)
4) Carlos Gomes   Salvator Rosa (sinfonia)

SEGUNDA PARTE
1) Paul Lacombe  Aubade Printanière
2) A. Ponchielli    La Gioconda (Dança das Horas)
3) Von Suppé        Die schöne Galathee (ouverture)


Lamentavelmente não localizei no arquivo da "Sinfônica" a página seguinte à da imagem abaixo, referente aos números apresentados no 1º Concerto de 4 de maio de 1930.  Por sorte, [GUERRA, 1968: 175] supre essa deficiência com a efeméride daquela importante data. Ali se pode ler o Programa acima transcrito, além da seguinte informação: "A orquestra compunha-se de 40 figuras, tendo como Regente o Maestro JOÃO CAVALCANTE."



 

NOTAS   EXPLICATIVAS




¹   É conveniente verificarmos aqui o aspecto da existência ininterrupta de uma orquestra sinfônica a serviço da municipalidade. Vejamos o que ocorreu em São Paulo.
Até o começo do século XX, as companhias líricas internacionais que se apresentavam no Theatro Municipal traziam da Europa seus instrumentistas e coros completos, pela falta de um grupo orquestral em São Paulo especializado em ópera.
Somente a partir da década de 1920 uma orquestra profissional foi criada com a Sociedade de Concertos Sinfônicos de São Paulo e passou a realizar apresentações esporádicas, tornando-se regular em 1939, sob o nome de Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal. Uma década mais tarde, o conjunto passou a se chamar O.S.M.Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo e foi oficializado em lei de 28/12/1949, que ainda hoje vigora.
Directoria da Sociedade de Concertos Symphonicos de S. Paolo

Estiveram à frente da orquestra os maestros Arturo de Angelis, Zacharias Autuori, Edoardo Guarnieri, Lion Kasniefski, Souza Lima, Elezar de Carvalho, Armando Belardi e John Neschling.
Cf. in http://theatromunicipal.org.br/grupoartistico/orquestra-sinfonica-municipal/

²  [BISPO, 1970] escreveu um texto que trata da Sociedade de Concertos Sinfônicos intitulado "São João del-Rei e sua tradição musical", que assim se inicia: "Poucas cidades do mundo ocidental podem dizer que possuem sociedades musicais bi-centenárias de ininterrupta existência", referindo-se às orquestras são-joanenses Ribeiro Bastos e Lira Sanjoanense. Tenho a impressão de que ele assim começa o seu texto porque provavelmente estivesse subentendido que nessa nova corporação, a Sociedade de Concertos Sinfônicos, de fato se reuniram músicos das duas referidas orquestras bicentenárias, além de integrantes da Banda do 11º Batalhão de Infantaria, conhecido como Regimento Tiradentes, além de músicos independentes.
Em seguida, continua: 

"A Sociedade de Concertos Sinfônicos de São João del-Rei foi fundada em 26 de janeiro de 1930. As finalidades da Sociedade dizem respeito basicamente à difusão e ao aprimoramento da arte musical, além (sic) ao auxílio financeiro e moral dos músicos. Todos os seus componentes são amadores e nada recebem pelas suas atividades. São militares, médicos, comerciantes, funcionários públicos, tipógrafos, alfaiates, professores primários, estudantes, pedreiros e outros. A Orquestra e o Orfeão da Sociedade de Concertos Sinfônicos de São João de-Rei já se apresentaram em concertos e operetas em Belo Horizonte, Juiz de Fora, Oliveira, Barbacena, Caxambu, Lambari, Cambuquira, Bom Sucesso, Varginha, Poços de Caldas, Três Corações, Itajubá, São Lourenço, Barroso, Ponte Nova, São  Gonçalo do Sapucaí e outras cidades de Minas Gerais. Ela se considera como protótipo das organizações artísticas amadoras de São João del-Rei e de Minas Gerais, onde são esquecidas as vaidades pessoais e cultuado apenas o amor à música e à própria Sociedade. (...)"
Cf. in http://www.akademie-brasil-europa.org/Materiais-abe-33.htm

³   Durante a pesquisa feita nos arquivos da "Sinfônica", encontrei o seguinte texto anônimo que reproduzo aqui para um maior conhecimento da minha entidade homenageada. Importante destacar que ele foi inserido dentro do programa do 50º Concerto da "Sinfônica", realizado em 22 de novembro de 1939, dia consagrado a Santa Cecília, padroeira dos músicos (imagens abaixo).


A Sociedade de Concertos Sinfônicos
(Pequeno histórico)

Nos primeiros dias de 1930, um grupo de músicos desta cidade, coadjuvado por elementos destacados da nossa sociedade, imaginou fundar uma associação que, congregando os músicos de S. João del-Rei, tivesse por objetivo cultivar a Arte e promover assistência fraterna e amiga a todos os sócios-músicos que a ela pertencessem.
Tal idéia recebeu, desde o início, a colaboração entusiasta dos nossos músicos e o decidido apoio do então Presidente da Câmara Municipal, Cel. José do Nascimento Teixeira, e do Exmo. Snr. Comandante do 11º R.I., que tudo fizeram em benefício da novel agremiação.
E, a 26 de janeiro de 1930, no salão nobre da Prefeitura Municipal, era fundada a Sociedade de Concertos Sinfônicos.
No dia 4 de maio do mesmo ano, sob ansiosa expectativa, apresentava-se à platéia, no Theatro Municipal, a nossa orquestra sinfônica.
Era o nosso primeiro contacto com o público. Era o nosso primeiro concerto. 
Os aplausos que tivemos, recompensaram nossa modesta apresentação, convidando-nos a prosseguir no trabalho encetado.
E hoje que realizamos o 50º concerto, olhando para a estrada percorrida, é justa a pontinha de vaidade que de nós se apodera.
Registraremos aquí somente alguns dos nossos concertos de maior significação: 
Em agosto de 1931, em homenagem à Rede Mineira de Viação, ao ensejo de seu cincoentenário. Neste concerto tocaram juntas as Sinfônicas de Belo-Horizonte e a nossa. Em janeiro de 1934, em homenagem ao então Ministro da Guerra, General Espírito Santo Cardoso. *
O Festival da Aída em dezembro do mesmo ano constou da representação do 2º Ato da Aída, por um grupo de amadores. Foi marcante o êxito artístico desse festival.
Em agosto de 1935 estreava o Orfeão mixto, composto de 60 vozes, e em janeiro do ano seguinte, prestamos uma homenagem ao Exmo. Sr. Governador B. Valadares, oferecendo-lhe um magnífico concerto.
A visita de nossa orquestra a Juiz de Fóra, em julho de 36, onde obteve extraordinário êxito, é, talvez, o fato mais brilhante de sua vida.
Em agosto do mesmo ano realizamos um concerto em homenagem ao D.D. Prefeito local e à Camara Municipal. Em agosto de 1938, por ocasião do centenário da cidade, realizamos excelente concerto que foi irradiado pela "Hora do Brasil". E, em junho do ano corrente, prestamos justa homenagem ao Exmo. Snr. Gen. Cristóvão Barcelos, ofertando-lhe uma audição de gala da orquestra.
Os concertos foram regidos pelos maestros: Ten. João Cavalcante, João Pequeno, J. Gonçalves Gomes, Emílio Viegas e Dr. Olavo Caldas. O primeiro Tenente Cavalcante é o regente efetivo e o organizador de nossa orquestra.
Na presidência do Sr. Dr. E. Garcia de Lima, construiu-se o edifício da sede da Sociedade, à Praça Carlos Gomes, em terreno doado pela Prefeitura local.
A parte, talvez, mais simpática da nossa Sociedade é a beneficente: assistir, pecuniariamente, seus sócios-músicos, quando necessitarem  de subvenção a que teem direito pelos nossos estatutos. Assim, várias vezes, temos assistido os dedicados músicos que, na adversidade, recorreram à Sociedade.
Queira Deus possamos ainda trabalhar muito em pról do desenvolvimento cultural e artístico de S. João del-Rei.

Atual Diretoria

Presidentes beneméritos:
José do Nascimento Teixeira
Dr. E. Garcia de Lima

Presidente           Cap. Gerardo L. Amaral
Vice-Presidente  Emílio Viegas
1º Secretário       Prof. Domingos Horta
2º Secretário       Francisco Della Croce
1º Tesoureiro      Luiz Bini (reeleito)
2º Tesoureiro      Inácio de Souza
1º Procurador     João da Cruz Neves
2º Procurador     (não mencionado)

Conselho Artístico:
Jupira Raposo Neto
Milton Couto
Ten. João Cavalcante diretor
Conselho Fiscal:
João Navarro 
Geraldo Silva
Geraldo Lima
Bibliotecário-zelador:
Sílvio de Araújo Padilha 

* Obs.: Trata-se de Augusto Inácio do Espírito Santo Cardoso (1867-1947), pai do general Ciro do Espírito Santo Cardoso. Também era irmão do general Joaquim Ignácio Baptista Cardoso e tio-avô do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.



De acordo com [GUERRA, 1968: 219], na data de 22 de novembro de 1939,
"A SOCIEDADE DE CONCERTOS SINFÔNICOS realizou o seu 50º Concêrto, com apresentação de um programa de Orquestra, Orfeão do 11º Reg. de Infantaria e Orfeão de amadores. 1ª PARTE: SINFONIA, de Beethoven2ª PARTE, orquestra: I Berceuse, de A. Iljinsky; II Mazurka, de A. Scriabin; III Barcarole, de A. Arenski; IV Invitation à la valse, de Weber. 3ª PARTE, orfeão masculino: I 7 de Setembro, de Thiers Cardoso; II Cantar para viver, de Villa-Lobos; III Tipitim, de Maria Grever. Coro feminino: IV Barcarola, de J. Cavalcante; V Terra Natal, de Mozart; VI Gavião de Penacho, de F. Braga; VII Banda da Roça (arranjo de J. Cavalcante).
 
 
  Abaixo teço comentários acerca de alguns signatários da 1ª Ata da Sociedade de Concertos Sinfônicos, a saber:
JOSÉ DO NASCIMENTO TEIXEIRA, natural de Lagoa Santa-MG, foi grande benfeitor da obra salesiana em São João del-Rei, industrial, Prefeito Municipal, Presidente da Câmara Legislativa, da Associação Comercial e fundador e 1º presidente da S.C.S.-Sociedade de Concertos Sinfônicos.
Em vários artigos o homenageei, com especial destaque in
http://saojoaodel-rei.blogspot.com.br/2014/05/nascimento-teixeira-segundo-cronica-de.html




 Cf. [GUERRA, 1968: 276]
 


[VIEGAS, 1969, p. 89] registrou: "JOÃO EVANGELISTA PEQUENO, músico notável, desde moço se destacou como ornamento da mui justamente afamada "Orquestra Ribeiro Bastos", na qual, com proficiência, fazia primeiro violino. Foi, todavia, como tenor, dotado de belíssima voz, que, se salientando no admirável coro do tradicional conjunto, conquistou em Minas justo renome. Como precioso legado que lhe deixou seu grande mestre, Martiniano Ribeiro Bastos, assumiu êle a direção e regência da mais que (bi)centenária corporação que tanto honra São João del-Rei quanto Minas Gerais. Também, por caprichosa determinação do destino, através de anos, em repetidos mandatos de juiz de paz, viveu harmonizando espíritos e consertando contendas."

[VIEGAS, 1969, p. 89] ainda registrou: "TELÊMACO VITOR DAS NEVES E FERNANDO DE SOUSA CALDAS, que, competente e dedicadamente, dirigiram respectivamente as (bi)centenárias orquestras "Ribeiro Bastos" e "Lira Sanjoanense", se fizeram credores da gratidão dos são-joanenses, tanto mais quanto, até falecerem, continuaram a ensinar gratuita e devotadamente a bela arte e a concorrer para a formação de verdadeiros artistas."
Além dessas informações, sobre o Maestro Telêmaco Vítor das Neves (⭐︎12/04/1898 ✞24/06/1950), o Portal São João del-Rei Transparente homenageou-o com uma série de testemunhos, em especial o de sua filha cantora e maestrina Maria Stella Neves Valle.
Cf. in https://saojoaodelreitransparente.com.br/works/view/1063 

Quanto a Fernando de Sousa Caldas, a Câmara Municipal de São João del-Rei o homenageou com o nome de um logradouro no bairro Tejuco. A Rua Fernando Caldas é tradicionalmente conhecida por "Rua do Campo". 

Maestro Gustavo de Carvalho, o "Guaraná"
Em vários artigos homenageei GUSTAVO DE CARVALHO, o ilustre músico são-joanense, carinhosamente chamado de "Maestro Guaraná", a saber: 
http://saojoaodel-rei.blogspot.com.br/2014/12/maestro-guarana-uma-das-maiores-glorias.html
http://saojoaodel-rei.blogspot.com.br/2014/12/uma-cidade-vive-ha-2-seculos-mergulhada.html
http://saojoaodel-rei.blogspot.com.br/2014/10/homenagem-do-centro-artistico-e.html
http://saojoaodel-rei.blogspot.com.br/2014/09/gustavo-de-carvalho-o-guarana-cronica.html
http://saojoaodel-rei.blogspot.com.br/2014/08/maestro-guarana-gustavo-nogueira-de.html
A Câmara Municipal de São João del-Rei houve por bem homenagear o Maestro Guaraná, aprovando denominação de "Gustavo de Carvalho (Guaraná)" à travessa que liga a Praça Francisco Neves à Rua José Mourão.


Em homenagem ao Maestro JOÃO CAVALCANTE, filho adotivo de São João del-Rei, o historiador Dr. José Antônio de Ávila Sacramento proferiu discurso, reproduzido em seu site Pátria Mineira e abaixo referenciado:
http://www.patriamineira.com.br/imagens/img_noticias/094213230710_Discurso_-_Inauguracao_Coreto_Maestro_Joao_Cavalcante.pdf
No texto acima foi feita justiça ao Tenente João Cavalcante, quando a Lei nº 4.129, de 14 de junho de 2007, reconhecendo os elevados méritos do indigitado Maestro, deu ao Coreto da Av. Presidente Tancredo Neves o seu nome.
Finalmente, no texto abaixo pode ser visto o Coreto Maestro João Cavalcante em toda a sua glória e magnificência.
http://www.patriamineira.com.br/imprimir_noticia.php?id_noticia=962


[GUERRA, 1969: 179] assim se expressou a respeito do Tenente João Cavalcante: "Foi um dos grandes valôres que a nossa cidade conquistou e aqui realizou o milagre de organizar a maior e melhor orquestra sinfônica de cidades do interior de Minas. Foi também, por muitos anos, regente da Banda de Música do 11º Regimento de Infantaria."  

[GUERRA, 1968: 180-1] ainda registrou como efeméride de 30/8/1931 o seguinte: "A Soc. de Concertos Sinfônicos dedica seu 6º concêrto ao Sr. Dr. Caetano Lopes e Dr. José de Bretas Bhering, ilustres diretores da E. de Ferro Oeste de Minas, em seu 50º aniversário de inauguração, com um escolhido programa em grande orquestra com regência dos maestros João E. Pequeno e Tenente João Cavalcante." 
 
Devo apenas acrescentar aos textos supracitados que tanto a orquestra da S.C.S.-Sociedade de Concertos Sinfônicos quanto o Coro Orfeônico foram presididos, durante anos, pelo notável Maestro João Cavalcante. Resta somente determinar o período em que o insigne maestro esteve à frente da S.C.S. e da Banda de Música do 11º Regimento de Infantaria.
Entre suas composições musicais, destacam-se, além dos hinos de São João del-Rei, do "Regimento Tiradentes" e do Colégio Nossa Senhora das Dores, por exemplo, a abertura de concerto "Ivone", dedicada à sua filha Ivone Cavalcante Lage e o arranjo que fez para "Mon coeur s'ouvre à ta voix", da ópera Sansão e Dalila, de C. Saint-Saëns (ambos constantes do 402º concerto da S.C.S., realizado em 11/04/2003, regido por Aluízio José Viegas no Teatro Municipal de São João del-Rei, em comemoração ao Dia das Mães).
Crédito: acervo de programas da Sociedade de Concertos Sinfônicos

Homenagem da "Sinfônica" a seu Maestro Ten. João Cavalcante

 
"A nossa  homenagem ao Mº Ten. João Cavalcante é insignificante em face dos extraordinários serviços que ele tem prestado à "Sinfônica".
Desde a fundação, à qual emprestou sua invejável tenacidade, ele tem sido nosso diretor artístico e regente de orquestra. Em dez anos de luta intensa para manter a regularidade de concertos, dispendeu energias consideraveis, foi sempre muito alem de suas obrigações funcionais, e isto porque é um verdadeiro artista dos que se  batem para que a Arte não seja vencida pelo materialismo avassalador.
Discípulo distinto dos grandes Mºs. Assiz Republicano * e Francisco Nunes **, o Ten. Cavalcante é, além de regente seguro, compositor de belas partituras e executante perfeito em vários instrumentos.
Abrimos-lhe esta página, contrariando sua modéstia inata: por (ingratos) andaríamos se não lhe testemunhássemos de público, o quanto lhe somos gratos por sua ação desinteressada e construtora como membro destacado de todas as diretorias desta Sociedade." 
* Obs.  Antônio de Assis Republicano é gaúcho, de Porto Alegre, onde nasceu a 15 de novembro de 1897. Entrando para o Instituto Nacional de Música, concluiu o curso de fagote, alcançando em 1923 a medalha de ouro. Tocou nessa ocasião o "Concerto" que compôs em 1920. Nas aulas de composição, teve como professores Agnello França e Francisco Braga. Em 1925 teve sua primeira ópera, "O Bandeirante", executada na temporada oficial do Teatro Municipal do Rio de Janeiro pela Companhia lírica do empresário Walter Mocchi. Em 1928, é convidado pelo Governo do Estado de Minas Gerais para reger as Cadeiras de Contraponto, Fuga e Composição do Conservatório Mineiro de Música e organiza em 1931 o Corpo de Música da Força Pública mineira, que dirigiu como Major, com 160 instrumentos e 300 coristas. Em 1934 é chamado para dirigir a Cadeira de Análise Harmônica e Construção Musical da Escola Nacional de Música, então já vinculada à Universidade do Brasil. Era ainda professor de Composição, ao desaparecer em 26 de maio de 1960. Longa é a enumeração de suas obras. Vale referir, entretanto, a orquestração do Hino Nacional Brasileiro, por ele feita e que, pelo seu elevado nível técnico, foi adotada pelo Governo Federal, conforme Decreto Lei nº 4.545, de 31 de julho de 1942, tendo então sido agraciado com a Comenda da Ordem do Mérito. É sócio-fundador da Academia Brasileira de Música, onde ocupou a Cadeira nº 33, patroneada por Francisco Valle. É pai de vários filhos, inclusive de Esaú de Assis Republicano, um dos 20 sócios-fundadores do IHG de São João del-Rei.

** Obs. Francisco Nunes foi regente, clarinetista, professor e compositor em Diamantina (1875-1934), tendo sido aluno e professor do Instituto Nacional de Música e um dos sócios- fundadores da Sociedade de Concertos Sinfônicos do Rio de Janeiro inaugurada em 1912, entidade cuja duração se prolongou até 1932, período em que contou com a participação de Francisco Braga como seu diretor artístico e regente. 
Em sua homenagem, em Belo Horizonte, foi inaugurado em 1950 o "Teatro Francisco Nunes", que se encontra dentro do Parque Municipal Américo Renné Gianetti. Em 2014, após uma reforma que durou cinco anos, o teatro recebeu poltronas, sistema de ar-condicionado e tratamento acústico novos. 


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FRANCESCO DELLA CROCE (nome de batismo, aportuguesado para Francisco Della Croce), mais conhecido como Alípio Della Croce (DC), era casado com Lenira. O casal teve os seguintes 8 filhos: 1) Ivan DC, que, casado com Marísia Diniz DC, gerou Francisco Jonas Diniz DC, Ivan André Diniz DC e Ana Ester Diniz DC; 2) Wellerson DC, 3) Roberto DC, 4) José DC, 5) Madalena DC, 6) Lourdes DC, 7) Terezinha DC e 8) Maria DC. "Alípio" era flautista e residente no começo da Rua Santo Antônio. 
Depois da morte de Telêmaco Neves como maestro da Orquestra Ribeiro Bastos em 1950, o saudoso maestro foi sucedido por João Simas, Alípio Della Croce, Carmélio de Assis Viegas, Emílio Viegas e outros até a presente data, segundo matéria de Anna Maria Parsons sobre Maria Stella Neves Valle. 

Cf. in http://orkut.google.com/c1134531-td27ad94f50297f6.html
Cf. in https://saojoaodelreitransparente.com.br/works/view/672 
"Francisco Della Croce" é nome de rua no Conjunto Habitacional Dom Lucas Moreira Neves, em São João del-Rei.


JOÃO ONOFRE DE SOUZA foi contrabaixista e membro da Continental Jazz Band, às vezes conhecida como "Orquestra Continental",  fundada em 02/07/1932.
Na minha infância, na década de 1950 e 60, em meu caminho para casa, passava obrigatoriamente pela frente de sua residência, ao lado da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, e costumava ouvi-lo tocando violão elétrico, especialmente nos fins de semana.
Foi homenageado com a denominação de uma rua no Conjunto Habitacional Dom Lucas Moreira Neves, em São João del-Rei.

SÍLVIO DE ARAÚJO PADILHA foi oboísta e clarinetista. Em 1969 vamos encontrá-lo como membro do Conselho Artístico da "Sinfônica". Foi diretor do Conservatório Estadual de Música Pe. José Maria Xavier, durante uma década (1959-1969).  Tal como ocorrera com o Maestro João Cavalcante, Sílvio Padilha orgulhava-se de ter sido discípulo do Maestro Assis Republicano.

Sobre ALÍPIO DELLA CROCE, JOSÉ VICTOR DA APPARIÇÃO, FRANCISCO DA CONCEIÇÃO ALVES, TENENTE FREDERICO BUYS (MENDES RIBEIRO), CARLOS URBANO (DOS SANTOS), CARMÉLIO DE ASSIS PEREIRA e JOSÉ GONÇALVES GOMES [CINTRA, 1982, p. 255] registra na efeméride do dia 16/06/1929:

"Inauguração do Cine Capitólio, à Av. Rui Barbosa, no local onde se encontra o Edifício Galo. O cinema pertencia à firma J. Faleiro e& Cia., que contratou para integrarem a Orquestra do Capitólio os musicistas seguintes: Tenente Frederico Buys, Dr. Antônio Ferreira Ribeiro da Silva, José Gonçalves Gomes, Carmélio de Assis Pereira, Carlos Urbano, José Vitor da Aparição, Francisco da Conceição Alves e Alípio Della Croce." 

DR. AUGUSTO DAS CHAGAS VIEGAS, filho adotivo de São João del-Rei, natural de São Tiago, é o autor do livro "Notícias de São João del-Rei" e sócio-fundador do Instituto Histórico e Geográfico (1º/03/1970) e da Academia de Letras de São João del-Rei (21/01/1971). O antigo Largo do Carmo foi "rebatizado" com a denominação Praça Dr. Augusto das Chagas Viegas em sua homenagem. Distinguiu-se como grande orador e político. Sobre ele [GUERRA, 1968: 149] registra: "Dr. Augusto Viegas - Um dos maiores valôres da cultura são-joanense. Escritor e brilhante orador. Foi por muito tempo orador oficial do Clube Artur Azevedo."

[GUERRA, 1968: 287] refere-se a CARMELIO DE ASSIS PEREIRA, como apreciado amador e autor das peças "Vida de S. Francisco" e da Revista "Coisas Daqui". Noticia em 1º/08/1956: 
"Mais um original são-joanense foi encenado no Teatro Municipal - VIDA E MILAGRES DE S. FRANCISCO DE ASSIS, do ilustre amador-autor Carmélio de Assis Pereira, extraído do livro "Vida de S. Francisco de Assis" *, de Walter Hauser, publicado por Desclée de Brouwer & Cie. (1952), em fina literatura, relatando a edificante vida do incomparável Santo, luxuosamente montada, com cenários próprios de grande efeito, maquinaria especial com adereços e rouparia do século XVI, com a seguinte distribuição: São Francisco, Carlos Henrique, - Cristo, Djalma Câmara, - Anjo, Srta. Darcy Pereira, - Bernardone, Carmélio A. Pereira, - Deli, Vicente Silva, - Abandonado, A. Sandin, - Frei Junípero, Jésus Bernardes, - Frei Masseo, Djalma Assis, - Frei Antônio, Edson Castanheira, - Frei Leonardo, Aldo Resende, - Frei Egídio, Afonso Nogueira e - Frei Iluminato, Antônio Ribeiro. Música e corpo coral a cargo da Orquestra Ribeiro Bastos, com direção de Marcondes Neves e supervisão de Carmélio A. Pereira. 
* Obs. O nome correto do livro em francês era "François d'Assise, sur les traces du Poverello".


 
AGRADECIMENTO



Meu agradecimento vai para José do Carmo dos Santos, atual presidente da Sociedade de Concertos Sinfônicos, que me facilitou o acesso à sua 1ª Ata e a seu acervo de programas. 



REFERÊNCIAS  BIBLIOGRÁFICAS



BISPO, Antonio Alexandre: "São João del-Rei e sua tradição musical", 1970, pela Academia Brasil-Europa de Ciência da Cultura e da Ciência.
http://www.akademie-brasil-europa.org/Materiais-abe-33.htm

GUERRA, Antônio Manoel de Souza: Pequena História de Teatro, Circo, Música e Variedades em São João del-Rei - 1717 a 1967, Juiz de Fora: Sociedade Propagadora Esdeva-Lar Católico, 1968, 327 pp.

SACRAMENTO, José Antônio de Ávila: "Pronunciamento   Reinauguração do Coreto"
http://www.patriamineira.com.br/imagens/img_noticias/094213230710_Discurso_-_Inauguracao_Coreto_Maestro_Joao_Cavalcante.pdf
                       "Coreto Maestro João Cavalcante (São João del-Rei)"
http://www.patriamineira.com.br/imprimir_noticia.php?id_noticia=962 

VIEGAS, Augusto: NOTÍCIA DE SÃO JOÃO DEL-REI, Belo Horizonte: editora não mencionada, 3ª edição, 1969, 273 pp.
 

16 comentários:

Francisco José dos Santos Braga (compositor, pianista, escritor, gerente do Blog do Braga e do Blog de São João del-Rei) disse...

Trago ao conhecimento de meu leitor que em São João del-Rei sobrevive a todos os percalços, crises e dificuldades financeiras de toda espécie a Sociedade de Concertos Sinfônicos, carinhosamente chamada pelos são-joanenses de "Sinfônica", fundada em 26 de janeiro de 1930. Para ter uma ideia de sua "antiguidade", a O.S.B. - Orquestra Sinfônica Brasileira, foi fundada 10 anos depois da sua congênere são-joanense, ou seja, em 1940 pelo Maestro José Siqueira.

Devido à primazia e anterioridade de nossa "Sinfônica", acredito que seja do seu interesse conhecer informações relativas a essa entidade artístico-musical, fruto do esforço de um grupo de músicos e pessoas influentes no início de 1930.

O resultado desse trabalho conjunto só poderia ser grandioso, como se verá lendo o texto que preparei para inaugurar o início do Novo Ano.

Ulisses Passarelli disse...

Excelente pesquisa, Braga. Parabéns!!!
Texto muito importante pelos subsídios históricos que fornece.
Forte abraço,
Ulisses Passarelli

Prof. Ulisses Passarelli (odontólogo, folclorista, escritor, pesquisador, gerente do Blog Tradições Populares das Vertentes) disse...

Muito obrigado. Gostei demais de seu texto.
Grande abraço,
UP

Bernardo Maurício Diniz (professor da Fundação Educacional do DF) disse...

Como é bom poder desfrutar dessas Histórias da nossa terra e gente. Parabéns!

Sônia Maria Vieira (pianista e membro da Academia Brasileira de Música) disse...

Muito grata, amigo Braga. Aproveito para desejar-lhe e a todos os seus, um Ano Novo magnífico de realizações artístico-culturais, com muita saúde, amor, paz e harmonia.
Cordialmente,
Sonia

José do Carmo dos Santos (presidente da Sociedade de Concertos Sinfônicos, membro do IHG e da Academia de Letras de São João del-Rei, violonista e compositor) disse...

LInda matéria para se anexar em documentos para uso de futuros pedidos de Registro de bens Imaterias, nas esferas Municipais Estaduais e Federais e também pedido de Tombamento Individual da Sede.

Obrigado, Amigo, estamos à disposição com carinho em que precisar.

Aproveito para enviar-lhe um Feliz Ano de 2017 e convidá-lo para uma assembleia da Sinfônica no dia 22 de janeiro às 18 horas em sua sede onde haverá também Recitais, e será um prazer ter sua presença como Amigo pesquisador e Amante da nossa querida Sinfônica.


abs teté

Passos de Cravalho disse...

Obrigado pela matéria , excelente aula de história.
Trata-se de uma relíquia esta ata, criando a entidade.
Parabéns Braga pela sua gentileza em registrar matéria s de qualidade cultural.

Muito obrigado, amigo!

Passos de Carvalho,
Presidente da Academia Lavrense de Letras
Membro do IHG/SJDR.

Ricardo Tacuchian (membro da Academia Brasileira de Música, maestro e compositor, possuidor de vasta discografia) disse...

Obrigado pelo excelente material enviado a respeito da trajetória da Sociedade de Concertos Sinfônicos, a “Sinfônica” de São João del-Rei. A memória e a atividade presente desta entidade precisam ser preservadas, pois elas representam o patrimônio espiritual de uma nacionalidade.



Ricardo Tacuchian

Dr. Alaor Barbosa (escritor, cronista, jornalista, membro do IHG do DF e da Academia Goiana de Letras) disse...

São João Del Rey merece parabéns entusiásticos. E você também, Braga, por divulgar esses fatos e documentos. Acho que conheci a Sinfônica de São João em 1994, no Teatro Municipal. Digo acho porque é possível que eu tenha assistido a uma apresentação da Orquestra, ou Banda, Sinfônica da Polícia Militar.
O pionerismo de São João Del Rey começou já no século XVIII, não é mesmo? Começou com o começo da cidade.
Abraços.
Alaor Barbosa.

Dr. Lúcio Flávio Baioneta (escritor, autor do livro "De banqueiro a carvoeiro", conferencista e proprietário da Análise Comercial Ltda) disse...

Meu prezado amigo FJSBraga, quando diretor vice-presidente do Grupo Financeiro Ipiranga, autorizei a gravação de um long play com a Sinfônica de São João Del Rey. Foi feita a gravação e o disco foi distribuído para milhares de clientes, em todo o Brasil, gratuitamente.
O disco tinha um título, se não me engano :-O vos omnes.
Você sabia deste acontecimento?
Abraços do Lúcio Flávio.

Cel Jesus Milages (escritor e sócio correspondente da ALL-Academia Lavrense de Letras) disse...

Amigo. Obrigado pelo carinho e pelo belo material enviado.

Dr. Mário Pellegrini Cupello (escritor, pesquisador, presidente do Instituto Cultural Visconde do Rio Preto de Valença-RJ, e sócio correspondente do IHG e Academia de Letras de São João del-Rei) disse...

Caro amigo e Confrade Francisco José dos Santos Braga.

Parabéns pela sua refinada pesquisa sobre a tradicional ‘Sociedade de Concertos Sinfônicos de São João del-Rei’, mais um excelente trabalho de sua lavra, de forma a preservar – e a exaltar! – a memória histórica dessa instituição, hoje octogenária.

Trata-se de um trabalho memorialista de enorme importância para as atuais e futuras gerações, que irão encontrar nele, além da preciosidade da “Acta da sessão de fundação da Sociedade de concertos symphonicos de S. João d'el-Rey”: fotos, informações e documentos de grande valor para pesquisa.

Agradecemos pela gentileza do envio, que ora passa a fazer parte de nossos melhores arquivos.

Com os votos de que este Ano de 2017 possa trazer-lhe muita paz, saúde e grandes realizações pessoais, receba o abraço fraterno, do amigo,

Mario Pellegrini Cupello

Presidente do Instituto Cultural Visconde do Rio Preto.

Dr. Rogério Medeiros Garcia de Lima (desembargador, escritor e membro da Academia de Letras de São João del-Rei) disse...

Belo registro histórico!

Chico Flávio Rodrigues (músico de jazz) disse...

Amigo FJSB,

Parabéns pelo maravilhoso trabalho.
Recomendo aos meus mais diletos amigos cuja palavra Música é sempre maiúscula.
Feliz ano novo.

xf

Suely Campos Franco (professora universitária e produtora cultural da Escola de Música da UFRJ) disse...

Querido Francisco!

Tenho recebido suas comunicações sobre os conteúdos do seu Blog. Parabéns pela sua dedicação às pesquisas sobre os diversos temas ligados à história da cultura de São João del-Rei. Agradeço sua generosidade de compartilhar descobertas tão importantes, que certamente servirão de pistas importantíssimas para outros pesquisadores.

A propósito: o maestro Guaraná foi casado com Nair que era prima da minha mãe. Eu frequentei a casa do casal na infância. A Pousada do irmão Alfredo (Pouso do Sol) fica em Lagoa Santa?
Sou Produtora Cultural da Escola de Música da UFRJ e responsável pela agenda de 12 Séries Temáticas (Musica Sacra, Jazz, Musica Contemporânea, Choro, Música de Banda, etc.). Vou conversar com Henrique Cazes e Ernani Aguiar e pensar uma homenagem ao maestro Guaraná.


Um forte abraço e Feliz Ano Novo!
Suely

Dr. Eduardo Lopes de Oliveira (advogado do escritório PMRAF Advogados em Belo Horizonte) disse...

Francisco José,

Chegando de férias, li seus grandiosos trabalhos s/ a Sociedade de Concertos Sinfônicos de São João Del Rei, Bernardo Sayão e Tenente Cavalcante, entre outros.

Revivi a lembrança, com alegria, do seguinte:- Sr. José do Nascimento Teixeira, meu padrinho de batismo; Bernardo Sayão, já transitei, na BB/Brasília-Belém até Miracema do Norte, antes GO, hoje, TO, e, por fim, lembrei-me, ainda, do Tenente/ Maestro Cavalcante, pois, papai e mamãe e nós, os filhos, morávamos, junto com minha avó paterna (Vovó/Mãe Donana e meu Tio Zé Lopes) no início do Morro da Forca, logo ao lado do saudoso Grupo Escolar Maria Tereza, onde tive a honra de estudar.

Meu cordial abraço, para você e Rute.

Eduardo.