domingo, 24 de setembro de 2017

GONZAGA E PUCHKIN > > > PARTE I


Por A. Fonseca Pimentel


Este ensaio literário foi publicado originalmente na Revista do Livro (órgão do Instituto Nacional do Livro), Ano X, nº 31, nas páginas 73-80.


I 

O leitor estará talvez perguntando, intrigado, que relação poderá haver entre Puchkin ¹, o maior poeta russo de todos os tempos e um dos maiores da humanidade, e o nosso lírico e popular Gonzaga, do Marília de Dirceu, a não ser o fato de ambos haverem sido poetas, arcades ambo, ainda que cada um à sua maneira, com suas características e dimensões próprias.

E, em verdade, poucos pontos de contacto existem na personalidade, na vida e na obra dêsses dois homens e artistas para justificar um paralelo no estilo clássico, plutarquiano, da palavra.

Puchkin, como se sabe, nasceu em 1799 (mesmo ano em que Balzac veio ao mundo em Tours com apenas dez dias de antecedência) de uma velha família russa em cujas veias circulava sangue negro introduzido pelo seu bisavô materno, um general abissínio que serviu sob Pedro o Grande e do qual o poeta herdou as suas feições amulatadas, visíveis em quase todos os seus retratos, inclusive o famoso e clássico de Tropinin ². Em 1831, casou-se com uma bela dama da aristocracia russa, Natália Gontcharova num matrimônio infeliz e atormentado que terminou com a morte do poeta em 1837, num duelo com o Barão d'Anthés, emigrado francês da Revolução e cunhado de sua mulher, de quem se dizia também ser amante ³

O nosso Gonzaga, como é ainda mais bem sabido, nasceu em Portugal em 1744, mas de pai já brasileiro, veio para o Brasil (onde havia estado antes para estudar humanidades) pela segunda vez em 1782, aqui se deixou ficar, amou Marília e, finalmente, envolvido na Conjuração Mineira (injustamente sabe-se hoje), acabou sendo degredado para Moçambique, onde morreu em data ainda não de todo certa, mas seguramente anterior a 1810 ou, no máximo, nesse ano, não sem se haver prosaicamente casado, logo que chegou ao exílio, com uma herdeira rica e analfabeta, cuja fortuna paterna se baseava no tráfico de escravos para o Brasil.

Assim, quando Gonzaga se passou desta para outra melhor em terras de África, Puchkin, por volta dos dez anos de idade, estava em Moscou, preparando-se para iniciar os estudos secundários, depois de haver tido a primeira infância embebida pela sua ama Arina Rodionovna nos contos populares russos e pela sua avó Maria Aleksievna nas coisas do passado pátrio, que tanta influência iriam ter, ambos os fatos, na sua imensa obra futura. 

Gonzaga, pois, nunca soube e nem podia ter sabido da existência de Puchkin. Êste, porém, por difícil que possa parecer pelas escassas comunicações entre os povos na época, a barreira dos idiomas (principalmente entre o português e o russo), a nossa triste situação de uma obscura colônia de um mundo quase desconhecido não só teve notícia de Gonzaga como parece havê-lo admirado a ponto de traduzir para o russo em 1825 um dos seus poemas.

A composição aparece no Tomo II, págs. 298-99, das obras completas de Puchkin em dez volumes, sob o título "S portugal'skogo" ("Do português"), havendo uma nota referente a ela, à pág. 433 do mesmo tomo, que diz textualmente o seguinte: "DO PORTUGUÊS". "Lá surgia a estrêla dalva". (pág. 298). Em vida de Puchkin não foi publicado. Tradução livre do poema "Reminiscências". É de T. A. Gonzaga (1744-1807), poeta brasileiro, autor de poemas de amor, nos quais cantou Marília (M. J. Seixas). Puchkin traduziu êste poema provàvelmente do francês, modificando ligeiramente o comêço e abreviando a parte central".

Quanto ao poema, pròpriamente, ei-lo numa tradução literal do russo, ou melhor, numa retradução literal para o português, sem nenhuma pretensão poética da nossa parte.

"DO PORTUGUÊS 

Lá surgia a estrêla dalva,
A rosa esplêndidamente floria.
Era num tempo em que nos sentíamos
Atraídos um pelo outro.

No leito macio
A donzela com a mão lenta
Esfregava os olhos sonolentos,
Dissipando os sonhos da noite.

E aparecia
À porta ou à janela
Mais clara que a estrêla da manhã,
Mais fresca que a rosa matutina.

Mal eu a via,
Parece, em tôrno a mim mais leve
O ar da manhã passava a circular; 
Sentia-me mais livre. 

Entre tôdas as ovelhas do campo
Da minha bela
Eu conhecia a ovelhinha preferida
Levava-a ao regato. 

Nas margens sombreadas,
Na relva verde,
Saciava a sua sêde, acariciando-a,
Junto a ela semeava flôres.

A donzela, vindo de longe,
De mim se aproximava em silêncio.
Eu, achando-a linda,
Cantava, dedilhando a guitarra:

Donzela, alegria minha,
Não! no mundo não há mais encantadora!
Quem, debaixo da lua,
Ousa comigo competir em ventura?

Não invejo os imperadores,
Não invejo os deuses,
Quando vejo seus olhos langorosos,
Delicada figura e escuras tranças.

Assim cantava eu para ela
E da minha bela
O coração se deleitava com a canção;
Mas a ventura se dissipou.

Onde, céu, está minha bela!
Solitário choro
As canções ternas sucederam-se
Lamentos e lágrimas desesperadas."  

A primeira pergunta que qualquer pessoa mais ou menos afeita à poesia de Gonzaga faz, após a leitura inicial da composição, é se o poema será realmente do cantor de Marília.

A indagação, sem ser pertinente, não deixa de ter a sua razão de ser, como veremos a seguir.

II 

A princípio, chegamos, com efeito, a duvidar da autenticidade do poema por três motivos principais.

Antes de tudo, porque, numa primeira busca pelas Obras Completas de Gonzaga (edição de 1942 da Companhia Editôra Nacional do Livro), aí não logramos encontrar a composição, pela razão que se verá adiante.

Em segundo lugar, porque Gonzaga não usava dar títulos, individualmente, aos seus poemas, motivo por que as suas liras a Marília e os seus sonetos aparecem apenas numerados em quase tôdas as edições de suas obras. Daí o nos haver causado alguma espécie o fato de que o poema traduzido por Puchkin tivesse, segundo a nota da edição russa, o título "Reminiscências" (Vospominania).

Finalmente, em terceiro e último lugar, porque o poema, apesar de ser tìpicamente uma canção de amor, não fazia qualquer menção a Marília, o que é uma constante na esmagadora maioria das liras gonzagueanas.

Atentamos então mais cuidadosamente para os vários fatôres desfigurativos por que deveria haver passado o poema, a saber: a) a sua provável tradução do português para o francês, da qual Puchkin o teria vertido para o seu próprio idioma; b) a sua tradução livre, com alterações, abreviação para o russo; c) a sua reconversão final para o português, agora levada a efeito por um ultraprosaico ensaísta. (Não correm, porém, por sua conta os lugares comuns existentes no poema, os quais assim se encontram na versão russa. E, com razão ou não, Gonzaga, como veremos em outra oportunidade, já foi acusado de ser useiro e vezeiro em lugares comuns).

Com base na consideração dos fatôres acima mencionados, decidimos realizar uma segunda e meticulosa busca, logrando, então, não sem dificuldade, identificar o poema, que é, nada mais, nada menos, que a Lira 71 da edição das Obras Completas de 1957 do Instituto Nacional do Livro (Lira 76 da edição de 1942 da Companhia Editôra Nacional e, nas antigas edições de Marília de Dirceu, é a Lira 9 da Parte II), que, a seguir, reproduzimos para possibilitar um cotejo por parte do leitor interessado e maior facilidade de compreensão dos comentários que vamos tecer a respeito, mais adiante:

"A estas horas
eu procurava
os meus amores;
tinham-me inveja
os mais pastores.

A porta abria, inda esfregando 
os olhos belos, 
sem flor, nem fita, 
nos seus cabelos.

Ah! que assim mesmo,
sem compostura,
é mais formosa 
que a estrêla dalva,
que a fresca rosa! 

Mal eu a via
um ar mais leve
que dôce efeito!
já respirava
meu terno peito. 

Do cêrco apenas
soltava o gado,
eu lhe amimava
aquela ovelha
que mais amava.

Dava-lhe sempre
no rio e fonte,
no prado e selva,
água mais clara,
mais branda relva.

No colo a punha;
então, brincando,
a mim a unia;
mil coisas ternas
aqui dizia.

Marília vendo 
que eu só com ela
é que falava, 
ria-se a furto
e disfarçava.

Desta maneira
nos castos peitos
de dia em dia
a nossa chama
mais se acendia.

Ah! quantas vêzes,
no chão sentado,
eu lhe lavrava
as finas rocas.

Da mesma sorte 
que à sua amada, 
que está no ninho,
fronteiro canta
o passarinho.

Na quente sesta
dela defronte
eu me entretinha, 
movendo o ferro
da sanfoninha. 

Ela, por dar-me
de ouvir o gôsto,
mais se chegava;
então, vaidoso, 
assim cantava:

“Não há pastôra
que chegar possa 
à minha bela,
nem que me iguale
também na estrêla.

Se amor concede 
que eu me recline
no branco peito,
eu não invejo
de Jove o leito.

Ornam seu peito
as sãs virtudes,
que nos namoram;
no seu semblante
as graças moram. 

Assim, vivia;
hoje em suspiros
o canto mudo:
Assim, Marília,
se acaba tudo! 

III

Conforme se vê do cotejo do poema no original e em sua apregoada tradução, as transformações por que a peça passou foram substanciais, a ponto mesmo de torná-la quase irreconhecível.

A lira original de Gonzaga se compõe de 17 estrofes de cinco versos com rima alternada do 3º com o 5º. A versão russa do poema consiste de 11 estrofes de quatro versos, com rima do 1º com o 2º e do 3º com o 4º. Diga-se, de passagem, que, a êsse respeito, a versão russa parece esmeradíssima, como não seria de esperar outra coisa tratando-se de uma obra (tradução ou não) da lavra de Puchkin.

Houve, assim, a supressão total de estrofes do original português, como sejam, a 1ª, a 7ª, a 8ª, a 9ª, a 10ª, a 11ª e a 16ª. Por outro lado, algumas estrofes foram substancialmente modificadas, seja por fusão com outras, seja por supressão de versos. Exemplos: a 2ª, a 3ª, a 5ª, a 6ª, a 12ª e a 13ª. A 14ª, 15ª e 17ª estrofes foram conservadas na versão russa com uma semelhança básica com o original. Mas, sòmente uma estrofe a 4ª pode-se considerar como havendo sido realmente, e tão sòmente, traduzida para o russo.

Vale a pena cotejá-la nas suas duas versões.

No original português, ela está assim concebida:
"Mal eu a via,
um ar mais leve
que doce efeito!
já respirava
meu terno peito." 

Na versão russa, ela se apresenta da forma seguinte (na nossa tradução literal):
"Mal eu a via,
Parece, em tôrno a mim mais leve
O ar da manhã passava a circular;
Sentia-me mais livre." 

Note-se, a título de curiosidade, que a maior extensão dos versos em parte (se deve à) redução dos quintetos a quartetos. 

As duas menções a Marília, existentes na 8ª e 17ª estrofes do original, foram suprimidas na versão russa. 

Na 15ª estrofe do original uma das poucas que conservaram alguma semelhança na versão russa a inveja que Gonzaga dizia não ter do leito de Jove "eu não invejo / de Jove o leito" passou a ser , na versão russa, inveja dos imperadores e dos deuses:
Ne zaviduiu tsaram,
Ne saviduiu bogam. 

A sanfoninha cujo "ferro", na linguagem pitoresca do poema, Gonzaga ou o seu pastor  "movia", passa a ser, na versão russa, um violão ou uma guitarra (guitaroiu) que se dedilha. 


¹  Antes de tudo, umas breves palavras sôbre a grafia correta do nome do poeta russo. Há, a respeito, uma grande confusão entre nós (assim como também em relação a outros nomes próprios russos), devido à escassa difusão daquele idioma em nosso meio e, conseqüentemente, ao compreensível e generalizado desconhecimento do processo de conversão dos caracteres cirílicos em latinos. Essa conversão se opera bàsicamente de acôrdo com as leis fonéticas de cada língua e por essa razão a grafia dos nomes próprios russos varia de idioma para idioma. O autor de Boris Godunov é, assim, em francês Pouchkine (grafia usada em A Literatura no Brasil, publicada sob a direção de Afrânio Coutinho: veja-se Vol. I, Tomo II, pág. 575); em inglês, é Pushkin (forma utilizada na Enciclopéia Brasileira Mérito, vol. 16, pág. 330); e, em alemão, é Puschkin. Em italiano e espanhol, pela falta de um som igual ao da 26ª letra do alfabeto russo, que aparece no nome de Puchkin em caracteres cirílicos e tem o mesmo som do nosso ch, é, arbitràriamente, Puskin ou Puschkin, no primeiro caso, e Pushkin ou Puschkin, no último. Em português o certo é Puchkin, não havendo justificativa aceitável para qualquer outra grafia. Quanto à pronúncia correta, é com o acento tônico na primeira sílaba.
 
²  Turguenev, que, aos dezenove anos de idade viu Puchkin em um concêrto, na então São Petersburgo, poucos dias antes da sua morte, assim o descreve: "Lembro-me de seu rosto moreno, seus lábios africanos, o brilho de seus dentes brancos, suas suíças pendentes, seus olhos escuros e congestionados, quase sem sobrancelhas, e seu cabelo crespo. Ele me lançou um olhar: a maneira pouco cerimoniosa com que eu o mirava deve tê-lo molestado, porque pareceu irritado, deu de ombros (não aparentava estar de bom humor nesse dia) e afastou-se. Alguns dias depois, vi-o em seu esquife."

³  Lermontov, por muitos considerado o segundo poeta russo em grandeza, sòmente superado por Puchkin, denunciou como se sabe, a morte dêste num famoso poema, como havendo sido tramada pela aristocracia e a côrte do tzar.  Quatro anos depois, em 1841, êle morria também em duelo, inquestionàvelmente preparado, êste, para eliminá-lo, como está comprovado hoje e como era, realmente, uso naquele tempo por parte das autoridades imperiais.

A. S. Puchkin. Polnoe Sobranie Sotchiniene (literalmente, "Coleção de Obras Completas"), publicadas pela Academia de Ciências. Instituto de Literatura russa Casa de Puchkin, da U.R.S.S. É a mais recente edição das obras de Puchkin. Sua publicação foi iniciada há cêrca de três anos e, até o momento, chegaram à Itália nove dos dez volumes de que se compõe. O poema de Gonzaga já figura, porém, em outras edições anteriores, como, por exemplo, a do sesquicentenário do nascimento do poeta, também de obras completas, publicadas em 1949, bàsicamente com a mesma nota e suas pequenas incorreções em relação à data do falecimento de Gonzaga (já agora, como vimos, estabelecida com segurança em 1809 ou 1810) e quanto ao nome completo de Marília.
 

14 comentários:

Francisco José dos Santos Braga (compositor, pianista, escritor, gerente do Blog do Braga e do Blog de São João del-Rei) disse...

É com muita honra que o Blog de São João del-Rei acolhe a contribuição de A. FONSECA PIMENTEL com seu ensaio literário "Gonzaga e Puchkin". Seu autor foi ilustre jornalista, ensaísta literário e escritor, que, além dessas atividades, desempenhou várias missões em benefício do Brasil no exterior.

Tive muitos contatos pessoais com o homenageado na década de 90, quando ele ocupava uma sala na FGV de Brasília. Recebia-me afavelmente para uma conversa amena. Nunca demonstrava a erudição que possuía, mercê de muita dedicação e estudo, como se verá.

Hoje a sua obra se encontra praticamente esquecida. Até seu ensaio "Gonzaga e Puchkin", que ele pioneiramente publicou na Revista do Livro, Ano X, nº 31, nas páginas 73-80, em 1967, tampouco é citado em trabalhos posteriores de idêntico tema que se acham na Internet, seja por desconhecimento desses autores mais atuais, seja por descuido no momento de referenciar a bibliografia.

O Blog de São João del-Rei lamenta esse fato e compromete-se com o seu leitor, na medida do possível, a resgatar alguns trabalhos do ilustre escritor, natural de Ouro Fino (MG).

Prof. Fernando de Oliveira Teixeira (professor universitário, escritor e membro da Academia Divinopolitana de Letras, onde é Presidente) disse...

Prezado confrade, bom dia. Agradeço o envio do precioso texto. Recomendações para a esposa. Fernando Teixeira

Dr. Marcelo Câmara (ex-Consultor do Senado Federal, jornalista, escritor, editor e consultor cultural) disse...

Prezado Braga, olá. Grato pelo precioso e vanguardista ensaio do Pimentel. Isto aconteceu comigo com relação a Nelson Rodrigues, quando eu fui o primeiro a qualificá-lo, num artigo-ensaio, derivado de um júri simulado na Universidade, onde fui o advogado de defesa da obra dramática dele e o absolvi por 7 X 0, como "moralista, conservador, homem de direita, catolicão", enquanto o regime militar o censurava e o proibia por ser "pornógrafo, imoral, sensacionalista, comunista" etc. Nunca este meu trabalho, publicado em duas páginas centrais numa edição dominical de um jornal do Rio de Janeiro, foi citado ou referenciado no Brasil. Mas no exterior, leia o que está no meu curriculum em duas seções:

Ensaios
(.................................)

O Moralista Nelson Rodrigues (estética e teatro), O Fluminense, Niterói, RJ, 1973.​


Inclusão em antologias, citações, reproduções e fonte de pesquisa

(.................................)

Citação na Encyclopedia of Latin American Theater de Eladio Cortés, Mirta Barrea-Marlys, Greenwood Publishing Group, EUA, 2003, na "Bibliography" do verbete "Nelson Rodrigues", onde é referenciado o ensaio O moralista Nelson Rodrigues, de Marcelo Câmara, publicado, originalmente, no jornal O Fluminense, em 9.12.73.



Pena meu pai já ter partido, pois Gonzaga e Marília de Dirceu, assim como a Revolução de Minas, foram duas taras intelectuais, duas paixões, dois temas, sobre os quais publicou muito. O projeto dele, na juventude, em 1940, era a publicação de uma obra sob o título Marília: o mais forte drama de amor da História do Brasil (História, Literatura). Ele tinha uma verdadeira biblioteca, dentro de outra biblioteca, sobre esses temas. Herdei tudo. Marília de Dirceu o fascinava tanto que, já em 1938, passou a Semana Santa em Ouro Preto, compenetradíssimo, pesquisando, lendo, anotando, indo a igrejas, meditando, visitando os locais de Gonzaga e sua musa. Em 1938, o projeto era um romance sobre o drama da Inconfidência, onde Marília seria a protagonista. Tudo isto você lerá, em detalhes, na página que estou construindo sobre o Centenário de Câmara Torres, que vai ao ar no meu site até dezembro. Parabéns por publicar o erudito, esquecido e brilhante Pimentel. Bom domingo. Abr.

Adelto Gonçalves (doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo e autor de Gonzaga, um Poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona Brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002) e Bocage - o Perfil Perdido (Lisboa, Caminho, 2003) disse...

Braga:
No meu livro "Gonzaga, um Poeta do Iluminismo" (Rio de Janeiro, Nova Fronteira,1999), o artigo "Gonzaga e Puchkin", de A. Fonseca Pimentel está devidamente citado nas páginas 502 e 510 (nota) e na bibliografia à página 532 (Belo Horizonte, SLMG, n.12-13-14, 19 e 26/11 e 3/12/1966). Também está citado nesta mesma página outro artigo de Fonseca Pimentel, "A propósito de uma lira de Gonzaga" (Belo Horizonte, SLMG, n.44, pag.7, 1/7/1967).
Cordalmente,

Adelto Gonçalves (doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo e autor de Gonzaga, um Poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona Brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002) e Bocage - o Perfil Perdido (Lisboa, Caminho, 2003) disse...

Braga:
O artigo do Fonseca Pimentel também deve estar citado no texto de apresentação para "Eugenio Onegui: romance em versos", de Pushkin, traduzido pelo embaixador Dário Moreira de Castro Alves (1927-2010), pois eu lhe enviei uma fotocópia do texto quando ele ainda estava traduzindo os versos de Pushkin. Não tenho o livro aqui à mão, que está em minha casa no Litoral de São Paulo. Quando eu voltar para lá, daqui a 15 dias, vou ver se encontro a citação no livro. Veja abaixo resenha que diz do livro em 2011 e que está no site do Pravda.
Cordialmente,
Adelto Gonçalves

Adelto Gonçalves (doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo e autor de Gonzaga, um Poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona Brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002) e Bocage - o Perfil Perdido (Lisboa, Caminho, 2003) disse...

Braga:
Segue outro texto sobre o embaixador Dário. Na foto aparece a capa da edição russa do livro "Eugenio Oneguin: romance em versos", tradução do embaixador. Aliás, a foto mostra a mesa que está instalada no Centro Lusófono Camões da Universidade Estatal Pedagógica Hertzen, de São Petersburgo, com obras do embaixador. Estive lá em 2011 e a vi pessoalmente. Os livros que aparecem à frente são "Contos I" e "Contos II", de Machado de Assis (edição em russo e português), que foram publicados em 2006 e 2007 com o apoio da Embaixada do Brasil e Moscou. Eu sou o autor dos prefácios dos dois livros, por indicação do embaixador Dário.
Cordialmente,
Adelto Gonçalves

Prof. Cupertino Santos (professor de história aposentado de uma escola municipal em Campinas) disse...

Boa noite, professor Braga.
Muito boa a sua publicação homenageando esse autor que, além de ter um estilo muito atraente, enveredou por um assunto verdadeiramente surpreendente, que lança a curiosidade em quem o possa ler. De fato, a tradução de Gonzaga pelo grande romântico russo, é fato sensacional.
Parabéns. Muito grato.

Dr. Rogério Medeiros Garcia de Lima (desembargador, escritor e membro da Academia de Letras de São João del-Rei) disse...

Muito bom!

Anderson Braga Horta (poeta, escritor, ex-presidente da ANE-Associação Nacional de Escritores e membro do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal) disse...

Boa, Francisco!
Gostei de ler seu resgate dessa página de nosso amigo Fonseca Pimentel.
Obrigado.

Anderson

Prof. Henryk Siewierski (professor do Departamento de Teoria Literária e Literaturas da UnB, ensaísta, escritor, poeta e tradutor) disse...

Prezado Amigo Francisco,
muito obrigado pelo encaminhamento do excelente ensaio "Gonzaga e Puchkin" de A. Fonseca Pimentel.

É um trabalho que enriquece estudos de literatura russa e literatura comparada no Brasil e que guardarei para incluir no programa e bibliografia da disciplina da Literatura Comparada que estou ministrando aqui na UnB.

Forte abraço.

Danilo Carlos Gomes (cronista, escritor e membro do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal) disse...

Mestre Braga, foi muito bom você recordar o erudito escritor A. Fonseca Pimentel, meu saudoso amigo. Ele era graduado funcionário da ONU e representou o Brasil mundo afora. Fino, elegante, simpático, nunca perdeu a mineiridade. Era de Ouro Fino, como você bem lembrou. Está muito esquecido. Abraço.

Dr. Mário Pellegrini Cupello (escritor, pesquisador, presidente do Instituto Cultural Visconde do Rio Preto de Valença-RJ, e sócio correspondente do IHG e Academia de Letras de São João del-Rei) disse...

Caro amigo Braga

Muito interessante! Agradecemos pelo envio.

Abraços.

Adelto Gonçalves (doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo e autor de Gonzaga, um Poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona Brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002) e Bocage - o Perfil Perdido (Lisboa, Caminho, 2003) disse...

Braga:
Para sua informação, o artigo "Tomás Antônio Gonzaga em russo", de Joaquim de Montezuma de Carvalho, publicado no suplemento Literário Minas Gerais, de 5 de agosto de 1972, ano VII, nº 310, está citado no livro "Eugenio Oneguin", de Alexandr Pushkin, publicado pela Azbooka Atticus, de Moscou, em 2008, edição russo-portuguesa, com tradução do ex-embaixador Dário Moreira de Castro Alves (1928-2010), às páginas 9/10, na "Introdução do tradutor". Fui eu quem enviou ao embaixador em 2006 pelo correio fotocópia do artigo do SLMG .
Cordialmente.

Raquel Naveira (membro da Academia Matogrossense de Letras e, como poetisa publicou, entre outras obras, Jardim Fechado, antologia poética em comemoração aos seus 30 anos dedicados à poesia) disse...

Caro Francisco Braga,
Que rica experiência conviver com um grande mestre.
Obrigada pelos arquivos.
Abraço fraterno,
Raquel Naveira
PS: Bom recordar a poesia árcade de Gonzaga.