domingo, 24 de setembro de 2017

GONZAGA E PUCHKIN > > > PARTE II


Por A. Fonseca Pimentel



Finalmente, há a observar que a supressão de tantas estrofes e versos, já indicada, como que tirou na tradução a seqüência lógica que o poema tem no original, o que, repetimos, não invalida o fato, também já assinalado, de que a versão russa é esmerada do ponto de vista formal, que é, evidentemente, o que mais conta no caso.

De qualquer maneira, não se pode deixar de reconhecer que as alterações do poema de Gonzaga foram substanciais e disso estavam conscientes os editôres russos, ao inserirem na nota relativa ao poema, reproduzida no primeiro artigo, a observação de que Puchkin havia feito a tradução "modificando ligeiramente o comêço e abreviando a parte central".

E é muito importante assinalar, a respeito, que essa observação não constava da nota relativa ao mesmo poema que figura na edição de 1949 (do sesquicentenário), onde o comentário termina, muito simplesmente, com a oração: "Puchkin traduziu êste poema provàvelmente do francês".

Isso significa que, entre 1949 e 1963 (data da publicação do volume russo que contém o poema), alguém   um russo especialista em literatura brasileira ou um intelectual brasileiro com comércio cultural com Moscou? alertou os editôres soviéticos para a diferença fundamental entre as duas versões do poema, levando-os a inserirem na nova edição a observação indicada, que, em nosso fraco entender, ainda não está de acôrdo com a realidade, pois as transformações sofridas pela composição, como se viu, foram tais que, em verdade, nos parece difícil falar sòmente em tradução, mesmo livre.

A dúvida que nos assaltou, inicialmente, sôbre a autenticidade do poema, não deixava, pois, de ter o seu fundamento. Na realidade, Puchkin não se limitou a traduzir Gonzaga para o russo e, sim, compôs outro poema, baseado no de Gonzaga.

Mesmo assim, porém, não deixa de ser um título de glória para o poeta de Marília que, quinze anos apenas após a sua morte, êle, a sua poesia e a sua amada tivessem chegado ao conhecimento de Puchkin, já então famoso em tôda a Rússia, e o inspirassem em uma de suas composições, tradução ou não.

Como, entretanto, o poema de Gonzaga teria chegado a Puchkin naquele distante primeiro quartel do século passado e naquela longínqua e misteriosa Rússia tzarista?

Puchkin, nos seus escassos trinta e oito anos de existência, jamais se ausentou de sua pátria. Não foi, assim, êle que teria ido a Gonzaga em algum país estrangeiro, mas, sim, Gonzaga que foi a êle, no coração da Rússia tzarista do século passado, provàvelmente em Moscou ou São Petersburgo (que era então a capital) e de lá talvez a Mikhailovskoe, tendo em vista que a referida tradução está datada de 1825 e o poeta ali viveu de julho de 1824 a setembro de 1826.

Mas, de maneira concreta, como o poema lhe teria chegado às mãos?

Gonzaga, como se sabe, teve a primeira edição de Marília de Dirceu publicada em Lisboa em 1792, mesmo ano em que, após três de cativeiro na Ilha das Cobras e, depois, na Ordem Terceira de Santo Antônio no Rio de Janeiro, seguia para o degrêdo em Moçambique (de onde nunca mais haveria de regressar), a bordo do navio "Princesa de Portugal". Triste ironia do destino para com o poeta, que via a glória da sua obra começar no mesmo ano em que marcava o declínio definitivo de sua vida!

Até 1825, data da chamada tradução de Puchkin, a obra de Gonzaga já havia tido mais quatorze edições em português nos anos seguintes: 1800, 1802, 1804, 1810, 1811, 1812, 1813, 1817, 1819, 1820 (2 eds.), 1824 (2 eds.) e 1825.

Além disso, já tinha havido também uma edição francesa do Marília de Dirceu, em 1824, segundo George Raeders (Bibliographie Franco-Brésilienne 1551-1957), pág. 93, Instituto Nacional do Livro, Rio de Janeiro, 1960, ou, em 1825, segundo Sacramento Blake (Op. cit., Vol. II, pág. 280), e Rubens Borba de Morais (Bibliografia Brasiliana, Vol. I, pág. 311, Colibri Editôra Ltda., Amsterdam-Rio de Janeiro, 1958).

Pessoalmente, preferimos dar mais crédito a George Raeders (em que pese sua opinião em minoria no caso), pela riqueza de dados que nos oferece sôbre essa edição feita em seu próprio país de nascimento.

O importante, porém, a observar aqui é que, publicada em Paris, seja em 1824 ou em 1825, a edição francesa de Gonzaga poderia perfeitamente haver chegado a Puchkin em tempo de ser traduzida, ainda em 1825, não obstante o fato de encontrar-se êle então, segundo já se esclareceu, em Mikhailovskoe, província de Pskov, como que exilado ou confinado pela côrte. O comércio de idéias e de cultura entre a França e a Rússia, que havia sido grande desde os tempos de Catarina II no século XVIII, aumentara ainda mais nos primeiros lustros do século XIX, a ponto de grande parte da aristocracia russa usar o francês nas recepções sociais, como se pode ver, inclusive, pela leitura do Guerra e Paz, de Tolstoi, cuja ação se passa em 1803 e 1813.

Isso obrigava, naturalmente, a um intercâmbio cultural intensíssimo entre a França e a Rússia de então, inclusive na parte livresca.

O mais provável, assim, é que Gonzaga tenha chegado a Puchkin através dessa sua edição em francês, a primeira também em qualquer outro idioma estrangeiro.

O problema é que, sendo tal edição muito rara, conforme o indica Rubens Borba de Moraes (Op. cit., Vol. I, pág. 311), não logramos obtê-la para um cotejo à semelhança do que fizemos entre os textos francês e russo à semelhança do que fizemos entre o português e o russo e alguma conclusão positiva a respeito.

Apesar de ser essa a hipótese mais provável, importa observar, porém, que outras vias de acesso estavam também abertas para a chegada do poema à Rússia.

Uma delas seria a campanha napoleônica de 1812. Sabe-se, com efeito, que Bonaparte mobilizou para aquela campanha tropas estacionadas em várias partes da Europa, inclusive das que haviam ocupado Portugal desde 1807. ¹⁰  Não é, pois, impossível que algum militar francês misto de literato (como os há e os houve tanto no passado), durante a sua permanência em Portugal, se tenha interessado por Gonzaga (já com cêrca de meia dúzia de edições e provàvelmente uma auréola de mártir) e tenha levado a sua já famosa obra para a Rússia na malograda expedição do grande Corso.

Uma vez na Rússia desde 1812, não seria impossível, por outro lado, que o poema, até 1825, caísse sob os olhos de Puchkin, senão no próprio original (que Puchkin não seria capaz de ler), pelo menos em alguma tradução particular ou avulsa para o francês.

E mesmo de Moçambique (onde Gonzaga devia naturalmente receber exemplares das edições do seu livro, enviados por mãos amigas), não seria de todo impossível ao poema atingir a Rússia, sempre via França. Pois Moçambique, no transpor do século XVIII para o XIX e até o fim da chamada Guerra Peninsular de Napoleão contra os inglêses em território espanhol e português (1807-1813), por incrível que nos possa parecer, mantinha um comércio, inclusive intelectual, freqüente com os franceses e alimentava, já então, pasme-se quem queira, sonhos de independência de Portugal! É Rodrigues Lapa quem o informa no prefácio à última edição das Obras Completas de Gonzaga, já mencionada: 
O destino reserva bem curiosas surprêsas àqueles que pretendem fazer da vida um romance. O antigo e mimoso poeta estava casado com uma rica analfabeta e provàvelmente consagrava as horas vagas ao rendoso comércio dos escravos, em contato com mouros e negreiros. A denúncia de Nunes ¹¹ não se esquecia de assinalar os perigos que podiam vir para a Colônia duma tal atividade. Recearia o antigo cadastrado que Gonzaga revolucionasse os espíritos e promovesse a independência de Moçambique? A acusação de Diogo de Sousa ¹² parece provar isso mesmo, e já veremos que andavam no ar idéias de liberdade e autonomia. O convívio freqüente com franceses e a leitura de livros proibidos na Metrópole faziam germinar doutrinas sediciosas. De Lisboa recomendavam ao Governador que tivesse cautela com os navios franceses arribados a Moçambique e "com os destrutivos princípios da Liberdade e da Igualdade".  ¹³

O provável, porém, quase certo mesmo, é que Gonzaga haja chegado a Puchkin através daquela sua indicada tradução francesa, cuja versão do poema, conforme o indicamos, seria interessantíssimo cotejar com a tradução russa, por quem disponha de acesso a exemplar tão raro da bibliografia gonzagueana. ¹

Da nossa parte, damos por finda a nossa investigação em tôrno de tão interessante problema literário, ao qual, todavia, voltaremos se novos elementos ou aspectos o justificarem.




NOTAS  EXPLICATIVAS



É oportuno relembrar aqui que Puchkin é considerado o verdadeiro fundador da literatura russa, assim como o forjador do próprio idioma literário daquela nação eslava. Dêle Dostoievski escreveu: "Tudo que temos vem de Puchkin."

⁶  Pushkin introduced and edited by John Fennell, Penguin Books, pág. XII. London and Beccles, 1964.

  Veja-se Sacramento Blake. Diccionario Bibliographico Brazileiro. Vol. II, págs. 278-79. Imprensa Nacional, Rio de Janeiro, 1902. Oswaldo Melo Braga relacionava em 1930 nada menos de 47 edições de Marília de Dirceu em português e outros idiomas. (As Edições de Marília de Dirceu, 58 págs. Benedicto de Sousa, Rio de Janeiro, 1930). Justifica-se, assim, a fama que Gonzaga adquiriu de ser o poeta de língua portuguêsa mais lido depois de Camões.

  Marilia, chants élégiaques de Gonzaga. Traduits du portugais par E. de Monglave e P. Chalas, Paris, C.L.F. Panckouke, Éditeur, 1824, 192 p. in-16 – Nota explicativa da edição: "Thomas Antonio Gonzaga (1744-1809), mort en exil dans le Mozambique pour avoir pris part à la Conspiration de Minas (1789), est le premier poète brésilien traduit en langue française. Marilia de Dirceu fut publiée à Lisbonne en 1792. C'est sur la seconde édition, celle de 1800 (de Norberto) Lisbonne, considérablement augmentée de poèmes nouveaux, qu' a été preparée la traduction française".

⁹  Tolstoi teve mesmo de se defender, perante a crítica, da acusação que lhe foi feita de haver abusado de diálogo em francês no original russo do seu famosíssimo romance.

¹⁰ William C. Atkinson. A History of Spain and Portugal, págs. 260-61, Penguin Books, London and Beccles, 1960.

¹¹  Denúncia feita à Metrópole de que Gonzaga, um degredado político, estaria sendo escandalosamente protegido e mimado pelo ouvidor da Colônia.

¹²  De que Gonzaga estava com o "cérebro desconcertado", o que, para Rodrigues Lapa, significa que o poeta estaria sendo acusado de estar tomado de idéias subversivas.

¹³  Tomás Antônio Gonzaga. Obras Completas, pág. XXX, Instituto Nacional do Livro, Rio de Janeiro, 1957.

¹⁴  Nota do Gerente do Blog de São João del-Rei: Temos a satisfação de apresentar tanto a tradução francesa quanto a de Puchkin, o que permitirá ao leitor o cotejo de ambas, uma vez que já se encontram disponíveis na Internet por especial diligência do Sr. Arlindo Correia. 
 

14 comentários:

Francisco José dos Santos Braga (compositor, pianista, escritor, gerente do Blog do Braga e do Blog de São João del-Rei) disse...

É com muita honra que o Blog de São João del-Rei acolhe a contribuição de A. FONSECA PIMENTEL com seu ensaio literário "Gonzaga e Puchkin". Seu autor foi ilustre jornalista, ensaísta literário e escritor, que, além dessas atividades, desempenhou várias missões em benefício do Brasil no exterior.

Tive muitos contatos pessoais com o homenageado na década de 90, quando ele ocupava uma sala na FGV de Brasília. Recebia-me afavelmente para uma conversa amena. Nunca demonstrava a erudição que possuía, mercê de muita dedicação e estudo, como se verá.

Hoje a sua obra se encontra praticamente esquecida. Até seu ensaio "Gonzaga e Puchkin", que ele pioneiramente publicou na Revista do Livro, Ano X, nº 31, nas páginas 73-80, em 1967, tampouco é citado em trabalhos posteriores de idêntico tema que se acham na Internet, seja por desconhecimento desses autores mais atuais, seja por descuido no momento de referenciar a bibliografia.

O Blog de São João del-Rei lamenta esse fato e compromete-se com o seu leitor, na medida do possível, a resgatar alguns trabalhos do ilustre escritor, natural de Ouro Fino (MG).

Prof. Fernando de Oliveira Teixeira (professor universitário, escritor e membro da Academia Divinopolitana de Letras, onde é Presidente) disse...

Prezado confrade, bom dia. Agradeço o envio do precioso texto. Recomendações para a esposa. Fernando Teixeira

Dr. Marcelo Câmara (ex-Consultor do Senado Federal, jornalista, escritor, editor e consultor cultural) disse...

Prezado Braga, olá. Grato pelo precioso e vanguardista ensaio do Pimentel. Isto aconteceu comigo com relação a Nelson Rodrigues, quando eu fui o primeiro a qualificá-lo, num artigo-ensaio, derivado de um júri simulado na Universidade, onde fui o advogado de defesa da obra dramática dele e o absolvi por 7 X 0, como "moralista, conservador, homem de direita, catolicão", enquanto o regime militar o censurava e o proibia por ser "pornógrafo, imoral, sensacionalista, comunista" etc. Nunca este meu trabalho, publicado em duas páginas centrais numa edição dominical de um jornal do Rio de Janeiro, foi citado ou referenciado no Brasil. Mas no exterior, leia o que está no meu curriculum em duas seções:

Ensaios
(.................................)

O Moralista Nelson Rodrigues (estética e teatro), O Fluminense, Niterói, RJ, 1973.​


Inclusão em antologias, citações, reproduções e fonte de pesquisa

(.................................)

Citação na Encyclopedia of Latin American Theater de Eladio Cortés, Mirta Barrea-Marlys, Greenwood Publishing Group, EUA, 2003, na "Bibliography" do verbete "Nelson Rodrigues", onde é referenciado o ensaio O moralista Nelson Rodrigues, de Marcelo Câmara, publicado, originalmente, no jornal O Fluminense, em 9.12.73.



Pena meu pai já ter partido, pois Gonzaga e Marília de Dirceu, assim como a Revolução de Minas, foram duas taras intelectuais, duas paixões, dois temas, sobre os quais publicou muito. O projeto dele, na juventude, em 1940, era a publicação de uma obra sob o título Marília: o mais forte drama de amor da História do Brasil (História, Literatura). Ele tinha uma verdadeira biblioteca, dentro de outra biblioteca, sobre esses temas. Herdei tudo. Marília de Dirceu o fascinava tanto que, já em 1938, passou a Semana Santa em Ouro Preto, compenetradíssimo, pesquisando, lendo, anotando, indo a igrejas, meditando, visitando os locais de Gonzaga e sua musa. Em 1938, o projeto era um romance sobre o drama da Inconfidência, onde Marília seria a protagonista. Tudo isto você lerá, em detalhes, na página que estou construindo sobre o Centenário de Câmara Torres, que vai ao ar no meu site até dezembro. Parabéns por publicar o erudito, esquecido e brilhante Pimentel. Bom domingo. Abr.

Adelto Gonçalves (doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo e autor de Gonzaga, um Poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona Brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002) e Bocage - o Perfil Perdido (Lisboa, Caminho, 2003) disse...

Braga:
O artigo do Fonseca Pimentel também deve estar citado no texto de apresentação para "Eugenio Onegui: romance em versos", de Pushkin, traduzido pelo embaixador Dário Moreira de Castro Alves (1927-2010), pois eu lhe enviei uma fotocópia do texto quando ele ainda estava traduzindo os versos de Pushkin. Não tenho o livro aqui à mão, que está em minha casa no Litoral de São Paulo. Quando eu voltar para lá, daqui a 15 dias, vou ver se encontro a citação no livro. Veja abaixo resenha que diz do livro em 2011 e que está no site do Pravda.
Cordialmente,

Adelto Gonçalves (doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo e autor de Gonzaga, um Poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona Brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002) e Bocage - o Perfil Perdido (Lisboa, Caminho, 2003) disse...

Braga:
No meu livro "Gonzaga, um Poeta do Iluminismo" (Rio de Janeiro, Nova Fronteira,1999), o artigo "Gonzaga e Puchkin", de A. Fonseca Pimentel está devidamente citado nas páginas 502 e 510 (nota) e na bibliografia à página 532 (Belo Horizonte, SLMG, n.12-13-14, 19 e 26/11 e 3/12/1966). Também está citado nesta mesma página outro artigo de Fonseca Pimentel, "A propósito de uma lira de Gonzaga" (Belo Horizonte, SLMG, n.44, pag.7, 1/7/1967).
Cordalmente,
Adelto Gonçalves

Adelto Gonçalves (doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo e autor de Gonzaga, um Poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona Brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002) e Bocage - o Perfil Perdido (Lisboa, Caminho, 2003) disse...

Braga:
Segue outro texto sobre o embaixador Dário. Na foto aparece a capa da edição russa do livro "Eugenio Oneguin: romance em versos", tradução do embaixador. Aliás, a foto mostra a mesa que está instalada no Centro Lusófono Camões da Universidade Estatal Pedagógica Hertzen, de São Petersburgo, com obras do embaixador. Estive lá em 2011 e a vi pessoalmente. Os livros que aparecem à frente são "Contos I" e "Contos II", de Machado de Assis (edição em russo e português), que foram publicados em 2006 e 2007 com o apoio da Embaixada do Brasil e Moscou. Eu sou o autor dos prefácios dos dois livros, por indicação do embaixador Dário.
Cordialmente,
Adelto Gonçalves

Prof. Cupertino Santos (professor de história aposentado de uma escola municipal em Campinas) disse...

Boa noite, professor Braga.
Muito boa a sua publicação homenageando esse autor que, além de ter um estilo muito atraente, enveredou por um assunto verdadeiramente surpreendente, que lança a curiosidade em quem o possa ler. De fato, a tradução de Gonzaga pelo grande romântico russo, é fato sensacional.
Parabéns. Muito grato.

Dr. Rogério Medeiros Garcia de Lima (desembargador, escritor e membro da Academia de Letras de São João del-Rei) disse...

Muito bom!

Anderson Braga Horta (poeta, escritor, ex-presidente da ANE-Associação Nacional de Escritores e membro do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal) disse...

Boa, Francisco!
Gostei de ler seu resgate dessa página de nosso amigo Fonseca Pimentel.
Obrigado.

Prof. Henryk Siewierski (professor do Departamento de Teoria Literária e Literaturas da UnB, ensaísta, escritor, poeta e tradutor) disse...

Prezado Amigo Francisco,
muito obrigado pelo encaminhamento do excelente ensaio "Gonzaga e Puchkin" de A. Fonseca Pimentel.

É um trabalho que enriquece estudos de literatura russa e literatura comparada no Brasil e que guardarei para incluir no programa e bibliografia da disciplina da Literatura Comparada que estou ministrando aqui na UnB.

Forte abraço.

Danilo Carlos Gomes (cronista, escritor e membro do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal) disse...

Mestre Braga, foi muito bom você recordar o erudito escritor A. Fonseca Pimentel, meu saudoso amigo. Ele era graduado funcionário da ONU e representou o Brasil mundo afora. Fino, elegante, simpático, nunca perdeu a mineiridade. Era de Ouro Fino, como você bem lembrou. Está muito esquecido. Abraço.

Dr. Mário Pellegrini Cupello (escritor, pesquisador, presidente do Instituto Cultural Visconde do Rio Preto de Valença-RJ, e sócio correspondente do IHG e Academia de Letras de São João del-Rei) disse...

Caro amigo Braga

Muito interessante! Agradecemos pelo envio.

Abraços.

Adelto Gonçalves (doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo e autor de Gonzaga, um Poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona Brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002) e Bocage - o Perfil Perdido (Lisboa, Caminho, 2003) disse...

Braga:
Para sua informação, o artigo "Tomás Antônio Gonzaga em russo", de Joaquim de Montezuma de Carvalho, publicado no suplemento Literário Minas Gerais, de 5 de agosto de 1972, ano VII, nº 310, está citado no livro "Eugenio Oneguin", de Alexandr Pushkin, publicado pela Azbooka Atticus, de Moscou, em 2008, edição russo-portuguesa, com tradução do ex-embaixador Dário Moreira de Castro Alves (1928-2010), às páginas 9/10, na "Introdução do tradutor". Fui eu quem enviou ao embaixador em 2006 pelo correio fotocópia do artigo do SLMG .
Cordialmente.

Raquel Naveira (membro da Academia Matogrossense de Letras e, como poetisa publicou, entre outras obras, Jardim Fechado, antologia poética em comemoração aos seus 30 anos dedicados à poesia) disse...

Caro Francisco Braga,
Que rica experiência conviver com um grande mestre.
Obrigada pelos arquivos.
Abraço fraterno,
Raquel Naveira
PS: Bom recordar a poesia árcade de Gonzaga.